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	Comentários sobre: Mais infinda que o infinito. Coluna Carlos Brickmann	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		Por: Carla L.S. Lieberman		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla L.S. Lieberman]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2018 19:51:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como diria Seinfeld, &quot;notes about nothing&quot;:
Einstein: “Duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana. Mas, com relação ao Universo, ainda não tenho certeza absoluta”. Einstein provavelmente nunca leu o escritor Robert Heinlein, seu contemporâneo, cujo dito espirituoso presente num de seus livros (&quot;Você atribuiu condições à vilania que podem ser simplesmente resultados da estupidez&quot;) se tornaria depois, ligeiramente modificado, mais conhecido como &quot;navalha de Hanlon&quot; (nome de um sujeito que ninguém sabe ao certo quem era): &quot;nunca atribua à maldade o que pode ser mais adequadamente explicado pela estupidez&quot;. De fato, desde Napoleão Bonaparte (que teria supostamente dito, certa vez: &quot;nunca atribua à maldade o que já está explicado pela incompetência&quot;), frases desse tipo têm sido registradas aqui e ali. São várias, e todas, a meu ver, injustas. A estupidez não é, digamos, &quot; humana&quot;. Humanos até cometem atos estúpidos às vezes, mas, na maioria delas, a seus próprios olhos, seus erros acabam se revelando erros. Ou seja, compreendem-no como tal, e raramente o repetem - ou ao menos não o repetem amiúde. E, quando o repetem, se o fazem, já não se trata de estupidez, mas, ao contrário, neste caso, de maldade, já que provavelmente há algo a ganhar com ela. Portanto, tal estúpido nada tem de estúpido, mas, isto sim, de esperto... O estúpido, no entanto (se o entendermos no sentido psicométrico do termo), quase nunca reconhece o erro que comete, e, por isso, comete a mesma estupidez repetidamente, sendo necessária, pois, muuuuita didática para convencê-lo do quão errado é seu erro. Medicação até ajuda nesses casos, mas raramente com resultados animadores. A estupidez, por isso mesmo, não é exatamente humana, dado o sentido generalizante do termo, embora acometa humanos com certa regularidade, dando-lhes, pois, a oportunidade de aprender e não repetir, coisa que felizmente ocorre na imensa maioria das vezes. A estupidez, em sua concretude, vale reforçar, é propriedade do estúpido, e nem todos os homens são estúpidos - ainda que, diante de uma turma deles (fato comum, pois que habitualmente se juntam), seja difícil acreditar nisso. Sobre o caso particular de Nelson Marchezan Jr., por razões de ética profissional, nada comentarei. Quero, no entanto, para encerrar este modesto comentário, salientar algo aparentemente invisível, embora grandemente estudado pela História da Ciência: a substituição da vilania (em Heinlein) ou da maldade (em Hanlon) pela estupidez revela um vício subjacente: a substituição da moral pela psicologia, ou, noutros termos, da fé pelo conhecimento. Parece que, ao longo de nossa história (aqui, sim, humana), aprendemos a tornar o mundo mais prático, diagnosticável e corrigível, ao nos distanciarmos dos templos de oração para nos aproximarmos dos laboratórios de experimentos. Noutras palavras, parece-nos mais fácil entender e corrigir o estúpido episódico do que identificar e punir o mau - que, por mau que seja, nunca será episódico... Deus e o Diabo é que podem explicar melhor esse caso. Quanto a nós, resta saber se realmente é mais fácil sofrer com a estupidez alheia do que com sua maldade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como diria Seinfeld, &#8220;notes about nothing&#8221;:<br />
Einstein: “Duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana. Mas, com relação ao Universo, ainda não tenho certeza absoluta”. Einstein provavelmente nunca leu o escritor Robert Heinlein, seu contemporâneo, cujo dito espirituoso presente num de seus livros (&#8220;Você atribuiu condições à vilania que podem ser simplesmente resultados da estupidez&#8221;) se tornaria depois, ligeiramente modificado, mais conhecido como &#8220;navalha de Hanlon&#8221; (nome de um sujeito que ninguém sabe ao certo quem era): &#8220;nunca atribua à maldade o que pode ser mais adequadamente explicado pela estupidez&#8221;. De fato, desde Napoleão Bonaparte (que teria supostamente dito, certa vez: &#8220;nunca atribua à maldade o que já está explicado pela incompetência&#8221;), frases desse tipo têm sido registradas aqui e ali. São várias, e todas, a meu ver, injustas. A estupidez não é, digamos, &#8221; humana&#8221;. Humanos até cometem atos estúpidos às vezes, mas, na maioria delas, a seus próprios olhos, seus erros acabam se revelando erros. Ou seja, compreendem-no como tal, e raramente o repetem &#8211; ou ao menos não o repetem amiúde. E, quando o repetem, se o fazem, já não se trata de estupidez, mas, ao contrário, neste caso, de maldade, já que provavelmente há algo a ganhar com ela. Portanto, tal estúpido nada tem de estúpido, mas, isto sim, de esperto&#8230; O estúpido, no entanto (se o entendermos no sentido psicométrico do termo), quase nunca reconhece o erro que comete, e, por isso, comete a mesma estupidez repetidamente, sendo necessária, pois, muuuuita didática para convencê-lo do quão errado é seu erro. Medicação até ajuda nesses casos, mas raramente com resultados animadores. A estupidez, por isso mesmo, não é exatamente humana, dado o sentido generalizante do termo, embora acometa humanos com certa regularidade, dando-lhes, pois, a oportunidade de aprender e não repetir, coisa que felizmente ocorre na imensa maioria das vezes. A estupidez, em sua concretude, vale reforçar, é propriedade do estúpido, e nem todos os homens são estúpidos &#8211; ainda que, diante de uma turma deles (fato comum, pois que habitualmente se juntam), seja difícil acreditar nisso. Sobre o caso particular de Nelson Marchezan Jr., por razões de ética profissional, nada comentarei. Quero, no entanto, para encerrar este modesto comentário, salientar algo aparentemente invisível, embora grandemente estudado pela História da Ciência: a substituição da vilania (em Heinlein) ou da maldade (em Hanlon) pela estupidez revela um vício subjacente: a substituição da moral pela psicologia, ou, noutros termos, da fé pelo conhecimento. Parece que, ao longo de nossa história (aqui, sim, humana), aprendemos a tornar o mundo mais prático, diagnosticável e corrigível, ao nos distanciarmos dos templos de oração para nos aproximarmos dos laboratórios de experimentos. Noutras palavras, parece-nos mais fácil entender e corrigir o estúpido episódico do que identificar e punir o mau &#8211; que, por mau que seja, nunca será episódico&#8230; Deus e o Diabo é que podem explicar melhor esse caso. Quanto a nós, resta saber se realmente é mais fácil sofrer com a estupidez alheia do que com sua maldade.</p>
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		<title>
		Por: Anibal Tosetto		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anibal Tosetto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2018 12:10:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre Gabinetes, Plenários, Siglas Partidárias e Outras Siglas

- Siglas, nada mais do que siglas, meu neto. Cada &quot;debate&quot;, burburinhos negociando vantagens imediatas e futuras. Uma grande maioria conjugando o mesmo verbo em relação ao dinheiro arrecadado pelos cofres públicos. Quem não faz parte da grande maioria é um reles estranho no ninho. E os honestos pagadores de impostos, só... ops, não posso pronunciar tal indecorosa expressão, meu neto... 
- Vovô, deixa disso... pode falar! Só top top, né mesmo? Mas, até quando o Brasil será assim?
- Se um dia você souber a resposta à essa sua pergunta, querido neto, não deixe de responder ao seu futuro netinho...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre Gabinetes, Plenários, Siglas Partidárias e Outras Siglas</p>
<p>&#8211; Siglas, nada mais do que siglas, meu neto. Cada &#8220;debate&#8221;, burburinhos negociando vantagens imediatas e futuras. Uma grande maioria conjugando o mesmo verbo em relação ao dinheiro arrecadado pelos cofres públicos. Quem não faz parte da grande maioria é um reles estranho no ninho. E os honestos pagadores de impostos, só&#8230; ops, não posso pronunciar tal indecorosa expressão, meu neto&#8230;<br />
&#8211; Vovô, deixa disso&#8230; pode falar! Só top top, né mesmo? Mas, até quando o Brasil será assim?<br />
&#8211; Se um dia você souber a resposta à essa sua pergunta, querido neto, não deixe de responder ao seu futuro netinho&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: A.		</title>
		<link>https://www.chumbogordo.com.br/16737-mais-infinda-que-o-infinito-coluna-carlos-brickmann/#comment-30810</link>

		<dc:creator><![CDATA[A.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2018 09:56:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;…ói ele aí tra veiz&quot;
- Quem melhor pra prestar solidariedade a um condenado do que outro condenado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;…ói ele aí tra veiz&#8221;<br />
&#8211; Quem melhor pra prestar solidariedade a um condenado do que outro condenado?</p>
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