Chumbo Gordo

Chegou fevereiro, não tem Carnaval. Mas no salão, mais de mil…

 Hoje, 1º de fevereiro de 2019, é o dia em que se ficará sabendo se alguma coisa realmente mudou no Congresso depois das recentes eleições ou se Brasília também será coberta pela lama, diferente daquela que maltrata Brumadinho, mas que, de certa forma, teve origem na capital federal, basta acompanhar o noticiário para saber a responsabilidade de muitos dos congressistas no desastre. Será o Senado presidido por uma figura abaixo de qualquer crítica, Renan, da laia – quase usei estirpe, mas não ficaria claro o que penso – de sarneys, eunicios, jucás ou, finalmente, chegou o dia em que  uma pessoa decente assumirá a função? Alea jacta est.

Alguém pode ter a percepção – errada, garanto – de que sou anti uma porção de pessoas, partidos e religiões, não sou, sou certamente anti duas coisas, o que considero errado e a hipocrisia. Tudo o mais que critico é mera discordância de ideias, no que posso estar certo ou errado. Mas o que vem acontecendo no Brasil  faz algum tempo se enquadra nas primeiras linhas deste parágrafo.

 (CACALO KFOURI)

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 Esta página do Estadão de hoje explica muita coisa sobre Mariana e Brumadinho

 

 

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 Na Época

 

 

A história de Lulu Kamayurá, a índia criada como filha pela ministra Damares Alves  

Índios do Xingu narram a partida da menina há 15 anos. “Chorei, e Lulu estava chorando também por deixar a avó”, diz a hoje octogenária Tanumakaru, apontada na aldeia como a “verdadeira mãe de Lulu”

Damares a apresenta como sua filha adotiva. A adoção, porém, nunca foi formalizada legalmente. A condição em que a menina, então com 6 anos de idade, foi retirada da aldeia é motivo de polêmica entre os índios.

Eles afirmam que Damares levou a menina irregularmente da tribo. Alguns detalhes se perdem na memória dos índios, mas há um fio condutor que une o relato de todos eles. Lulu deixou a aldeia sob pretexto de fazer um tratamento dentário na cidade e nunca mais voltou. Contam que Damares e Márcia Suzuki, amiga e braço direito da ministra, se apresentaram como missionárias na aldeia. Disseram-se preocupadas com a saúde bucal da menina.

 Primeiro round.

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 No UOL

 Foi amor à 1ª vista, o resto é mentira, diz Lulu, índia criada por Damares

 Lulu acredita ter sido “salva” por Márcia, pois estaria desnutrida e com problemas de saúde. A missionária se tornou referência em sua vida, inspirando-a a atuar na mesma organização como voluntária. Nove anos depois, quando completava 15 anos, Lulu diz ter voltado ao Xingu. Foi bem recebida por todos os índios na aldeia e afirma que nunca houve qualquer menção a sua retirada da aldeia de forma irregular. Ela acredita que os depoimentos publicados pela revista são fruto de uma ação “política”.

 Segundo round.

 Vai ser difícil saber quem fala a verdade.

 No UOL

 Tales Faria

 Toffoli e Gilmar apoiam Renan e Maia nos bastidores do Congresso

 Como diria o locutor do SporTV Miltom Leite, “Que beleza!”. Dois ministros do STF que estão carecas – um deles, literalmente – de saber quem é a Renan, conhecem detalhes que, nós, simples mortais desconhecemos, ainda assim o apoiam? Que país é este???

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Na Folha

 Deputada eleita tenta ocupar imóvel funcional e descobre que colega do Congresso deixou o filho no apartamento

 A deputada eleita, Tabata Amaral (PDT-SP), tomou um susto quando chegou ao imóvel funcional que a Câmara havia destinado a ela em Brasília, nesta quarta-feira (30). Ao chegar no imóvel, ela foi recepcionada pelo filho do antigo inquilino do local, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), e o rapaz não quis entregar as chaves do imóvel.

“Procurei a Câmara, expliquei a situação, tentei resolver, mas o deputado falou que eu poderia fazer o barulho que fosse que o filho dele não ia sair”, contou Tabata à repórter Thais Arbex. O partido decidiu pagar um hotel para Tabata até esta quinta (31), na esperança de que a situação se resolva.

MDB, partido ou quadrilha? E o deputado Fábio Carvalho pensa que é o salário que apequena os colegas… Ontem: ‘Não podemos nos apequenar, estamos pedindo isonomia salarial’

 Como presidente do Senado, Renan discutiu com JBS nomeação no governo; ouça

 Melhor publicar o link, fica mais fácil para perceber o risco que corremos, hoje é o Dia D, vamos ver quem será eleito presidente do Senado, daquela turma pode sair qualquer coisa.

 https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/01/como-presidente-do-senado-renan-discutiu-com-jbs-nomeacao-no-governo-ouca.shtml

 Renan nega que conversas com Joesley o incriminem: “nunca cometi (mal feito)(XXX)

(XXX) Malfeito, cara-pálida, não aprendeu nos tempos de Dilma, ela falava isso direto sobre muitos de seus (dela) colegas.

Renan disputa com Damares quem desrespeita mais o 8º mandamento.

Sem diploma, Damares já se apresentou como mestre em educação e direito

 Após ser questionada sobre formação acadêmica, ministra diz que título é bíblico

Ah, sou  mestre, doutor e professor doutor em chopp, diploma etílico emitido pelo restaurante alemão Windhuk, em São Paulo, que frequento desde 1968.

 A escaladora de goiabeira desconhece o 8º mandamento, aquele que proíbe mentir ou falsificar a verdade nas relações com os outros…

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No Blog do Ancelmo

MEC confirma censura e erra ao dizer que vídeos saíram do ar na gestão passada

Lembra que, na terça-feira, a coluna publicou que o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) – sob a aba do Ministério da Educação – tirou do ar vídeos da “TV Ines” que contavam a história de personagens como Karl Marx, Friedrich Engels, Marilena Chauí, Antonio Gramsci e Friedrich Nietzche?

Pois bem. Na noite desta quarta, o MEC divulgou nota em que confirma a censura, afirma que o Ines “abriu sindicância” para apurar o sumiço dos vídeos, mas que “a apuração preliminar já identificou, entretanto que os vídeos foram retirados em abril e em novembro de 2018. O que demonstra que a nota publicada na coluna do Ancelmo Gois, no jornal O Globo do dia 29 de janeiro de 2019, é tanto falsa quanto maldosa, ao atribuir a responsabilidade ao ministro da Educação, professor Ricardo Vélez Rodríguez, que só assumiu o ministério, em janeiro deste ano”.

Só que…
Os vídeos ainda estavam no ar no mínimo até 2 de janeiro deste ano. Veja abaixo as provas.
O que a coluna fez foi consultar o cache do Google. É um tipo de “histórico” onde é possível ver versões anteriores de uma página. Veja abaixo por exemplo que, em 2 de janeiro, ainda estava no ar o vídeo sobre Marx e, em 1 de janeiro, ainda constava o de Nietzche.

História estranha. Que o ministro é reaça e seguidor do pouco – ou nada – recomendável guru de bolsonaro, Olavo de Carvalho, não restam dúvidas, mas imaginar que um ou dois dias depois da posse iria tirar os vídeos do ar é forçar a mão. E por que deixaria os dois mais “perigosos” na visão dele?

TJ do Rio proíbe que Bíblia seja incluída em material de escola pública

A Câmara Municipal de Nova Iguaçu decidiu incluir mais um item no material escolar: a Bíblia.

 O caradurismo da turma não tem limites, tem a coragem de fazer isto e de se dizer a favor da Escola sem Partido.

De Frei Betto, sobre juíza que impediu Lula de ir ao enterro: ‘Deveria ler Antígona, de Sócrates(???!!!)

Ela deveria ler a famosa peça de Sófocles, “Antígona”, escrita cinco séculos antes de Cristo. Trata do sagrado direito de os vivos enterrarem seus mortos.

Mein Got, alguém confundiu Sófocles com Sócrates! Duvido que tenha sido o frei sofismador, apesar de as aspas no título levarem a crer que o erro é dele. No texto, o nome do autor está certo, na edição impressa o título é outro: “O direito de enterrar os mortos”. Se for para apostar, é erro do blog,

É sofisma duplamente, o corpo não está insepulto e, na peça, vivos tem o sentido de quem não morreu, não o de “vivos”, vivaldinos. E se é para citar os gregos, deveria ter aproveitado também o que escreveram sobre honestidade… 

Será que o frei tem explicação para isto?

No Antagonista:

Em dezembro de 2004, Lula, então presidente da República, não compareceu ao velório de João Inácio, um irmão por parte de pai que havia morrido de câncer.

Ele tinha agenda em Belo Horizonte, na Cúpula do Mercosul, e depois um jantar com ministros e assessores na Granja do Torto.

Em janeiro do ano seguinte, o petista também decidiu manter sua agenda presidencial à Amazônia e à Colômbia, e não foi ao enterro de Odair Inácio de Góis, outro irmão, que morreu de infarto.

Em ambos os casos, Lula enviou representantes ao velório e enterro.

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N’O Globo

 Defesa de Lula deve entrar com pedido para que ele vá à missa de sétimo dia do irmão

 E agora? O que dirá Frei Betto, já que, teoricamente, é a área dele. Na terrena, sofismou bonito.

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