Neymar

Neymar cresceu. Blog do Mário Marinho

NEYMAR CRESCEU

BLOG DO MÁRIO MARINHO

Neymar

Neymar tem 1,75 metro de altura.

Atingiu essa altura em 2013, quando completou 21 anos e a medicina ensina que, daí para a frente, os homens não crescem mais.

Alguns atingem a altura máxima um pouco antes, por volta dos 18 anos.

Vamos dizer que o craque em questão cresceu até os 21 anos.

É nessa idade, também, que nasce o dente siso, conhecido como o dente do juízo.

Afinal, em condições absolutamente normais de temperatura e pressão, aos 21 anos o homem já está formado e com juízo.

Não foi o caso do nosso craque.

É possível até que o dente tenha vindo aos 21 anos, mas o juízo não.

Até outro dia, mais precisamente no começo deste ano, Neymar era um garoto mimado e riquinho, desfrutando da vida sem a menor responsabilidade.

No campo, queria ser tratado com alfajores, doces de leite, carinho, abraços e outros mimos. Nada de pancadas, empurrões, safanões, encontrões e outros ões que fazem parte da vida futebolística.

E, se assim não fosse, o menino mimado fazia birra: se jogava no chão, rolava, fazia caretas, gritava, esperneava.

Esse o Neymar que vimos até outro dia.

Não se sabe exatamente quando, mas houve a radical modificação.

Terá sido ele contaminado por algum desconhecido vírus nessa pandemia?

Quem sabe algum coronajudicium, de origem ainda não descoberta, não letal, pouco contagioso, de efeitos estranhamente benéficos, mas cuja duração ainda não se sabe.

Mas a OMF (Organização Mundial do Futebol) está estudando o caso detidamente, contando com a ajuda de técnicos da Universidade de Oxford…

O certo é que o menino, aos 28 anos de idade, transformou-se num homem.

Em campo, corre como todos os outros, dribla como ele só, não rola, não grita, não faz birra.

Não foi visto chupando o dedo e, ao que consta, não faz xixi na cama.

Embora, um tanto demorado, chegou o momento em que ele está pronto até para ser aclamado e coroado o Melhor do Mundo.

Poderá destronar os outrora imbatíveis Messi e Cristiano Ronaldo.

Nesse próximo domingo, Neymar estará em campo comandando seus companheiros do Paris Saint-Germain.

Terá como adversário ao título de campeão da Europa, campeão da charmosa Champions, o Bayern de Munique, aquele que reduziu o Barcelona a pó de track com os impiedosos 8 a 2.

Esse alemães gostam desses exageros. Não faz muito tempo, alguns anos, na pacata Belo Horizonte, no belo Mineirão, eles… bem, deixa pra lá.

Vencer os alemães não será tarefa fácil, nem obrigatória: ele poderá ser eleito o melhor do mundo, mesmo com a derrota.

Fica mais difícil, porém, não impossível.

Mas terá, em campo, adversários difíceis de serem batidos.

A começar pelo seu companheiro Mbappé.

O francês Kylian Sanmi Mbappé Lottin tem apenas 21 anos de idade e já acumula uma série de feitos.

A saber: além de campeão do Mundo com a França em 2018, tornou-se o segundo jogador mais jovem a defender a França com 18 anos; o terceiro jogador mais jovem a marcar duas vezes em uma Copa do Mundo e o jogador mais jovem a marcar um gol em uma final de Copa do Mundo desde Pelé em 1958. Também foi eleito o Melhor Jogador Jovem da Copa do Mundo.

Convenhamos, já é muita coisa pra o garoto.

Do outro lado, no Bayern, ele tem dois fortes adversários: Muller e Lewandowski.

Thomas Muller está no Bayer desde sempre. Foi revelado lá onde se tornou um goleador implacável.

Está com 30 anos de idade e participou da Copa do Mundo de 2010, na África. Em seis jogos, marcou cinco gols.

Digamos que, de 1 a 10, as chances do Muller são 4.

O verdadeiro adversário será o goleador Lewandowski.

Roberto Lewandowski tem 31 anos e nasceu em Varsóvia, certamente bem perto do Monumento da Sereia que é o símbolo da Cidade. Ou, quem sabe, perto de um dos belos cafés da Praça do Mercado.

Na temporada 2019-2020, o rapaz marcou 55 vezes em 49 jogos.

É fera.

É o alvo a ser batido por Neymar.

A última vez que um brasileiro ganhou o título de melhor do mundo da Fifa, foi no longínquo ano de 2007.

O brilhante Kaká foi o vencedor.

Portanto, amigo, se Você quiser ver o brasileiro novamente lá no topo, é preciso torcer muito para que o Neymar esteja devidamente contaminado pelo coronajudicium.

E mais: é preciso secar o Lewandowski.

Pintou

o campeão!

Mal amanheceu esse dia frio, toca o telefone e do outro lado da linha está o Vinicius, meu neto de 17 anos, corintiano há décadas.

Vô!, pintou o campeão.

Ele fala sobre a vitória do Corinthians, 3 a 1, em cima do Coritiba.

Eu assisti ao jogo, um jogo fraquinho, fraquinho.

Os dois times não jogaram nada.

Prevejo dias de sofrimento para o meu netinho.

Aliás, está difícil assistir a um bom jogo nesse recomeço de temporada.

Tudo bem. Vamos dar tempo.

Está tudo muito confuso, diferente, indefinido. Não é só o futebol: é um mal que aflige o mundo.

Veja os gols da quarta-feira

 

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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