O trio que tritura. Blog do Mário Marinho

O TRIO QUE TRITURA

BLOG DO MÁRIO MARINHO

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Quando os astros se alinham, a força que emana daí é difícil de ser batida.

Se esses astros são exatamente as grandes estrelas do time, aí não há adversário ou esquema tático que segure.

Na semana passada, o trio flamenguista formado por Bruno Henrique, Gabigol e Arrascaeta liquidou o Palmeiras do Felipão e liquidou o próprio técnico que se viu desempregado no dia seguinte.

Ontem, foi a vez do trio formado pelos latinos Dalessandro, Guerrero e Nico liquidarem o Cruzeiro de Rogério Ceni que se classificou para a final da Copa do Brasil e enfrentará o Athletico que, por sua vez, se classificou em cima do até então Imortal Grêmio do falante Renato Gaúcho.

A missão do Cruzeiro não era nada fácil: perdeu o primeiro jogo no Mineirão, por 1 a 0, e precisava no mínimo da vitória simples para levar a decisão para os pênaltis.

Mas, o que se viu foi o time mineiro com modificações de última hora e comandado fora de campo por um técnico que pareceu inseguro e vacilante nas substituições que fez.

É bem verdade que o Cruzeiro se lançou ao ataque e já no primeiro minuto perdeu chance de abrir o placar. Mas, em resposta, o Internacional também criou e perdeu chance de marcar.

Assim, o primeiro minuto e meio de jogo já foi eletrizante.

Esses dois lances serviram de alerta para os dois times.

O campo parecia um ringue onde se enfrentavam dois pesos pesados. E um golpe, uma pancada bem dada por um deles poderia ser fatal.

Desta forma, os dois se precaveram.

Mas, aos 39 minutos, prevaleceu o trio de língua espanhola do Colorado gaúcho.

A jogada nasce com Nico que passa a Dalessandro e esse cruza na medida para a cabeçada, golpe, fatal: 1 a 0.

Como em suas passagens pelo Corinthians e Flamengo, Guerrero tem essa facilidade de aparecer de repente, leve, livre e solto para marcar.

O segundo tempo trouxe um Cruzeiro desarticulado, perdido em campo.

Voltou sem o zagueiro Dedé, machucado, e aí Rogério Ceni começa a se atrapalhar nas substituições.

Primeiro, ele chama Léo para conversar que chega a tirar o colete para entrar em campo. Na sequência, opta por Ariel, improvisando o volante

Henrique na zaga.

Não deu certo.

Aos 24 minutos, o Trio comparece novamente e desta vez com Guerrero recebendo passe açucarado de Nico, marca um belo gol: 2 a 0.

Nos minutos finais, Edenilson fez 3 a 0.

Enquanto Dalessandro, 35 anos, passeava sua experiência nos mais diversos espaços do campo, o artilheiro Fred, também de 35 anos, entrou no lugar de Pedro Rocha (substituição duvidosa) e andava perdido em campo, parecendo um veterano senhor em dúvida se aposenta agora ou espera a reforma da Previdência.

Não era noite de feijão tropeiro. O Churrasco se impôs para delírio de sua torcida que começou a festa antes, com a eliminação do Grêmio.
E o valente Guerrero foi o nome do jogo.

Melhores momentos:

O outro
finalista

Em Curitiba, em jogo que começou mais cedo, o falante Renato Gaúcho viu seu time sentir falta do rápido Everton Cebolinha, suspenso, e caiu ante o Athletico Paranaense que passou por cima do Grêmio como um trator (comparação que o próprio Renato gosta de fazer) e se classificou.

Perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, devolveu o placar e se classificou nos pênaltis para delírio da torcida do Inter que acompanhou a decisão por pênaltis nos telões do Beira Rio.

Veja como foi

Amanhã
tem Seleção

A Seleção Brasileira volta a campo depois da conquista da Copa América amanhã, nos Estados Unidos, enfrentando a Colômbia. Na terça-feira, jogará contra o Peru, ainda nas terras do Tio Sam.

A grande novidade será volta de Neymar refeito da última contusão e, espera-se, refeito do imbróglio que foi sua tentativa de voltar ao Barcelona.

Esses dois jogos serão a primeira grande chance de Neymar voltar ao protagonismo que seu futebol merece, mas que a vida fora de campo não tem permitido.

Além disso, nosso futebol precisa de uma Seleção que realmente convença e conquista o descrente torcedor.

O time titular, ao que parece, pode ser este: Ederson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison, Neymar e Roberto Firmino.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
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