Ao balanço das bolas. Coluna Mário Marinho

Ao balanço das bolas

COLUNA MÁRIO MARINHO

Perdoe-me o amigo leitor mais exigente que o costumeiro pelo trocadilho do título.

Sabe quando você acorda com uma música na cabeça? Foi o que aconteceu comigo. Amanheci sob os efeitos deste som:

No Brasil essa fantástica música de Bill Halley e seus Cometas ganhou o nome de “Ao balanço das horas”, mesmo nome dado em português ao filme “Rock Around the Clock” que tornou mundial uma febre chamada “rock and roll”.

O filme foi um estrondo em todo o mundo. Suas exibições encheram salas de cinema que se transformaram em frenéticos salões de danças, com jovens alucinados pelos novo ritmo.

Foi o mesmo ano em que o Santos conquistou o terceiro título de sua história, com esse time: Manga, Wílson e Feijó; Ramiro, Formiga e Zito; Tite, Del Vecchio, Pagão, Jair Rosa Pinto e Pepe. O técnico era Lula. Note que ainda não havia Pelé.

No mesmo ano de 1956, o Vasco foi campeão no Rio. Em Minas, Atlético e Cruzeiro dividiram um título decidido nos tribunais.

Em Pernambuco, o Sport conquistou seu 16º título.

No Rio Grande do Sul o caneco ficou com o Grêmio.

Pois, bem embalado pelo rock e animado com o jogo Grêmio e Palmeiras de ontem à noite, fiz o trocadilho: ao balanço das horas = ao balanço das bolas.

É ao balanço das bolas que o Palmeiras anda se apresentando. Não arrebatando multidões como o filme “Ao balanço das horas”, mas subindo e descendo freneticamente como numa louca montanha russa que deixa seu torcedor atônito, embasbacado.

Foi um excelente jogo.

Um jogo em que os dois times resolveram fazer aquilo que deles se espera: jogar futebol. Não houve pancadarias, mimimis, apelações.

O Palmeiras jogou muito bem, todo mundo jogou bem. Até o Dudu – claro, teve lance de mimimi, um só, é verdade, mas teve.

Em compensação, com na conta, na medida, na criatividade o passe dele para William fazer o primeiro gol, confirmando sua fama de artilheiro infalível – ou quase.

O Grêmio também jogou muito bem.

Sabe, se houvesse uma balança para pesar a justiça no futebol, o resultado justo seria um 2 a 0. Mas, como não canso de afirmar aqui, campo de futebol não é Tribunal de Justiça.

Porém, penso que pela cabeça do torcedor palmeirense passa aquele incômodo eco a se repetir: “Qual será o futebol do Verdão no próximo jogo?”.

Super
Coelho

No jogo de dois gigantes, Grêmio e Palmeiras, público de 28.664 pagantes; no clássico, Corinthians e Santos, 27.586 pagantes. No Corinthians e América, no mesmo Itaquerão do clássico de ontem, público pagante de 34.921.

É forte esse América!

Veja os gols da rodada:

Turcas e Caicos
na lanterna

Pasme caríssimo leitor!

É uma notícia que vai abalar o seu dia, mas, sinto-me na obrigação de divulgá-la: a Seleção de Turcas e Caicos está em último lugar no ranking da Fifa.

Se serve de consolo, não está sozinha. Ajudam a segurar a lanterna as seguintes seleções: Anguilla, Bahamas, Eritreia, Somália e Tonga.

Você nunca ouviu falar em Turcas e Caicos?

É provável que muitos brasileiros ilustres conheçam essa possessão inglesa encravada no mar do Caribe, pois se trata de um paraíso fiscal com paradisíacas paisagens.

São cerca de 35 mil turco-caicenses que formam a sua população. O esporte preferido é o críquete.

Agora que você já está bem informadinho, com diria Ibrahim Sued, passo à frente e lhe informo que Alemanha, em primeiro, e Brasil, em segundo, lideram o atual ranking oficial da Fifa.

Seguem:

3 – Bélgica; 4 – Portugal; 5 – Argentina; 6 – Suíça; 7 – França; 8 – Polônia; 9 –Chile; 10 – Espanha, para ficarmos só entre os 10 primeiros.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
 (DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS 
NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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