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	Comentários sobre: O dia depois. Por Marli Gonçalves	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		<title>
		Por: Marli Gonçalves		</title>
		<link>https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48938</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marli Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 19:41:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48909&quot;&gt;RedFox&lt;/a&gt;.

ah, meu querido leitor! Está mesmo muito difícil, mas a gente ultrapassará essa fase.. e cantaremos e dançaremos nas ruas. 
Beijão pra vcs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48909">RedFox</a>.</p>
<p>ah, meu querido leitor! Está mesmo muito difícil, mas a gente ultrapassará essa fase.. e cantaremos e dançaremos nas ruas.<br />
Beijão pra vcs</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Marli Gonçalves		</title>
		<link>https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48937</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marli Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 19:39:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48932&quot;&gt;José Arthur Latache Pimentel Jr&lt;/a&gt;.

vamos nos curvar uns diante dos outros...beijão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48932">José Arthur Latache Pimentel Jr</a>.</p>
<p>vamos nos curvar uns diante dos outros&#8230;beijão</p>
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		<title>
		Por: José Arthur Latache Pimentel Jr		</title>
		<link>https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48932</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Arthur Latache Pimentel Jr]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 17:31:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Querida Marli
A continência é resquício da cavalaria: usavam a mão para manter aberta a viseira da armadura.
O aperto de mão, por incrível que pareça, é ainda pior: os dois cavaleiros mantinham as mãos apertadas para impedir, ou atrapalhar, que num gesto de traição um, ou os dois, utilizasse a mão direita, dominante para a maioria, para sacar e utilizar as suas espadas.
Já os orientais, com certeza por terem a muito passado por situações parecidas, lembrando que japonês gripado é quem utiliza máscara, cumprimentam à distância.
Novas situações, novos hábitos: pode ser que o cumprimento japonês prevaleça entre nós, como pode ser que prevaleça o cumprimento bancário; torço pelo primeiro.
Beijos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querida Marli<br />
A continência é resquício da cavalaria: usavam a mão para manter aberta a viseira da armadura.<br />
O aperto de mão, por incrível que pareça, é ainda pior: os dois cavaleiros mantinham as mãos apertadas para impedir, ou atrapalhar, que num gesto de traição um, ou os dois, utilizasse a mão direita, dominante para a maioria, para sacar e utilizar as suas espadas.<br />
Já os orientais, com certeza por terem a muito passado por situações parecidas, lembrando que japonês gripado é quem utiliza máscara, cumprimentam à distância.<br />
Novas situações, novos hábitos: pode ser que o cumprimento japonês prevaleça entre nós, como pode ser que prevaleça o cumprimento bancário; torço pelo primeiro.<br />
Beijos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: RedFox		</title>
		<link>https://www.chumbogordo.com.br/30841-o-dia-depois-por-marli-goncalves/#comment-48909</link>

		<dc:creator><![CDATA[RedFox]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2020 01:56:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Minha cara. Depressão, como diz minha patroa psiquiatra, é uma coisa fácil de definir (para além da neuroquímica, claro): ausência de esperança, de projetos, de desejos realizáveis ou não. Infelizmente, parece-me que estamos nos encostando nela, coletivamente, mundialmente, para muito em breve mergulhar de vez. E só deus sabe se será possível sair (tenho dúvidas de que seja seu plano...). Sentimo-nos todos, hoje, um pouco amargos, soturnos, incertos sobre o que encontraremos amanhã, ao abrir os olhos. A única certeza é a de que encontraremos um mundo menor. Ele será outro, quem conhecemos e amamos poderá dele não mais fazer parte, e mesmo o que sobrar do país será pior do que este que conhecemos hoje. À depressão que já alimentamos com o isolamento que nos é imposto e com o medo do apocalipse, se seguirá aquela que o país viverá economicamente. Quem viu a versão spielberguiana da Guerra dos Mundos, pôde assistir à destruição de alienígenas poderosos que nos invadiam, não porque tínhamos armas poderosas, mas por ter nossos vírus e bactérias para os quais ET nenhum no universo está preparado. Se antes de tentar nos invadir, os ETs soubessem de nossa diversidade natural de microrganismos, por certo desistiriam da conquista. A depressão seria a deles. Coronavírus neles, mas deveriam ser feitos só pra eles!
Restou a nossa depressão. Já abandonei minhas caminhadas ao ar livre, porque dizem que é perigoso, e já tem quase um mês que não entro num cinema (o que muito me aborrece). Cafés, não frequento mais. Restaurantes, tenho passado longe. Já declinei de um convite para um jantar com amigos e de uma reunião familiar dominical, já abandonei a ideia de receber em minha casa alunos em fase de redação de tese - o que atrasa os trabalhos deles e o meu. Não sou do tipo que gosta de pregar quadros, arrumar armários, por estantes e prateleiras em ordem - de fato, gosto da desordem clássica das minhas estantes, com livros em todas as posições, inclusive fora delas. Mas fazer o quê? Vivemos um momento único, de proporções únicas, de consequências idem. Faz a gente se lembrar de que a morte também é única. Sinto-me pessimista. Alegra-me muito saber que meus Pomerânias não adoecerão, mas confesso que temo pela possibilidade de que ninguém mais possa cuidar deles como eu e minha patroa fazemos. O vídeo que vi hoje na edição das 18hs da globonews, mostrando a luta inglória de médicos italianos no norte da Itália, é de deixar qualquer um deprimido o suficiente para perder algumas lágrimas. Lágrimas de desesperança. De desespero. Não quero que meus Pomerânias vivam sem mim!
Assim como você, cara Marli, desejo muito o tal &#039;dia depois&#039;. Quando ouço o Ministro da Saúde garantindo que entre o meio de abril e o fim de agosto o sistema de saúde brasileiro estará totalmente colapsado (o que significa que ninguém mais poderá ser atendido, ou seja, todo mundo morre sem medicação e médico), fico na dúvida sobre a existência desse dia.
Putz, estou muito deprimido... Desculpa aí.
Na próxima, tentarei algo mais curto e leve.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha cara. Depressão, como diz minha patroa psiquiatra, é uma coisa fácil de definir (para além da neuroquímica, claro): ausência de esperança, de projetos, de desejos realizáveis ou não. Infelizmente, parece-me que estamos nos encostando nela, coletivamente, mundialmente, para muito em breve mergulhar de vez. E só deus sabe se será possível sair (tenho dúvidas de que seja seu plano&#8230;). Sentimo-nos todos, hoje, um pouco amargos, soturnos, incertos sobre o que encontraremos amanhã, ao abrir os olhos. A única certeza é a de que encontraremos um mundo menor. Ele será outro, quem conhecemos e amamos poderá dele não mais fazer parte, e mesmo o que sobrar do país será pior do que este que conhecemos hoje. À depressão que já alimentamos com o isolamento que nos é imposto e com o medo do apocalipse, se seguirá aquela que o país viverá economicamente. Quem viu a versão spielberguiana da Guerra dos Mundos, pôde assistir à destruição de alienígenas poderosos que nos invadiam, não porque tínhamos armas poderosas, mas por ter nossos vírus e bactérias para os quais ET nenhum no universo está preparado. Se antes de tentar nos invadir, os ETs soubessem de nossa diversidade natural de microrganismos, por certo desistiriam da conquista. A depressão seria a deles. Coronavírus neles, mas deveriam ser feitos só pra eles!<br />
Restou a nossa depressão. Já abandonei minhas caminhadas ao ar livre, porque dizem que é perigoso, e já tem quase um mês que não entro num cinema (o que muito me aborrece). Cafés, não frequento mais. Restaurantes, tenho passado longe. Já declinei de um convite para um jantar com amigos e de uma reunião familiar dominical, já abandonei a ideia de receber em minha casa alunos em fase de redação de tese &#8211; o que atrasa os trabalhos deles e o meu. Não sou do tipo que gosta de pregar quadros, arrumar armários, por estantes e prateleiras em ordem &#8211; de fato, gosto da desordem clássica das minhas estantes, com livros em todas as posições, inclusive fora delas. Mas fazer o quê? Vivemos um momento único, de proporções únicas, de consequências idem. Faz a gente se lembrar de que a morte também é única. Sinto-me pessimista. Alegra-me muito saber que meus Pomerânias não adoecerão, mas confesso que temo pela possibilidade de que ninguém mais possa cuidar deles como eu e minha patroa fazemos. O vídeo que vi hoje na edição das 18hs da globonews, mostrando a luta inglória de médicos italianos no norte da Itália, é de deixar qualquer um deprimido o suficiente para perder algumas lágrimas. Lágrimas de desesperança. De desespero. Não quero que meus Pomerânias vivam sem mim!<br />
Assim como você, cara Marli, desejo muito o tal &#8216;dia depois&#8217;. Quando ouço o Ministro da Saúde garantindo que entre o meio de abril e o fim de agosto o sistema de saúde brasileiro estará totalmente colapsado (o que significa que ninguém mais poderá ser atendido, ou seja, todo mundo morre sem medicação e médico), fico na dúvida sobre a existência desse dia.<br />
Putz, estou muito deprimido&#8230; Desculpa aí.<br />
Na próxima, tentarei algo mais curto e leve.</p>
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