#ADEHOJE – A VIOLÊNCIA QUE NOS CERCA

#ADEHOJE – A VIOLÊNCIA QUE NOS CERCA

SÓ UM MINUTO – Desta vez fui eu também a vítima da violência que nos cerca de forma assustadora nos dias de hoje, cerca a todos. No sábado à noite, plena Xavier de Toledo forrada de gente porque havia um evento na rua, peguei um trânsito parado na Rua Xavier de Toledo com Sete de Abril. Um moleque franzino, cara violenta, me abordou pedindo o celular.  Como ele estava bem guardado, disse que não tinha, mas aí ele pediu a bolsa e num átimo enfiou a mão dentro do carro e a achou – e eu sempre levo escondida, do meu lado esquerdo! Resultado: todos os meus documentos e esse óculos que vocês gostam tanto. As delegacias? Na terceira, não tinha plantão; fui na 78 e tinha dois flagrantes antes. Voltei para casa e registrei pelo BO eletrônico, enfim. Bem , o final d aminha história é que apareceu uma alma muito boa que achou a bolsa jogada com pelo menos alguns desses documentos e entregou ontem no posto da Praça da República. Tive sorte? Tive. Sai sem me machucar e agora só com a aporrinhação bancária. E a lembrança do horror.

Mas veja que uma menininha de nove anos não teve a mesma sorte. Sumiu das mãos da mãe numa festa do CEU perto do Anhanguera e foi encontrada morta, amarrada numa árvore. Esse foi só um dos casos. É violência verbal, pessoal, física, mental, sexual, moral, financeira…

 

 

1 thought on “#ADEHOJE – A VIOLÊNCIA QUE NOS CERCA

  1. Lamento pela história. Minha patroa foi assaltada há três semanas, e realmente é chato passar pela burocracia que vem depois. Faço aqui, no entanto, uma sugestão pra te aliviar as coisas da próxima vez: passe a andar por aí com teu laptop nas mãos, aquele que deve estar pronto para o funeral. Se ele ainda não estiver embaixo da terra, será um excelente uso para o dito cujo. Observando apenas o corpo gelado e duro, e não tendo tempo para conferir as funções fisiológicas do infeliz, o moleque nunca vai dizer que se trata de um defunto. Em sua imaginação, terá roubado um computador depois de pretender um celular, e sairá da cena com um largo sorriso nos lábios, julgando-se o mestre dos bandidinhos de rua. Não vai conseguir vender o bagulho pra ninguém. Se tiver muita sorte, troca por uma pedrinha. E você, que é o que interessa, continuará com teus documentos. Pense bem. Raramente a gente tem condições de rir de quem nos faz mal. Você conseguirá algo especial.

    (Em tempo. Já que rir de quem nos faz – ou fez – mal é sempre muito bem vindo, confira aqui uma idiota fazendo aquilo que faz melhor: https://www.youtube.com/watch?time_continue=308&v=P6kwriRjXS4)

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