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	Comentários sobre: Rio sem lei. Coluna Carlos Brickmann	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		Por: Carla Lieberman		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Lieberman]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Sep 2017 23:13:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Brickmann. Se me permite, eu gostaria de trocar aqui com os leitores algumas palavras sobre o Horário de Verão, que é coisa séria, embora normalmente tratada muito superficialmente. Eu apreciaria que este comentário fosse publicado, dada sua importância (modéstia às favas, como diz aquele sujeito.)  Bem, vamos lá.
1 – Definitivamente, o Horário de Verão (HV) NÃO serve à economia de energia. Em certas circunstâncias, pode até aumentar o consumo. A única coisa que poupamos é lâmpada, e convém notar que as lâmpadas fluorescentes e as de LED, usadas atualmente, são extremamente econômicas, e, no conjunto, constituem no máximo 1% da eletricidade consumida numa residência, e é dessa parcela ínfima que economizaremos menos de 1% ao mês durante o HV (ou seja, a economia é menor que 1 centavo numa conta de eletricidade de 100 Reais). Os outros 99% do consumo elétrico ficam por conta de geladeiras, chuveiros, lavadoras, ar condicionado, TVs, computadores, rádios, decoders, modens, alarmes, micro-ondas, formos elétricos, ferros elétricos, rádios-relógios, telefones sem fio, carregamento de celulares, etc., etc. São coisas cujo consumo independe do HV (embora, nos EUA e no Canadá, haja pesquisas mostrando que o uso de ar condicionado é muito maior com o HV, pois as pessoas passam mais tempo expostas a calor no período mais quente do dia, que é a tarde. Isso aumenta o consumo de eletricidade, pois o ar condicionado é o aparelho que mais consome energia numa casa, ou num escritório). No que diz respeito ao consumo da iluminação pública, por outro lado, não pode haver economia alguma, pois que suas lâmpadas se acendem sozinhas, obedecendo ao clareamento e ao escurecimento dos dias e das noites, e não aos hábitos civis de consumo. Os postes públicos não sabem ler as horas...
2 – Além da economia de energia (que, como expus aqui, simplesmente inexiste), costumamos apresentar como vantagens do HV basicamente dois argumentos: A- temos mais tempo para praia, piscina ou coisas do tipo, B- a iluminação natural torna a volta para casa mais segura nas periferias. Pois bem, precisamos nos desfazer dessas lendas urbanas. Vamos lá. A- tempo maior para o lazer independe de haver ou não o HV. Quem chega à sua casa às 19:00hs continua chegando às 19:00hs, continua indo dormir no mesmo horário, e uma hora de luz natural a mais, por si só, mais não leva ninguém à praia ou à piscina. Quem quer ir, simplesmente vai, com mais ou menos luz. Deve-se ressaltar, porém, que praias e piscinas no fim da tarde são um privilégio de uma parcela pequeníssima da população, pois nem todos têm piscinas à disposição e nem todo mundo que mora no litoral quer ir à praia no final de um dia de trabalho. A maioria das pessoas, quando volta para casa, quer mesmo é descansar. B- Utilizar o HV como Política de Segurança é tão estúpido quanto desonesto. HV pode ser usado como medida de poupança de energia, e é medida ineficaz! HV pode ser usado como medida de saúde pública, visando expor certa população ao sol, para fins de prevenção de suicídio, por exemplo, como ocorre nos países nórdicos onde há pouquíssima luz natural. HV também pode ser usado como um incentivo à indústria do turismo, como ocorre na América do Norte e na Europa (embora aí também se use como prevenção a esse tipo de suicídio causado por carência de iluminação natural). Mas, definitivamente, HV não pode ser usado para evitar assaltos ou outras formas de violência. Aliás, alguém aqui sabe de um único assalto evitado por causa do HV? A bandidagem por acaso começa a trabalhar uma hora mais tarde? Mesmo? Querem que a gente acredite nisso? Vamos deixar claro: quem oferece segurança pública é a Polícia. São as Políticas de Segurança Pública consequentes. Usar o HV para diminuir a violência urbana é coisa de classes políticas incompetentes para produzir verdadeiras políticas de segurança (como, inclusive, vejam só!,iluminação pública decente). 
3 – Por último, quero lembrar o seguinte: o HV expõe todo mundo que está ativo durante as tardes a mais sol e mais calor. Em países como o Brasil, naturalmente super-ensolarados e extremamente quentes, o HV contribui decisivamente para o aumento no número de casos de insolação, de desidratação e de câncer de pele. Assim sendo, além de não economizar um centavo de eletricidade, o HV tende a elevar os custos da Saúde Pública, principalmente a longo prazo, dada a necessidade de atendimento aos casos de melanomas e carcinomas cutâneos causados pela exposição excessiva ao sol. Até onde sei, no entanto, o governo não distribui água mineral de graça para a população que derrete à luz do sol escaldante, nem, muito menos, oferece bloqueador solar. O que nos resta, como sempre, é apenas o prejuízo...
4 – O argumento referente ao uso de usinas termelétricas pode ser desconsiderado de plano. O uso dessas tralhas poluidoras tem muito mais a ver com a escassez das chuvas do que com uma hora a mais no relógio. Se faltar chuva, faltará eletricidade, e isso independe de haver ou não HV. A economia proporcionada por este, aliás, é zero.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Brickmann. Se me permite, eu gostaria de trocar aqui com os leitores algumas palavras sobre o Horário de Verão, que é coisa séria, embora normalmente tratada muito superficialmente. Eu apreciaria que este comentário fosse publicado, dada sua importância (modéstia às favas, como diz aquele sujeito.)  Bem, vamos lá.<br />
1 – Definitivamente, o Horário de Verão (HV) NÃO serve à economia de energia. Em certas circunstâncias, pode até aumentar o consumo. A única coisa que poupamos é lâmpada, e convém notar que as lâmpadas fluorescentes e as de LED, usadas atualmente, são extremamente econômicas, e, no conjunto, constituem no máximo 1% da eletricidade consumida numa residência, e é dessa parcela ínfima que economizaremos menos de 1% ao mês durante o HV (ou seja, a economia é menor que 1 centavo numa conta de eletricidade de 100 Reais). Os outros 99% do consumo elétrico ficam por conta de geladeiras, chuveiros, lavadoras, ar condicionado, TVs, computadores, rádios, decoders, modens, alarmes, micro-ondas, formos elétricos, ferros elétricos, rádios-relógios, telefones sem fio, carregamento de celulares, etc., etc. São coisas cujo consumo independe do HV (embora, nos EUA e no Canadá, haja pesquisas mostrando que o uso de ar condicionado é muito maior com o HV, pois as pessoas passam mais tempo expostas a calor no período mais quente do dia, que é a tarde. Isso aumenta o consumo de eletricidade, pois o ar condicionado é o aparelho que mais consome energia numa casa, ou num escritório). No que diz respeito ao consumo da iluminação pública, por outro lado, não pode haver economia alguma, pois que suas lâmpadas se acendem sozinhas, obedecendo ao clareamento e ao escurecimento dos dias e das noites, e não aos hábitos civis de consumo. Os postes públicos não sabem ler as horas&#8230;<br />
2 – Além da economia de energia (que, como expus aqui, simplesmente inexiste), costumamos apresentar como vantagens do HV basicamente dois argumentos: A- temos mais tempo para praia, piscina ou coisas do tipo, B- a iluminação natural torna a volta para casa mais segura nas periferias. Pois bem, precisamos nos desfazer dessas lendas urbanas. Vamos lá. A- tempo maior para o lazer independe de haver ou não o HV. Quem chega à sua casa às 19:00hs continua chegando às 19:00hs, continua indo dormir no mesmo horário, e uma hora de luz natural a mais, por si só, mais não leva ninguém à praia ou à piscina. Quem quer ir, simplesmente vai, com mais ou menos luz. Deve-se ressaltar, porém, que praias e piscinas no fim da tarde são um privilégio de uma parcela pequeníssima da população, pois nem todos têm piscinas à disposição e nem todo mundo que mora no litoral quer ir à praia no final de um dia de trabalho. A maioria das pessoas, quando volta para casa, quer mesmo é descansar. B- Utilizar o HV como Política de Segurança é tão estúpido quanto desonesto. HV pode ser usado como medida de poupança de energia, e é medida ineficaz! HV pode ser usado como medida de saúde pública, visando expor certa população ao sol, para fins de prevenção de suicídio, por exemplo, como ocorre nos países nórdicos onde há pouquíssima luz natural. HV também pode ser usado como um incentivo à indústria do turismo, como ocorre na América do Norte e na Europa (embora aí também se use como prevenção a esse tipo de suicídio causado por carência de iluminação natural). Mas, definitivamente, HV não pode ser usado para evitar assaltos ou outras formas de violência. Aliás, alguém aqui sabe de um único assalto evitado por causa do HV? A bandidagem por acaso começa a trabalhar uma hora mais tarde? Mesmo? Querem que a gente acredite nisso? Vamos deixar claro: quem oferece segurança pública é a Polícia. São as Políticas de Segurança Pública consequentes. Usar o HV para diminuir a violência urbana é coisa de classes políticas incompetentes para produzir verdadeiras políticas de segurança (como, inclusive, vejam só!,iluminação pública decente).<br />
3 – Por último, quero lembrar o seguinte: o HV expõe todo mundo que está ativo durante as tardes a mais sol e mais calor. Em países como o Brasil, naturalmente super-ensolarados e extremamente quentes, o HV contribui decisivamente para o aumento no número de casos de insolação, de desidratação e de câncer de pele. Assim sendo, além de não economizar um centavo de eletricidade, o HV tende a elevar os custos da Saúde Pública, principalmente a longo prazo, dada a necessidade de atendimento aos casos de melanomas e carcinomas cutâneos causados pela exposição excessiva ao sol. Até onde sei, no entanto, o governo não distribui água mineral de graça para a população que derrete à luz do sol escaldante, nem, muito menos, oferece bloqueador solar. O que nos resta, como sempre, é apenas o prejuízo&#8230;<br />
4 – O argumento referente ao uso de usinas termelétricas pode ser desconsiderado de plano. O uso dessas tralhas poluidoras tem muito mais a ver com a escassez das chuvas do que com uma hora a mais no relógio. Se faltar chuva, faltará eletricidade, e isso independe de haver ou não HV. A economia proporcionada por este, aliás, é zero.</p>
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