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	Comentários sobre: Pode ser tudo. Pode ser nada. Coluna Carlos Brickmann	</title>
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		Por: RedFox		</title>
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					<description><![CDATA[Pode ser tudo ou nada. O ultrajante, o que não pode de forma alguma acontecer, é um Presidente da República fazer de conta que os brasileiros que se encontram na China - e nas Filipinas, onde três pessoas podem estar infectadas pelo vírus - não merecem assistência do Estado brasileiro. Trata-se de gente que pede ao governo brasileiro o mesmo tipo de assistência humanitária que os governos dos EUA, da França, do Canadá e de tantos outros países já ofereceram a seus cidadãos: um avião que os retire dá área de risco e os traga a seu território nacional. A conversa dedicada pelo capitão aos que solicitam ajuda é apenas canalha: &quot;Se lá temos algumas dezenas de vidas, aqui temos 210 milhões de brasileiros. (...) Não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas.&quot; Precisa dizer mais...? Depois de fazer contas, e concluir que dezenas devem morrer em nome da segurança nacional, o capitão seguiu em frente, com o mesmo tipo de argumento: &quot;Se você me arranjar recursos e meios, a gente começa a providenciar a partir de agora.&quot; Contabilizou a morte. Só faltava essa. Mas acho que posso ajudar. Dou ao capitão uma ideia de onde &quot;arranjar recursos e meios&quot;: converse com o Queiroz. De vez em quando, ele manda uma grana à primeira patroa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode ser tudo ou nada. O ultrajante, o que não pode de forma alguma acontecer, é um Presidente da República fazer de conta que os brasileiros que se encontram na China &#8211; e nas Filipinas, onde três pessoas podem estar infectadas pelo vírus &#8211; não merecem assistência do Estado brasileiro. Trata-se de gente que pede ao governo brasileiro o mesmo tipo de assistência humanitária que os governos dos EUA, da França, do Canadá e de tantos outros países já ofereceram a seus cidadãos: um avião que os retire dá área de risco e os traga a seu território nacional. A conversa dedicada pelo capitão aos que solicitam ajuda é apenas canalha: &#8220;Se lá temos algumas dezenas de vidas, aqui temos 210 milhões de brasileiros. (&#8230;) Não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas.&#8221; Precisa dizer mais&#8230;? Depois de fazer contas, e concluir que dezenas devem morrer em nome da segurança nacional, o capitão seguiu em frente, com o mesmo tipo de argumento: &#8220;Se você me arranjar recursos e meios, a gente começa a providenciar a partir de agora.&#8221; Contabilizou a morte. Só faltava essa. Mas acho que posso ajudar. Dou ao capitão uma ideia de onde &#8220;arranjar recursos e meios&#8221;: converse com o Queiroz. De vez em quando, ele manda uma grana à primeira patroa.</p>
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