Verdão está sobrando. Coluna Mário Marinho

Verdão está sobrando

COLUNA MÁRIO MARINHO

A vitória, até certo ponto tranquila, do Palmeiras sobre o Santos neste domingo, 2 a 1, não se deveu apenas ao gol-surpresa marcado aos 2 minutos de jogo.

É verdade que um gol como este muda a história do jogo. É o sonho de quem marca e o pesadelo de quem sofre.

Não há plano ou estratégia elaborada antes, às vezes treinada durante a semana, reforçada na palestra antes de começar o jogo e relembrada no vestiário, repito nem plano nem estratégia que resistam ao gol-relâmpago.

Quem marca adquire confiança para as jogadas seguintes: o drible, a cobrança de falta e até o simples ato de cobrar um lateral ficam mais fáceis.

Já para quem leva o gol-relâmpago, tudo fica mais difícil: a bola pesa mais, queima nos pés e um simples passe de dois metros de distância se torna tão difícil quanto um lançamento de 40-50 metros.

Mas, como disse, não foi apenas o gol que determinou a vitória do Palmeiras.

Dono da casa e do placar, o Verdão foi senhor o tempo todo. Foi absoluto.

E a qualquer momento poderiam surgir outros gols. Lá estavam os perigosos Dudu, William, Borja a levar perigo ao gol do bom Vanderlei.

Pelo lado do Santos, que pobreza!, apenas e tão somente o esforçado e competente Sasha que, com pouca sorte, teve que ser substituído por contusão.

E mais, quando começaram as substituições, a diferença ficou ainda maior.

Sai o esforçado Tchê Tchê e entra excelente Bruno Henrique para o Palmeiras crescer mais ainda.

Sai o criativo Luca Lima e entra o Gustavo Scarpa para fazer sua estreia. Teve pouco tempo, mas sua excelente campanha no Fluminense, no ano passado, ainda está viva na memória do torcedor.

Sai o perigoso Dudu e entra o também muito perigoso e veloz Keno.

Enfim, o Verdão mostrou excelente time e rico elenco.

Não é à toa ou por mera coincidência que o Verdão ganhou todos os seus cinco jogos disputados até agora.

Sai na frente com todo merecimento e só perderá essa vantagem se o técnico Roger Guedes não souber usar e comandar a riqueza que tem em mãos.

São Paulo e Corinthians fizeram suas lições de casa, sem grandes brilhos, apenas dentro da média.

O Carioca definiu os semifinalistas da Taça Guanabara: de um lado, o Flamengo enfrenta o Botafogo, com a vantagem do empate; de outro, o Boavista joga pelo empate contra o Bangu.

Lá nas Minas Gerais, que pena!, o Cruzeiro venceu o meu América, 1 a 0, no Mineirão. E venceu com um golaço do artilheiro Arrascaeta. O Cruzeiro lidera, o meu Coelho vem em segundo e em terceiro está o Galo do Gilberto Mansur.

Destaque: no Mineirão, o maior público do futebol brasileiro em 2018: mais de 50 mil torcedores. É, a galera do Coelho compareceu forte: veja a foto no alto da coluna.

O Pernambucano vai sendo liderado pelo Vitória das Tabocas, da simpática cidade de Vitória de Santo Antão, acompanhado de perto pelo Náutico e Sport, enquanto o tradicionalíssimo Santa Cruz é o vice lanterna.

Eis os gols do Fantástico.

O Presidente no
banheiro feminino

Imagem emblemática da eleição presidencial do Corinthians, ocorrida sábado passado: o recém-eleito presidente Andrés Sanches asilado no banheiro feminino do Clube, protegendo-se contra a turba corintiana que ameaçava massacrá-lo.

Não há dúvidas de que Andrés Sanchez fez história no Corinthians como presidente.

Assumiu a presidência em 2007. No final do ano seguinte, anunciou uma das mais importantes contratações corintianas: Ronaldo Fenômeno.

Articulou e assumiu o comando da construção da Arena Corintiana em Itaquera que hoje é uma monstruosa dívida que o Corinthians mal consegue pagar.

Os números do estádio são controversos. O orçamento inicial era de cerca de R$ 800 milhões. Avalia-se, porém, que a dívida atual esteja em torno do dobro.

Durante um ano e meio o Corinthians deixou de pagar o principal, pagando apenas os juros. Em dezembro do ano passado, houve um acordo com a Caixa e os pagamentos voltaram a ser feitos.

O quanto se paga e em quanto monta a dívida são segredos guardados sob 21 chaves.

Atualmente, Andrés Sanchez é denunciado pela Procuradoria Geral da República e mencionado no esquema de corrupção da Odebrecht.

Foi eleito democraticamente, porém no momento em que o Brasil pede e exige mais transparência e honestidade de seus homens públicos. Não é o melhor momento para o deputado petista Andrés Sanchez voltar ao Corinthians.

Enfim, a oposição não soube conduzir o processo eleitoral e foi vencida.

Apelar para a violência como fizeram grupos de torcedores tentando agredi-lo e que o levou a refugiar no banheiro feminino é atitude absolutamente condenável.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, nas rádios 9 de Julho, Atual e Capital. Foi duas vezes presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). Também é escritor. Tem publicados Velórios Inusitados e O Padre e a Partilha, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
 (DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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