Será a última vez? Coluna Mário Marinho. Especial Copa do Mundo

COPA DO MUNDO – ESPECIAL

Será a última vez?

COLUNA MARIO MARINHO

“Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar.”

Talvez a romântica música de Gilberto Gil, escrita há mais de 30 anos, possa ser aplicada a um momento específico, histórico e trágico, como a letra de Lunik 9: pode ser o último momento para ver e se encantar com o brilho, com a luz do futebol de Lionel Messi em uma copa do Mundo.

A Argentina, com País, vive tremenda crise política, econômica e social; como Seleção, também vive crise de identidade, de autoridade, de entendimento, e espírito coletivo – enfim, crise de futebol.

A estreia argentina na Copa foi com um pífio empate, 1 a 1, com a Islândia.

No segundo jogo, levou uma sapatada da Croácia, 3 a 0.

Após os dois jogos, é a lanterna do Grupo D, com apenas um ponto ganho e saldo negativo de 3 gols.

Hoje, Messi e Companhia entram em campo, às 15 horas de Brasília, para enfrentar a Nigéria.

A Croácia lidera o Grupo com 6 pontos; a Nigéria vem logo atrás com 3; Islândia e Argentina ficam na rabeira com apenas um ponto.

Assim, a Argentina tem apenas uma saída: vencer.

Para tornar as coisas mais perigosas para Los Hermanos, a Nigéria precisa de, no mínimo, o empate para se classificar. E o empate manda Messi e sua turma de volta para casa, onde poderão chorar ao som de maravilhosos tangos como, por exemplo, La Cumparsita.

Só que La Cumparsita, muito ouvida na Argentina e no mundo todo, considerado um dos maiores clássicos do tango, é de autoria de um uruguaio: Gerardo Matos Rodríguez que a compôs em 1916.

Vejam que beleza, que magia, que sensualidade.

Quem está dentro,
quem está fora

No Grupo A, o Uruguai venceu a Rússia e se classificou em primeiro lugar; os donos da casa ficam em segundo. Egito e Arábia Saudita estão fora

No Grupo B, a Espanha ficou em primeiro com Portugal em segundo. Marrocos e Irã deram adeus.

No Grupo C, a França precisa de apenas um empate com a Dinamarca para terminar em primeiro. Já o segundo lugar ainda está indefinido entre a Dinamarca e Austrália

No Grupo D, a classificada Croácia enfrenta a Islândia precisando apenas de empate para garantir o primeiro lugar. Já a Argentina precisa vencer a Nigéria, que se classifica com um empate, e torcer para Islândia não derrotar a Croácia. Se isso acontecer, a classificação será definida nos critérios de desempate.

No Grupo B, o Brasil se classifica com vitória ou empate no jogo das 15 horas de hoje, contra a Sérvia. Mas, também se classifica com a derrota, desde que a Costa Rica vença a Suíça. Bem, é melhor não contar com isso.

No Grupo F, a situação está meio embolada. O México precisa apenas de um empate contra a Suécia, mas pode avançar também com a derrota desde que a Alemanha não derrote a Coreia do Sul – situação altamente improvável.Se a Suécia vencer o México, a classificação vai para os critérios de desempate. Se os jogos terminarem empatados, o México passa em primeiro, ficando a segunda vaga entre Suécia e Alemanha, classificando-se quem tiver marcado mais gols.

No Grupo G, Inglaterra e Bélgica se enfrentam em busca do primeiro lugar, já que as duas seleções estão classificadas. Panamá e Tunísia já estão fora.

No Grupo H, O Japão só perde a vaga se for derrotado pela Polônia e se o Senegal também perder para a Colômbia. Neste caso, a definição vai para os critérios de desempate. A Colômbia precisa vencer o Senegal, pois, se empatar precisa torcer o Japão perder para a Polônia.

Já que falamos em critérios de desempate, ei-los:

Saldo de gols; Total de gols marcados; pontos conquistados nos jogos entre os times empatados; saldo de gols nos jogos entre os times empatados; gols marcados nos jogos entre os times empatados; fair play (número de cartões) e sorteio.

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FOTO SOFIA MARINHO
MARIO MARINHO, Copa do Mundo Especial CHUMBOGORDO
Mario Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
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