O xeque-mate de Trump. Por Edmilson Siqueira

O XEQUE-MATE DE TRUMP

EDMILSON SIQUEIRA

…O fato é que o jogo de xadrez mundial está à beira de um xeque-mate. Não que amanhã ou depois vá explodir uma guerra de proporções planetárias, mas a postura firme de Trump nessas questões – com a qual os islâmicos não estavam acostumados…

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Os conflitos internacionais se acirraram, e muito, com a decisão dos EUA de eliminar o maior responsável por fomentar o terrorismo islâmico que, nos últimos meses, vinha aumentando os ataques a bases norte-americanas. Parecia haver, com atentados e mais atentados, uma espécie de teste da paciência do presidente norte-americano. O problema é que, Donald Trump não pensa duas vezes em fazer algo genial ou uma grande besteira. E, bingo! – ele fez.

Foi uma grande besteira? Há analistas que costumam ter uma visão de mundo mais condescendente com atitudes radicais da esquerda, que consideram que Trump elevou a níveis insuportáveis a temperatura mundial, colocando o planeta às vésperas de um conflito perto do qual o Vietnã dos anos 60/70 vai parecer brincadeira de salão. Para esses analistas, o perigo que o general morto representa não só para os EUA, mas para o mundo ocidental e, principalmente, cristão, era plausível, não chegava a ser tão importante a ponto de que ele merecesse ser assassinado.

O outro lado vê a situação de modo totalmente diferente: o ataque dos EUA foi uma resposta à altura do que havia em curso, pois novos atentados estariam sendo programados e os grupos terroristas fortalecidos a partir do Irã. Sem contar o fato de que o país dos aiatolás jamais cumpriu totalmente o acordo nuclear e caminha célere para ter bombas atômicas.

O fato é que o jogo de xadrez mundial está à beira de um xeque-mate. Não que amanhã ou depois vá explodir uma guerra de proporções planetárias, mas a postura firme de Trump nessas questões – com a qual os islâmicos não estavam acostumados, depois da titubeante gestão de Bush filho e da enorme incompetência de Obama, que preferia jogar para a plateia ao invés de resolver problemas reais – fez com que ditaduras religiosas começassem a temer realmente a reação da maior economia do planeta que, não por coincidência, detém o maior poder bélico do mundo.

Esse xeque-mate deve ainda produzir muito sangue, deve ter lances de guerra pela TV, multidões protestando na Europa, contra uma guerra que, aliás, eles ajudam a manter, pois dão abrigo a milhares de terroristas e são bastante generosos na fiscalização do dinheiro que está ali aplicado para sustentar grupos radicais, mas tudo deve voltar à calmaria em alguns meses.

E, caso Trump não seja premido pelas circunstâncias internas (eleições em novembro e ele é candidato à reeleição) e mantenha sua postura de enfrentamento a tudo que ele considere prejudicial ao seu país, os islâmicos terão de recuar, caso aiatolás e generais queiram manter sob rígido controle o país que tomaram do Xá da Pérsia em 1979.

Uma guerra mais declarada aos EUA pode significar, para o Irã, o mesmo que ocorreu no Iraque: invasão, domínio e até a entrega do poder a um grupo que se comprometa a democratizar as relações entre governo e população. Hoje, é uma ditadura das mais ferozes, onde o poder religioso e as duras leis do Al Corão se sobrepõem a qualquer lei ordinária e a qualquer direito que o cidadão venha reivindicar como legítimo.

Sem contar, obviamente, que uma vitória de Trump na questão o deixaria sem adversário na eleição de novembro, garantindo-lhe mais um mandato, para desespero daqueles analistas que, usando a liberdade que a democracia lhes dá, fazem de tudo para acabar com ela.

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Edmilson Siqueira é jornalista

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