Que Beleza, Brasil! Coluna Mário Marinho

QUE BELEZA, BRASIL!

COLUNA MÁRIO MARINHO

Como é bom ver o alegre futebol brasileiro sendo jogado como a gente dele se lembra e nos leva aos bons tempos!

Como é bom ver esse bom futebol aplicado logo sobre a Argentina.

E mais: como é ótimo ver esse bom futebol eliminando a Argentina com uma vitória inquestionável e, ainda por cima, acompanhada do alegre e debochado grito de 60 mil torcedores no Mineirão!

Como diz aquela propaganda, não tem preço.

Dito assim com tanta euforia, parece que chegamos à perfeição.

Não, nada disso.

Tivemos, sim, momentos de brilhantismo que justificam tamanha euforia.

Mas, tivemos também momentos de um time meio perdido e que só não foi vazado graças à segurança da defesa e à sorte que mandou duas bolas argentinas para as traves.

Eu disse sorte? Bola na trave é sorte?

Há quem não concorde. E uma dessas vozes era do mais longevo goleiro do futebol mineiro, o velho Kafunga.

             KAFUNGA

Abre parêntesis: Kafunga é o apelido do goleiro Olavo Leite Bastos, nascido em 1914, em Niteroi, onde começou sua carreira, Chegou ao Atlético em 1935 e durante os 20 anos seguintes foi titular, atuando por 335 jogos. Bom goleiro, figura carismática, defendeu o Galo e a Seleção Mineira diversas vezes.

Quando aposentou do futebol tornou-se comentarista de rádio e televisão, mantendo sua popularidade. Criou expressões do tipo “não tem coré-coré” para dizer que não havia dúvidas ou “Gol barra limpa” quando o gol havia sido legal..

No seu tempo de goleiro, diziam que ele era muito sortudo, largo, porque a bola que iria entrar, muitas vezes batia na trave.

Certa vez respondeu: “Isso é sorte? Com tanto espaço de um lado, de outro e em cima para sair, ela vai bater na trave e voltar para o campo? Isso é sorte?”

Kafunga morreu em 1991, aos 77 anos. Fecha parêntesis.

Voltando ao jogo de ontem.

Como disse, tivemos uma defesa muito forte e firme quase o tempo todo.

No meio campo, ao lado da atuação firme de Casemiro, Artur foi brilhante. Solto também e criativo, Philippe Coutinho jogou muito e até encarou um argentino com raça, tipo olho no olho, nariz com nariz e palavrões (de ambos os lados) comendo soltos.

Mas é preciso ressaltar dois jogadores que brilharam mais: Daniel Alves e Gabriel Jesus.

Daniel assumiu o papel de capitão e foi líder em campo. Além disso, foi o lateral seguro de sempre e atacou com brilhantismo incomum.

Vejam, abaixo, o lance do gol.

Daniel Alves recebe a bola meio dividida, dá um chapéu, num argentino, deixa outro caído depois de um drible e toca para Roberto Firmino.

Reparem o detalhe do passe: Daniel olha para um lado e toca a bola para o outro, no melhor estilo de Ronaldinho Gaúcho.

No segundo gol, a jogada foi toda de Gabriel Jesus. Ele recebe a bola ainda no campo brasileiro, arranca para o campo adversário, sofre falta mas leva na raça, sofre nova falta já na área, mas ganha a jogada e faz o passe brilhante para Firmino marcar.

Um golaço!

O detalhe aqui foi o fato de Gabriel não cair nas faltas que sofreu – nem na primeira nem na segunda.

E a pergunta que não quer calar: e se fosse Neymar? Será que ele não estaria rolando até hoje em uma daquelas faltas?

Nesse gol, Gabriel aliou técnica à raça.

Assim, estamos na final da Copa América, no próximo domingo, no Maracanã.

Escrevi aqui nesse espaço, na coluna anterior, que esse jogo, Brasil x Argentina, era o jogo que poderia salvar essa modorrenta Copa América.

E não deu outra: foi o melhor jogo da Copa e um dos melhores clássicos entre as duas seleções: houve bom futebol dos dois lados e não faltaram provocações, catimba e um pouco da violência, ingredientes que não podem faltar num Brasil e Argentina.

Adiós, hermanos!

Veja os gols:

As americanas
Mais uma vez

A forte seleção dos Estados Unidos eliminou a Inglaterra e está em mais uma final de Copa do Mundo feminina.

O gol da vitória, 2 a 1, foi marcado pela bela Alex Morgan que é também artilheira da Copa, com 6 gols, ao lado da inglesa Ellen White.

Os Estados Unidos foram campeões em 1991, 1999 e 2015, além de um vice em 2011.

Veja os gols.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
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