O Campeão voltou! Coluna Mário Marinho

O CAMPEÃO VOLTOU!

COLUNA MÁRIO MARINHO

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É muito gratificante, é gostoso e não tem preço ouvir quase 70 mil pessoas explodindo em alegria no Maracanã e outros milhões pelo Brasil a fora para comemorar a conquista da Copa América.

Mas – e sempre tem um mas – é preciso cuidado.

Passada a euforia da conquista, é preciso analisar o feito com calma, com frieza.

Será que essa nossa Seleção, campeã da América, está pronta para enfrentar uma seleção campeã na Europa?

Hummm, água fria na comemoração, não é?

Mas, essa é a dura verdade: não, não estamos prontos.

A conquista da Copa América, porém, tem seus méritos que são muito importantes.

No futebol, vive-se de títulos, de vitórias.

Desde 2014 o brasileiro não soltava o grito de “É campeão!”

Inteligentemente, Tite montou um time para buscar esse título. Não pensou em renovação, em preparar, desde já, uma seleção para a Copa do Mundo do Catar.

Era preciso vencer a Copa América.

Assim, lançou mão e jogadores experientes como Daniel Alves, o melhor da competição, Thiago Silva, Miranda… E assim formou e treinou o seu grupo visando essa competição.

Mais do que anseio da vitória que acalma a torcida, Tite precisava da sua satisfação pessoal. Do título que lhe daria tranquilidade e confiança para trabalhar.

Tanto precisava que nos dois jogos mais importantes, contra a Argentina e na decisão contra o Peru, contentou-se com a vantagem mínima e perigosa de 1 a 0 e recuou seu time – como fez tantas vezes nos jogos em que dirigiu o Corinthians.

Contra a Argentina deu certo: Los Hermanos se jogaram no ataque levaram o gol – belíssimo – de Gabriel Jesus.

Contra o Peru, levamos o gol de empate.

Mas, somos campeões. E com folgado merecimento. O Brasil foi o melhor time dessa Copa, sem a menor sombra de dúvidas.

Agora, Tite tem segurança e respaldo para começar seu trabalho visando a Copa de 2022 no Catar.

Esse é o título.

Os
Premiados.

Daniel Alves foi eleito pela Conmebol – que é a Confederação Sul-Americana de Futebol – como o melhor jogador da Copa América: muito justo.

Muito justa também a premiação de Alisson como o melhor goleiro.

Everton ganhou o troféu de artilheiro pelos três gols marcados, troféu que poderia ser dividido com Guerrero, que também marcou 3 gols, mas a o critério de desempate foi a assistência. E aí, o nosso Cebolinha ganhou.

Mas, se tivesse um troféu para revelação da competição, certamente o vencedor seria ele, Everton.

Tomara que não se perca daqui pela frente, pois pode se transformar no maior jogador do futebol brasileiro.

Muita
Grana.

A renda do jogo do domingo foi de R$ 38.796.850,00 um recorde que levará anos para ser batido. Pagaram ingresso 58.584 torcedores. Mas, o público total foi de 69.968 torcedores.

Preço médio do ingresso no Maracanã: R$ 661,00. Um absurdo.

Neymar
Não fez falta.

Outra vantagem dessa conquista é que ela se deu sem o craque Neymar e suas polêmicas.

Não estou dizendo aqui que ele não deva ser convocado nas próximas vezes.

De jeito nenhum. Ele é um craque.

Mas, com ele em campo, muitas vezes o futebol do Brasil se apequena porque, parece, todos os jogadores pensam que a bola tem que passar por ele.

Vencemos sem ele. Tivemos um time menos brilhante, porém mais coeso, mais lutador, que procurou e achou suas soluções.

Se a lição foi boa para nossa Seleção, certamente deverá ser boa também para Neymar que, esperamos, se convença de que é bom, porém não imprescindível.

Ou seja: um pouquinho mais de humildade.

Demagogia
Desnecessária

É normal o presidente da República participar da cerimônia de entrega de medalha aos vencedores. Mas, termina aí. Jogar-se no meio dos jogadores para aparecer na foto é intrometer-se e querer aparecer num momento que não é seu.

É verdade que ouviu os gritos de Mito! por parte de alguns jogadores, mas também vaias ao sair do gramado.

Falta
De respeito.

Já disse aqui que, no futebol, o choro é livre.

É comum que os vencidos saiam reclamando e atirando à procura de culpados que não sejam os próprios.

Messi disse que fizeram tudo para a Argentina ficar de fora.

O choro é livre. Mas, faltou Messi olhar para o próprio umbigo e pesar o futebol que ele e seus companheiros jogaram.

Futebolzinho ridículo, feio, ineficiente – não é para ser campeão de nada.

Até, aí, é choro.

Agora, se recusar a receber a medalha pelo terceiro lugar alegando que não participaria dessa corrupção, é falta de respeito.

Qualquer pessoa ao fazer uma acusação deve pesar suas palavras. E se essa pessoa tem a importância mundial do melhor jogador do mundo, a cautela deve ser redobrada.

Lamentável, Messi.

Veja os melhores momentos:

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FOTO SOFIA MARINHO

Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
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