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	Comentários sobre: O eleitor é apenas um detalhe. Coluna Carlos Brickmann	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		Por: Carla L.S.- Lieberman		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla L.S.- Lieberman]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2018 20:42:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O jornalista Carlos Brickmann presta um relevante serviço a toda a sociedade ao divulgar a recentemente firmada parceria entre o Ministério da Saúde e o CVV. É digna de nota, e sob todos os aspectos elogiável, a universalização do serviço oferecido por esta instituição. Na clínica psiquiátrica são recorrentes as histórias de pessoas em estado de grande sofrimento afetivo ou emocional que precisam saber-se objeto da atenção de alguém e, não a encontrando, antecipam o próprio fim. Como se sabe, encontrar do outro lado da linha um anônimo que está disposto a não discordar ou disputar opiniões, a apenas ouvir para oferecer compreensão, é fato que traz, por si só, alívio a quem quer saber que seu sofrimento não se passa em completa solidão. Isso é o mais importante no momento da crise emocional mais profunda, quando um ser humano apenas necessita de outro, e nem sempre o encontra no círculo de suas amizades ou em seu meio familiar (quando deles ainda dispõe, o que raramente ocorre: na maioria, suicidas são pessoas solitárias, abandonadas, normalmente afetiva e intelectualmente desprezadas). É, porém, para evitar mal-entendidos e esperanças infundadas, importantíssimo que se esclareça o seguinte: as causas de um suicídio, tão variadas quanto de difícil identificação, devem ser tratadas por profissionais competentes para tal. A oferta do apoio e da companhia em voz encontrados numa linha telefônica tem lugar absolutamente essencial na tarefa da Saúde Pública para evitar o maior número possível de consumação de casos, mas o que definitivamente oferece estabilidade emocional e racional necessárias à restauração do equilíbrio do paciente em seu meio é o correto diagnóstico e a indicação da mais adequada terapêutica para cada caso, coisa que envolve o prosseguimento de psicoterapia e a administração de medicação eficaz, de preferência não muito depois do atendimento telefônico. O atendente do CVV, normalmente bem preparado, cuidadoso e  meticuloso em seu diálogo com o suicida potencial, não pode ser o único agente dessa atenção especial a quem dela precisa. A rede pública de saúde precisa equipar-se mais e melhor para que esse prosseguimento terapêutico inter e multidisciplinar possa se apresentar ao paciente o mais rapidamente possível. A recente parceria entre o Ministério da Saúde e o CVV é fato alvissareiro, aponta para os inícios de uma política mais atenta às necessidades desses pacientes tão especiais, mas é preciso ir além, habilitando todos os postos de saúde do país, por meio da contratação e alocação de profissionais capacitados a oferecer tal prosseguimento, fato hoje ainda infelizmente muito longe de se realizar. Torçamos, pois, para que os próximos passos venham rapidamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Carlos Brickmann presta um relevante serviço a toda a sociedade ao divulgar a recentemente firmada parceria entre o Ministério da Saúde e o CVV. É digna de nota, e sob todos os aspectos elogiável, a universalização do serviço oferecido por esta instituição. Na clínica psiquiátrica são recorrentes as histórias de pessoas em estado de grande sofrimento afetivo ou emocional que precisam saber-se objeto da atenção de alguém e, não a encontrando, antecipam o próprio fim. Como se sabe, encontrar do outro lado da linha um anônimo que está disposto a não discordar ou disputar opiniões, a apenas ouvir para oferecer compreensão, é fato que traz, por si só, alívio a quem quer saber que seu sofrimento não se passa em completa solidão. Isso é o mais importante no momento da crise emocional mais profunda, quando um ser humano apenas necessita de outro, e nem sempre o encontra no círculo de suas amizades ou em seu meio familiar (quando deles ainda dispõe, o que raramente ocorre: na maioria, suicidas são pessoas solitárias, abandonadas, normalmente afetiva e intelectualmente desprezadas). É, porém, para evitar mal-entendidos e esperanças infundadas, importantíssimo que se esclareça o seguinte: as causas de um suicídio, tão variadas quanto de difícil identificação, devem ser tratadas por profissionais competentes para tal. A oferta do apoio e da companhia em voz encontrados numa linha telefônica tem lugar absolutamente essencial na tarefa da Saúde Pública para evitar o maior número possível de consumação de casos, mas o que definitivamente oferece estabilidade emocional e racional necessárias à restauração do equilíbrio do paciente em seu meio é o correto diagnóstico e a indicação da mais adequada terapêutica para cada caso, coisa que envolve o prosseguimento de psicoterapia e a administração de medicação eficaz, de preferência não muito depois do atendimento telefônico. O atendente do CVV, normalmente bem preparado, cuidadoso e  meticuloso em seu diálogo com o suicida potencial, não pode ser o único agente dessa atenção especial a quem dela precisa. A rede pública de saúde precisa equipar-se mais e melhor para que esse prosseguimento terapêutico inter e multidisciplinar possa se apresentar ao paciente o mais rapidamente possível. A recente parceria entre o Ministério da Saúde e o CVV é fato alvissareiro, aponta para os inícios de uma política mais atenta às necessidades desses pacientes tão especiais, mas é preciso ir além, habilitando todos os postos de saúde do país, por meio da contratação e alocação de profissionais capacitados a oferecer tal prosseguimento, fato hoje ainda infelizmente muito longe de se realizar. Torçamos, pois, para que os próximos passos venham rapidamente.</p>
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