Passamos também pela Sérvia. Coluna Mário Marinho. Especial Copa do Mundo

COPA DO MUNDO – ESPECIAL

Passamos também pela Sérvia

COLUNA MÁRIO MARINHO

Se o ataque não faz, a defesa resolve.

Passamos.

Ainda houve algum sofrimento, algumas jogadas erradas, lances perdidos. Enfim, se não foi um espetáculo, um show de bola, com certeza melhoramos.

Acima de tudo pode-se dizer que, a rigor, não passamos nenhum grande perigo de levar um gol.

Enfrentamos um time com média de altura quase 10 centímetros acima da média brasileira e não levamos sufoco em bolas altas.
Até pelo contrário.

O primeiro gol nasceu de uma beleza de passe de Philippe Coutinho para Paulinho. O passe veio por cima e foi também pelo alto que Paulinho venceu o goleiro adversário.

No segundo gol, o escanteio cobrado por Neymar foi na medida para a entrada do zagueiro Thiago Silva que fez de cabeça.

Um volante e um zagueiros – os dois artilheiros desse importante 2 a 0 em cima da Sérvia.

Logo nos primeiros minutos de jogo, o Brasil perdeu peça importante: Marcelo saiu machucado.

Confesso que temi, pois a diferença técnica entre o titular Marcelo e o seu reserva Luís Felipe é muito grande.

Porém, como grata surpresa, Luís Felipe não só foi bem na defesa, como também apareceu diversas vezes no ataque.

William, figura apagada nos dois primeiros jogos, ainda não brilhou totalmente, mas foi muito participativo, inclusive ajudando na defesa.

Fágner continuou sem ser o lateral que ataca muito quando veste a camisa do Corinthians, porém firme, sem falhas, sem firulas.
Neymar procurou o jogo o tempo todo.

Sua primeira queda só aconteceu aos 30 minutos de jogo, quando sofreu entrada violenta. Não foi encenação.

Assisti ao jogo no restaurante do Continental Parque Clube, em São Paulo, abarrotado de um público jovem.

Incrível a torcida desse público jovem para que Neymar fizesse o seu gol. A cada bola que o ex-santista pegava, levantavam-se garotas e garotos aos gritos de “Vai, Neymar!”

A ansiedade, a vontade de marcar deve ter tomado conta dele também e, talvez, isso explique as oportunidades que perdeu. Pelo menos três.

Oportunidades criadas, oportunidades perdidas mostram o domínio brasileiro contra uma Sérvia valente, dura, porém, leal.

Senti falta de maior efetividade de Philippe Coutinho, exatamente ele que foi o melhor em campo nos dois primeiros jogos do Brasil. É bem verdade que foi dele o primoroso passe paa Paulinho fazer o primeiro gol.

Passamos. Foi o terceiro jogo. Só faltam quatro!

Que venga el Mexico.

Veja os melhores momentos.

Não é vingança dos 7 a 1,

Mas é muito bom.

Descobri na tarde de hoje que São Paulo tem milhões de sul-coreanos.

Passava perto do Largo do Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, quando ao parar em um farol ouvi gritos de protestos vindos de carros que paravam ao meu lado: “Ladrão! Ladrão”, bradavam.

E o motivo: o juiz anulou o gol da Coreia.

Mas, o castigo veio a cavalo e agora o juiz não teve como anular: 1 a 0.

O grande goleiro Neuer decidiu tentar o gol adversário, já que seus companheiros mostravam total para o ataque, e se deu mal: levou o segundo gol. Final: Coreia 2, Alemanha 0, no resultado jamais imaginado nessa Copa.

Aliás, nunca vi um time de futebol tão desanimado em campo, tão distante, tão pálido, sofrendo de anorexia futebolística.

Aos 38 minutos do segundo tempo, um 0 a 0 que significava a volta para casa, o vexame total, e o jogador alemão pega a bola para cobrar um lateral e fica olhando para lá, para cá, como se tivesse todo o tempo do mundo.

E a força alemã? O panzer, a determinação, o gigante do futebol, a seleção que mais chegou às finais, onde foi parar? Foi parar em casa.

É ruim para o futebol ver um campeão desabar assim; é ruim para a Copa do Mundo – mas faz um bem tremendo para quem ainda tem o coração marcado e dilacerado por aqueles 7 a 1.

Danem-se alemães!

Divirta-se:

https://youtu.be/LpwG6ftBzec

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FOTO SOFIA MARINHO
MARIO MARINHO, Copa do Mundo Especial CHUMBOGORDO
Mario Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
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