Fim do ano, boas notícias. Blog do Mário Marinho

FIM DO ANO, BOAS NOTÍCIAS

BLOG DO MÁRIO MARINHO

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Como acontece em todo final de ano, é o momento de se fazer balanços.

Mas eu peço licença ao leitor acostumado com o esporte neste espaço para abrir uma janela para o mundo e falar não só sobre o fim do ano, mas o fim de um decênio.

E as notícias são boas.

A percepção pessoal que temos no momento é a de que nunca passamos por tempos tão ruins.

Existem guerras que vão desde as tradicionais, quanto as terroristas e as econômicas entre nações que mexem com as nossas vidas.

Protestos explodem em todos os cantos do mundo.

A intolerância grassa pelo mundo disseminada pela internet, ferramenta do bem, do avanço e que, mal usada, nos remete à disseminação do ódio e das fake news, talvez mal maior desse final de decênio.

No Brasil, temos um sorridente presidente eleito democraticamente que, com a língua destrambelhada, faz acusações a torto e a direito com frequência diária.

E, quando ele se cala, tem quem por ele fala: os preocupantes filhos.

Em pleno século 21, temos ministro que defende a esdrúxula ideia de que a Terra é plana.

Com todo esse quadro arrepiante e horripilante, cadê as boas notícias do título deste blog?

Leio no Estadão de hoje, segunda-feira, que apesar de todas as mazelas enumeradas acima, o mundo tem muito o que comemorar.

Vamos lá.

Segundo o mais recente relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) a diferença entre o padrão básico de vida entre os mais pobres e os mais ricos vem diminuindo.

Diz o relatório que “um número sem precedentes de pessoas no mundo inteiro tem escapado da fome, da pobreza e das doenças”.

Outro relatório elaborado pelo Banco Mundial, aponta que o índice de pobreza extrema da população caiu de 18,2% para 8,6% da população mundial. É um excelente número, mas também aponta que ainda existem pelo menos 600 milhões de pessoas que vivem em condições miseráveis no mundo inteiro.

São significativos os avanços na área de saúde pública. De acordo com relatórios da ONU e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é cada vez maior o número de pessoas que têm acesso à água potável, serviços de saúde e vacinas.

Abro parêntesis. Aqui no Brasil navegamos na contramão neste ano, ao ver o sarampo, doença erradicada no País há alguns anos, voltar a fazer vítimas fatais, enquanto programas de vacinação não conseguiram atingir seus objetivos. Fecho parêntesis.

De 2007 a 2017, houve uma redução de 60% nos casos de malária em países da África.

Medicamentos mais seguros, campanhas e orientações derrubaram consideravelmente o número de mortes causadas pela aids.

Também a expectativa de vida mundial subiu em três anos nestes últimos 10 anos.

Outro número animador: a mortalidade infantil mundial caiu de 5,6% para 3,9%.

Há dez anos, o Brasil registrava a morte de 18 crianças até um ano de vida entre mil nascimentos. Hoje, esse número está em torno de 14 óbitos. Ainda é alto se comparado com países desenvolvidos, mas aponta um viés de baixa.

As alterações climáticas, entretanto, são motivos de preocupação, em especial porque em vários cantos do planeta ainda existem aqueles que desprezam os conhecimentos científicos em troca de ideologia política.

Enfim, os estudos mostram que há esperanças para a humanidade.

Felizmente, a grande maioria, a maioria esmagadora da população é formada por pessoas de bem. Pessoas que não deixam de acreditar, que não desistem e que lutam para que tenhamos um condomínio melhor, um bairro melhor, a cidade bem melhor, o País cada vez melhor e um mundo como um lugar aprazível para se morar.

Se fosse um time de futebol, eu diria que a solução está nas categorias de base. É lá que se prepara o bom jogador de futebol.

Na vida, é lá na infância que se prepara o cidadão.

A base, a base de tudo é a Educação.

A todos, leitores ou não leitores dessas bem intencionadas linhas, meus votos de que os bons números continuem a prosperar no ano que começa daqui a pouco.

Paz, saúde, sorte e, por que não? – sexo!

Que venha 2020!

 

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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