Meio cheio, meio vazio

Meio cheio, meio vazio. Por José Horta Manzano

MEIO CHEIO, MEIO VAZIO

JOSÉ HORTA MANZANO

… É a velha história do copo meio cheio ou meio vazio. As últimas pesquisas de popularidade indicam que cerca de 35% dos eleitores consideram o governo de doutor Bolsonaro ótimo ou bom…

 

Meio cheio, meio vazio

É a velha história do copo meio cheio ou meio vazio.

As últimas pesquisas de popularidade indicam que cerca de 35% dos eleitores consideram o governo de doutor Bolsonaro ótimo ou bom. Devotos do clã presidencial exultam.

Que sucesso! É o copo meio cheio.

De um ponto de vista menos fanático, percebe-se que, se 1/3 dos pesquisados considera o governo ótimo ou bom, 2/3 não o consideram nem ótimo, nem bom. Portanto, os descontentes são dois em cada três. Para um satisfeito, há dois insatisfeitos! O dobro!

É o copo meio vazio.

Os fanáticos precisam baixar a bola, que não há razão pra tanta euforia. Dizem que o Lula chegou a 80% de popularidade – um nível soviético que me deixa meio desconfiado, mas é o que ficou registrado.

Pois bem, se o Lula bateu nos 80% e o Bolsonaro não consegue chegar aos 40%, ainda tem muito chão pela frente. Por enquanto, não há o que festejar. E tomara que nunca haja.

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JOSÉ HORTA MANZANO – Escritor, analista e cronista. Mantém o blog Brasil de Longe. Analisa as coisas de nosso país em diversos ângulos,  dependendo da inspiração do momento; pode tratar de política, línguas, história, música, geografia, atualidade e notícias do dia a dia. Colabora no caderno Opinião, do Correio Braziliense. Vive na Suíça, e há 45 anos mora no continente europeu. A comparação entre os fatos de lá e os daqui é uma de suas especialidades.

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