Coreia do Norte

O exemplo da Coreia do Norte. Por Edmilson Siqueira

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, no início da pandemia, mandou de volta um carregamento de três milhões de doses de vacina contra a covid 19. Motivo: ele acreditava que a vacina provocaria reações na população. Não se sabe se ele disse que os coreanos poderiam virar jacaré. A única medida adotada contra a pandemia, talvez quando ele descobriu que ela existia realmente, foi o isolamento, o que não é de todo eficiente sem a vacina. Agora, pela primeira vez, temos a notícia de que há um surto de covid 19 na Coreia do Norte.

 Se houve algum surto antes, se morreu muita gente, não sabemos, já que ditaduras costumam impedir que notícias desse tipo sejam divulgadas e a imprensa é totalmente chapa branca. Sabe aquele modelo que qualquer ditador adora? Começa com a “regulamentação da mídia” como os petistas gostam de falar e os bolsonaristas apoiam firmemente, basta ver os ataques à Globo, aos jornais independentes e, por outro lado, a compra de veículos como a TV Jovem Pan News cujo noticiário parece ter sido escrito dentro do Palácio do Planalto e cujos comentaristas se esforçam para elogiar o presidente a partir de seus toscos discursos.

Voltando à Coreia, de acordo com a agência oficial de notícias KCNA, o ditador Kim Jong Un convocou nesta quinta-feira, uma reunião de emergência de seu gabinete político e anunciou que implementaria um sistema de controle do vírus de “emergência máxima” com o objetivo de “eliminar a raiz no menor tempo possível”.

Kim “ordenou a todas as cidades e municípios do país que adotem o confinamento cuidadoso em suas áreas”, afirmou a KCNA. Fábricas, estabelecimentos comerciais e residências devem permanecer fechados e reorganizados para “bloquear de maneira impecável a propagação do vírus maligno”, insistiu a agência estatal.

Mas o melhor vem agora: Kim garantiu que, “devido ao alto nível de conscientização política da população, superaremos com toda segurança a emergência e teremos êxito com o plano de quarentena de emergência”. Conscientização política na Coreia do Norte é assim: o governo dá uma ordem e quem não obedecer, vai preso. Essa “conscientização” por lá tem nome: medo.

 O fato do governo assumir que há um surto, pode significar que a covid 19, com a variante Ômicron do vírus, que é mais contagiante, já matou muita gente e vai matar mais ainda. A paralisação do país deve levar a um caos em todos os setores, principalmente no de alimentação, num país cuja maioria da população já é subnutrida.

 O exemplo da ditadura coreana, que é comunista, poderia estar acontecendo no Brasil, caso Bolsonaro levasse seus planos de não vacinar a população, de não adotar quarentena e focar na economia e não na saúde. Aliás, ele disse recentemente, na maior cara de pau, que a economia está ruim porque os governadores adotaram medidas de isolamento contra a covid.

Aconteceria aqui também, porque, como se vê, ditadores ou proto-ditadores como Bolsonaro, têm a mesma atitude diante dos problemas. Para eles, a vida da população sempre vem em segundo plano diante de alguma dificuldade econômica.

 Conclusão: ditadura é tudo igual, ditadores ou aprendizes de ditadores, deveriam ser engaiolados e expostos à visitação pública como um exemplo que jamais deve ser seguido.

Pois aqui no Brasil estamos diante de dois aprendizes de ditadores que poderão ser eleitos daqui a cinco meses e governarão o Brasil pelos  quatro ou oito próximos anos. Parece que a maioria da população prefere ser dirigida por um ignorante de esquerda ou de direita e ficar nesse atraso secular do que colaborar para que o Brasil se desenvolva e se coloque a caminho do primeiro mundo.

O eleitor brasileiro, em sua maioria, prefere a miséria à riqueza, prefere o chicote à liberdade, prefere a ditadura à democracia. Então, a única saída é sofrer nas mãos desses corruptos e genocidas que ele insiste em eleger.

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Edmilson Siqueira é jornalista

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