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	Comentários sobre: Querendo saber de você. Por Marli Gonçalves	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		Por: RedFox		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[RedFox]]></dc:creator>
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					<description><![CDATA[Prezada. Não duvido de que estejamos &#039;definhando&#039;, ou qualquer outro nome que se dê a isso, mas acho que a gente, sem dar nomes, sabe do que se trata, cada um em sua vida, vivendo menos do que queria. O problema desse conceito de definhamento, penso eu, é que a gente fica sem saber se o desânimo, ou a apatia, ou a semi-inércia não destrutiva que sentimos naturalmente quando nada de excepcional nos ocorre apenas não recebeu um rótulo novo. A descrição que Adam Grant oferece é (compreensivelmente, pois se trata de artigo de jornal) curta demais para saber se &#039;definhar&#039; não é simplesmente o estofo natural da vida de todo mundo quando ela não experimenta momentos que sejam especialmente tristes ou alegres. Digamos assim, uns 90% de nosso tempo, por baixo. A metáfora do para-brisa embaçado trazida por Grant bem poderia ser usada para descrever tudo o que acontece de segunda a sexta na sala de aula, ou no escritório, ou fazendo faxina, ou andando pelo supermercado, ou pensando no que fazer no próximo fim-de-semana. E quantas vezes, afinal, não descreve o próprio fim-de-semana, quando é menos proveitoso do que o esperado, já que nem sempre (quase nunca) o prometido na véspera se vê realizado depois? Em suma, parece-me que queremos muito dar um nome para a coisa - necessidade que, diga-se, o próprio Grant reconhece genuinamente humana - sem saber exatamente por que razão ela agora nos parece tão diferente, já que nem é tão diferente assim de tudo o que sempre vivemos na parte mais normal de nossas vidas 90% normais. Se é que há algo novo agora (nem sei se é tão novo assim...), creio que se encontra no fato de querermos ver o novo, querermos ver outra coisa nessa repetição cansativa, longuíssima, de algo tão antigo quanto natural: nossa capacidade de viver menos do que desejamos, contentando-nos com menos do que queríamos, e nos adequarmos a tudo isso, natural e normalmente. Digamos, pois, assim: sem &#039;definhamento&#039;, jamais conseguiríamos!

Mas, afinal, sempre há a esperança de um novo fim-de-semana no horizonte, você não acha...?!

Salve a vacina! Demora, mas ela vem!
Keep safe!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezada. Não duvido de que estejamos &#8216;definhando&#8217;, ou qualquer outro nome que se dê a isso, mas acho que a gente, sem dar nomes, sabe do que se trata, cada um em sua vida, vivendo menos do que queria. O problema desse conceito de definhamento, penso eu, é que a gente fica sem saber se o desânimo, ou a apatia, ou a semi-inércia não destrutiva que sentimos naturalmente quando nada de excepcional nos ocorre apenas não recebeu um rótulo novo. A descrição que Adam Grant oferece é (compreensivelmente, pois se trata de artigo de jornal) curta demais para saber se &#8216;definhar&#8217; não é simplesmente o estofo natural da vida de todo mundo quando ela não experimenta momentos que sejam especialmente tristes ou alegres. Digamos assim, uns 90% de nosso tempo, por baixo. A metáfora do para-brisa embaçado trazida por Grant bem poderia ser usada para descrever tudo o que acontece de segunda a sexta na sala de aula, ou no escritório, ou fazendo faxina, ou andando pelo supermercado, ou pensando no que fazer no próximo fim-de-semana. E quantas vezes, afinal, não descreve o próprio fim-de-semana, quando é menos proveitoso do que o esperado, já que nem sempre (quase nunca) o prometido na véspera se vê realizado depois? Em suma, parece-me que queremos muito dar um nome para a coisa &#8211; necessidade que, diga-se, o próprio Grant reconhece genuinamente humana &#8211; sem saber exatamente por que razão ela agora nos parece tão diferente, já que nem é tão diferente assim de tudo o que sempre vivemos na parte mais normal de nossas vidas 90% normais. Se é que há algo novo agora (nem sei se é tão novo assim&#8230;), creio que se encontra no fato de querermos ver o novo, querermos ver outra coisa nessa repetição cansativa, longuíssima, de algo tão antigo quanto natural: nossa capacidade de viver menos do que desejamos, contentando-nos com menos do que queríamos, e nos adequarmos a tudo isso, natural e normalmente. Digamos, pois, assim: sem &#8216;definhamento&#8217;, jamais conseguiríamos!</p>
<p>Mas, afinal, sempre há a esperança de um novo fim-de-semana no horizonte, você não acha&#8230;?!</p>
<p>Salve a vacina! Demora, mas ela vem!<br />
Keep safe!</p>
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