Simplesmente eletrizante. Blog do Mário Marinho

SIMPLESMENTE ELETRIZANTE

BLOG DO MÁRIO MARINHO

Quando se vai assistir a um clássico de futebol, o desejo do torcedor é assistir a um jogo fora do comum, à altura de dois times grandes.

Nem sempre acontece. Às vezes, um time respeita demais o outro e o futebol acaba ficando em segundo plano.

Não foi o que aconteceu na noite de ontem, entre Flamengo e Vasco, no Maracanã.

Foi um jogaço! Jogo para entrar na história e até para se transformar em lenda. Quem lá esteve vai poder repetir, orgulhoso, para sempre: “eu estava lá!”.

Um Flamengo em sua caminhada firme em direção ao título, parecendo imbatível, pega um Vasco colocado no meio da tabela do Brasileirão, de campanha apenas mediana.

Todos imaginavam um massacre Rubronegro em cima do time cruzmaltino.

Aos 40 segundos de jogo, Everton Ribeiro faz Mengo 1 a 0.

Vai ser de goleada, vaticinavam os torcedores.

Mas, aos 33, Marrony empata, 1 a 1. Quatro minutos depois, o Vascão vira com Yago Pikachu, 2 a 1. Mas, antes de encerrar o primeiro tempo, Danilo Barcelos marca contra e o jogo fica empatado: 2 a 2.

Vem o segundo tempo.

Logo aos 5 minutos, Marcos Jr. coloca o Vasco de novo na frente: 3 a 2.

Porém, aos 20, Bruno Henrique empata: 3 a 3. E, aos 34, novamente Bruno Henrique coloca o Mengão na frente: 4 a 3.

Embora o campo de futebol não seja um Tribunal de Justiça, o placar não era justo pelo empenho e futebol dos dois times.

Assim, os deuses da justiça determinaram e Ribamar, aos 47, empatou: 4 a 4.

Veja os melhores momentos:

Jogaço
De 13 gols

Na noite do dia 6 de março de 1958, Santos e Palmeiras entraram no Pacaembu para disputar um jogo pelo torneio Rio-São Paulo. Não valia título, não valia eliminação, apenas um jogo.

O Pacaembu sequer estava totalmente lotado naquela noite de quinta-feira.

Porém, quem lá esteve se tornou testemunha de um jogo histórico, um jogo com 13 gols.

Acompanhe a contagem:

Aos 18 minutos do primeiro tempo, Mazzola fez Palmeiras 1 a 0.
Aos 21, Pagão empatou: 1 a 1. E aos 25, fez Santos 2 a 1.
Um minuto depois, aos 26, Mazzola empatou: 2 a 2.
Aos 32 e aos 38, Pelé fez Santos 4 a 2.
Para fechar o primeiro tempo, Pagão marcou: Santos 5 a 2.
O Palmeiras parecia irremediavelmente batido.
No vestiário palmeirense, o goleiro Edgar chorava e pedia para não voltar para o segundo tempo.
O técnico Osvaldo Brandão atendeu e o substituiu por Vitor.
No segundo tempo, Urias aos 18 e aos 19 fez Palmeiras 4, Santos 5.
As 27, Paulinho cobra pênalti e empata: 5 a 5.
Aos 34, Nardo coloca o Palmeiras na frente: 6 a 5.
Mas o Santos não estava morto.
Aos 38, Pepe empatou: Santos 6 x Palmeiras 6.
E, para encerrar, Dorval, aos 41, lacrou: Santos 7, Palmeiras 6.

Segundo os jornais da época, um torcedor morreu no estádio vítima de infarto.

Conheça os dois times:

Santos – Manga, Hélvio (Urubatão) e Dalmo; Fiotti, Ramiro e Zito; Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão (Afonsinho), Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

Palmeiras – Edgar (Vitor), Valdemar Carabina e Édson; Formiga (Maurinho), Waldemar Fiúme e Dema; Nardo (Caraballo), Mazzola, Ivan e Urias. Técnico; Osvaldo Brandão.

Veja as históricas imagens:

 

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Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de

FOTO SOFIA MARINHO

Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

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