camisa 10

Desprestígio da Camisa 10. Blog do Mário Marinho

DESPRESTÍGIO DA CAMISA 10

BLOG DO MÁRIO MARINHO

camisa 10

Eu sempre gostei muito de futebol.

Aos seis anos de idade, era mascote do time do Madureira, time do bairro Parque Riachuelo, onde eu morava em BH, e do qual meu pai era o presidente.

Um pouco mais à frente, fundei um time da garotada do bairro que se chamou Americana.

Depois, teve o Colina e, em seguida, o CAR – Clube Atlético Riachuelo.

Assistia a jogos dos times profissionais, juvenis e até mesmo jogos de várzea. Aliás, não só assisti, como também jogava.

Eu era goleiro. Mantendo uma tradição que começou com meu pai, continuou com meu irmão mais velho, o Márcio que chegou a ser profissional, e depois comigo.

Após a Copa do Mundo de 1958, cujos jogos acompanhei pelo rádio, deu-se o advento de um fenômeno chamado Pelé. E, com ele, a glorificação até à quase mistificação da Camisa 10 – que até passou a ser escrita assim, com “C” maiúsculo.

Lembro-me que a partir daí, quando ia assistir a algum jogo de um time desconhecido, a primeira coisa que eu fazia – e também o pessoal de minha época – era identificar quem era o Camisa 10 do time.

A gente sabia: o 10 é o melhor do time.

Assistindo ao jogo fraquinho, fraquinho que Fluminense e Palmeiras fizeram ontem à noite, no Maracanã, 1 a 1, constatei que estavam no banco dois craques ou antigas promessas: Lucas Lima e Ganso.

Ambos revelados pelo Santos, donos absolutos das Camisa 10 em sua época, clássicos, elegantes, de passes precisos que faziam lembrar Ademir da Guia.

E ali estavam ambos: no banco.

Talvez, um crime de lesa futebol.

Mas, não.

Faça um levantamento e procure identificar os camisas 10 de hoje – assim mesmo, com “c” minúsculo.

Até algum tempo atrás, o 10 era a salvação.

Em qualquer jogada tumultuada, confusa, disputada, ele aparecia dono da situação, soberano, altaneiro e saía jogando elegante, cabeça erguida.

Pois o verdadeiro Camisa 10 sequer sabia a cor do gramado: ele nunca olhava para baixo: tinha certeza que a bola estava ali, submissa, escrava, aos seus pés.

Não se vê mais o camisa 10.

Quando Ganso apareceu no Santos, havia até a discussão: quem é o melhor – ele ou Neymar. Havia dúvidas.

Lamentou-se muito que os dois não tivessem sido convocados para disputar a Copa do mundo de 2010.

Ganso saiu e logo apareceu Lucas Lima para preencher na medida o vácuo deixado. Chegou, inclusive, à Seleção Brasileira em 2015.

Lucas Lima transferiu-se depois para o Palmeiras e sumiu no futebol, como aconteceu com Ganso.

Talvez o sumiço do Camisa 10 seja consequência do baixo nível atual futebol brasileiro.

Ou causa.

Os gols

da quarta-feira

Na rodada do Brasileirão, os Atlético vão mandando: o de Minas, o de Goiás e o do Paraná estão com tudo.

E o Mengão? Tá certo que o Brasileirão está só começando. Mas, o começo do ano passado não foi assim, com duas derrotas seguidas.

Gente

na Live

“Gente que Fala” é um programa tradicional criado pelo jornalista Fausto Camunha há, creio eu, uns 20 anos.

É o encontro de pessoas que têm o que dizer e é transmitido pela rádio Trianon, de São Paulo, pelo Face e pelo Youtube.

Sempre que a diretora do programa, Zenilda Salvato, convida, lá estou eu.

Essa foi a primeira vez que fiz o programa de casa – uma live, tão em moda nessa triste era da pandemia.

Participaram comigo o comentarista esportivo do canal BandSport e professor universitário, Paulo Massini.

O apresentador do SportCenter Brasil, da ESPN/Fox Sports, Eduardo Elias.

E, para dar o cunho de nobreza, o sheik Jihad Hassan Hammadeh, presidente do Conselho de Ética da União Nacional das Entidades Islâmicas e clérigo formado na Universidade Islâmica de Medina, na Arábia Saudita.

O comando foi do jornalista Mauro Frysman.

Acompanhe:

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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4 thoughts on “Desprestígio da Camisa 10. Blog do Mário Marinho

  1. Boa noite Marinho,

    Eu gostava do Ganso e Neymar no Santos, mas acho que tinha um carregador de piano que ninguém falava, o Renato,
    achava-o fundamental naquele bom time.
    De qualquer forma, mantenha suas boas histórias.
    Abraços,

    Ricardo Abud.

  2. Ricardo,
    O Renato foi um dos mais sérios jogadores que eu vi passar pelo Santos.
    Muito, muito competente ele deixava que os outros brilhassem e fazia o seu trabalho.
    Avesso às badalações foi sempre muito discreto, dono de rigoroso senso de profissionalismo.
    Além de tudo, excelente caráter.
    Tenha um bom dia, um bom fim de semana.
    Abração,
    Mário Marinho

  3. Verdade. Não só o camisa 10 está em falta, mas a numeração completa! Tenho me afastado do futebol mas as vezes tenho recaídas. E volto a me afastar.

  4. Gostei da historinha inicial:
    um filme na minha cabeça.
    O camisa dez sumiu mesmo!!!!!
    Parabéns pela participação no “Gente que Fala!!!!
    abs
    Maria Helena

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