Tite e Carille, dois técnicos encrencados. Blog do Mário Marinho

TITE E CARILLE, DOIS TÉCNICOS ENCRENCADOS

BLOG DO MÁRIO MARINHO

São velhos conhecidos e trabalharam juntos por um bom período.

Aliás, Carille herdou o Timão quando Tite foi para a Seleção Brasileira.

O motivo da encrenca de um e de outro é totalmente oposto, mas a solução, por incrível que pareça, é a mesma.

Tite, uma espécie de primo rico do Carille, tem em mãos os melhores jogadores que o futebol brasileiro pode lhe ofertar. Jogadores que estão no Brasil ou não.

Carille, em sua miserável pobreza, tem o que lhe cai no colo.

Tite convocou os jogadores que queria para dois amistosos da Seleção. Contou até com a volta do discutido, mas indiscutível craque, Neymar.

Os adversários eram fracos.

Na linguagem do boxe, eles seriam chamados de “carne assada”.

Carne assada é aquele lutador de boxe que nunca será um vencedor. Até pelo contrário: ele é contratado exatamente por ser um perdedor.

Na história do boxe, o “carne assada” é tão comum como o coelho no atletismo, aquele que é contratado para ditar o ritmo inicial de uma corrida de longa distância: ele vai imprimir um ritmo bastante acelerado até, mais ou menos, um terço da corrida, quando desiste e os outros atletas continuam com ritmo próprio.

Em outras eras, Nigéria e Senegal seriam adversários para um verdadeiro passeio do futebol brasileiro. Exibição pura e simples.

Mas a seleção de Tite não passou de dois empates sofridos.

Em nenhum dos dois jogos o Brasil apresentou futebol digno de sua estatura, de sua fama, de seu histórico vencedor de cinco Copas do Mundo.

Nosso time em campo parecia disputar aquele famoso “bobinho” dos aquecimentos: bola tocada de pé em pé, circulado lateralmente.

O aparente domínio chega ate à entrada da área. Mas, e o chute a gol? Ora, amigo, não seja exigente: no bobinho não tem chute a gol.

Um drible? Uma ousadia? Nem pensar.

Onde está o problema? Está no treinador, claro.

Cabe a ele fazer esse time jogar.

Seja através de motivação, seja através de esquemas táticos que levem à vitória; seja através de treinamentos de chutes ao gol, treinamentos a exaustão, até que eles se conscientizem de que a meta é o gol e o gol é a meta.

No Corinthians, o problema está também no técnico.

Só que, ao contrário do Tite, o Carille não tem bons jogadores.

Um programa de busca, tipo Google, só encontraria dois talentos no time corintiano: Cássio e Fagner.

Mesmo assim, os dois estão falhando nos últimos jogos.

Então, que fazer?

É aí que entra o técnico criativo, que levará seu time a conseguir resultados.

Depois da derrota para o São Paulo, neste domingo, derrota absolutamente normal pois se trata de um clássico, Carille foi à entrevista coletiva reconhecer que seu time não apresenta futebol para estar entre os quatro melhores do Brasileirão.

Menos mal, mas, não é a solução.

Um time cheio de craque, como a Seleção, tem que vencer. E, além de vencer, jogar bem.

Já um time cheio de jogadores medíocres, como o Corinthians, só conseguiria o milagre de bons resultados se tiver um técnico com criatividade acima do mediano, do medíocre.

Já não

somos aquela atração

Os jogos da Seleção Brasileira são gerenciados por uma empresa de marketing.

Essa empresa escolhe os adversários e os locais.

Visa o lucro, é claro.

Se o adversário é bom e pode dar alguma contribuição técnica ao futebol brasileiro não está em questão.

Daí, a empresa resolveu levar os jogos para a África, continente que sempre amou o futebol brasileiro.

É só lembrar que um país africano, no final dos anos 60, parou uma guerra para ver Pelé jogar.

Mas, desta vez, a empresa de marketing deu com os burros n`água: a presença de público foi um fracasso.

O público dos dois jogos somados não chegou a 50 mil, capacidade total do estádio. E, sabe-se, que para o segundo jogo, disputado no domingo, foram distribuídos ingressos gratuitamente para ocupar lugar.

É altamente preocupante onde chegou o futebol brasileiro.

Evento
Imperdível

Na próxima quarta-feira, dia 16, às 19h, acontecerá a vernissage da Exposição 100 anos do Tetra, na Sala de Artes Plásticas do clube.
O tema refere-se aos 100 anos da conquista do Tetracampeonato Paulista de Futebol do Paulistano.

O Paulistano é o único time paulista com o título legítimo de tetracampeão do Estado. Ou seja: dono de quatro títulos conquistados seguidamente.

O fato se deu nos anos de 1916-1917-1918-1919.

Nem o Santos de Pelé conseguiu tal feito.

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Veja os gols do Fantástico:

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FOTO SOFIA MARINHO

Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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