Em busca do topo do Mundo. Blog do Mário Marinho

EM BUSCA DO TOPO DO MUNDO

BLOG DO MÁRIO MARINHO

Já faz seis anos desde que o último time brasileiro levantou o caneco de campeão do Mundo da Fifa: foi o Corinthians, em 2012.

De lá para cá, só o Grêmio chegou à final, mas perdeu para o campeoníssimo Real Madri, 1 a 0, em 2017.

Amanhã, terça, 17, às 14,30 horas, o Flamengo inicia a reta final de sua jornada para retomar um título que conquistou em 1981 e colocar o Brasil, mais uma vez, no topo do mundo do futebol.

O adversário será o Al-Hilal Saudi Football Clube ou, simplesmente, Al-Hilal.

Nas competições domésticas, o Al-Hilal é um vencedor: tem 15 títulos do campeonato nacional saudita.

Em termos internacionais, já venceu a Copa Asiática por três vezes.

Convenhamos que não se trata de um currículo para amedrontar um time da grandeza do Flamengo. Principalmente desse Mengão, campeão da Libertadores e do Brasil.

Mas aí é que mora o perigo.

Em 2010, o Internacional gaúcho chegou à competição, que foi disputada nos Emirados Árabes, carregando o troféu de campeão da Libertadores e acreditando que possuía o passaporte para enfrentar o italiano e xará Internazionale.

Esqueceu-se que teria no caminho o Mazembe, então campeão do Congo e da Liga dos Campeões da África.

E foi ali que parou o Internacional, permitindo que, pela primeira e única vez, um time africano chegasse à final do Mundial.

Em 2013, foi a vez do Atlético Mineiro, do apaixonado jornalista Gilberto Mansur, tropeçar no meio do caminho e ver a tão sonhada final escapar para o Monterrey, do México.

Claro que todas essas experiências, se não estão vivas, serão lembradas pelo experiente e competente técnico do Flamengo, Jorge Jesus, a seus comandados.

Caldo de galinha e cautela não fazem mal a ninguém, já ensinava Pedro Alves Cabral quando aportou por essas terras abençoadas por Deus.

Mas basta que o Flamengo jogue o seu futebol, sem inventos e sem soberbas, para se classificar para a grande final do dia 21 onde, tudo indica, enfrentará o Liverpool, mesmo time que venceu em 1981 quando levantou o caneco.

Naquele ano, o Mengão dirigido por Paulo César Carpegiani meteu 3 a 0 nos súditos da Rainha e dos Beatles.

Eis o time campeão do mundo:

Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.

Nunes, duas vezes, e Adílio fizeram os gols.

Entre
tapas e beijos

Para o bem ou para o mal, Vanderlei Luxemburgo está de volta ao Palmeiras.

Luxemburgo foi, sem dúvida alguma, um dos maiores técnicos do futebol brasileiro.

Lembro-me que, há alguns anos, conversava com o então presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, e ele me disse, sem pestanejar:

– Luxemburgo é o melhor técnico do Brasil.

Isso aconteceu em 2002, quando Luxemburgo já havia passado pelo Palmeiras de 1993-1995, depois 1996/1997 e estava de volta naquele 2002.

Naquela época, o regulamento do campeonato paulista previa parada técnica pedida pelo próprio técnico. O técnico de cada time tinha direito a um pedido.

Mustafá me explicava a razão de sua afirmação acima.

– Ele é o único técnico que eu vi capaz de mudar o modo de seu time jogar sem fazer substituição, apenas orientando seus jogadores. Ele fez isso muitas vezes no Palmeiras naqueles três minutos de parada técnica.

Vanderlei não chegou a ser um revolucionário, não criou nenhum novo sistema de jogo, mas sabia como tirar o máximo de seus jogadores.

Depois, uma série de acontecimentos extracampo acabaram por minar a fama de Luxemburgo.

Nos últimos 10 anos, passou por 9 times. Ou seja, pulou de um para outro sem conseguir se firmar.

No Brasileirão 2019 dirigiu o Vasco com um desempenho razoável: 12 vitórias, 13 empates, 13 derrotas. Aproveitamento de 43%.
Não chegou a ser brilhante.

Agora, tem um elenco bem melhor nas mãos e ele tem competência para trabalhá-lo. Resta saber, se este será o Vanderlei Luxemburgo com a humildade dos anos 1990…

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.FOTO SOFIA MARINHO

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