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	Comentários sobre: Lei Maria da Penha ou pistola? Por Myrthes Suplicy Vieira	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		Por: RedFox		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[RedFox]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2022 02:12:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cara Myrthes. Que bom, enfim, ter um pouco de tempo fazer uma visita por aqui e ler algo tão bem elaborado. Bem, de meu ponto de vista, não é difícil entender o mecanismo fundante do - vá lá - ‘pensamento’ do energúmeno. Para ele, ainda que colateralmente, tudo tem a ver com o valor conferido à morte (fenômeno natural e naturalmente seletivo), não à vida (que as sociedades humanas tentam preservar, com leis e costumes culturais, não naturais). Sua paixão pelas armas de fogo apenas evidencia a compulsão tanatológica. Por outro lado, a mulher, ou o gênero feminino - fenomenologicamente, a origem de toda vida - não devem ser muito apreciados por quem parece ter tentado matar um país inteiro durante uma pandemia, e já defendeu publicamente laqueadura obrigatória para mulheres pobres como condição para que recebessem Bolsa-Família (sim, é verdade).

É significativo que esse boçalão tenha oposto uma arma de fogo a uma lei. Sua sugestão - de que se prefira o recurso às armas às garantias oferecidas pela lei - tem um significado óbvio: valoriza-se aqui o império de outra Lei, a da natureza, ou seja, a do mais forte que vence, por seus méritos naturais, o mais fraco, que é fraco também por natureza. Deus fez assim, e assim deve ser. Torna-se mais fácil então entender a oposição entre a força-da-lei dos humanos (que o ogro quer apenas destruir) e a Lei-da-Força daqueles que, armados, praticam um tipo muito particular de retorno à natureza: o justiceiro natural, que é estranho às convenções sociais igualitárias projetadas para eliminar vantagens naturais de uns sobre outros, enfim vai à forra contra a civilização das leis, eliminando estas em favor do uso da força. Isso repõe as coisas em seu lugar. A natureza vence o humano. Cá e lá, o animal prevaleceu... Nem é, pois, questão de apontar a opacidade mental de quem menciona a lei Maria da Penha (nascida para proteger mulheres de seus parceiros estúpidos, não para que elas os matem) e a opõe a uma pistola (objeto inventado apenas para matar, não proteger). Ao sugerir que mulheres disponham de pistolas para enfrentar gente estranha, o mentecapto apenas reforça sua fé no seu modelo de mundo perfeito: aquele em que pessoas se respeitam não pela intermediação do fato social (institucional, legal, pedagógico), mas pela força natural bruta livre de todas as convenções humanas (reparadoras, igualitárias, protetivas). É a selva, enfim, na qual ele e seus comparsas vivem seu estado de natureza. (Repare que o capitão, de fato, não fala: nos melhores momentos, quando quase parece inteligível, ele grunhe. Até pela linguagem signicamente articulada, invenção puramente humana, ele alimenta ódio. Sua dicção mais parece a de um urso mastigando um salmão.)

A notar que as próximas eleições, de um modo ou de outro, ou reporão o país num caminho civilizatório e - se possível - pacificador, ou o remeterão de vez rumo à barbárie e à guerra de todos contra todos. Saibam ou não, os brasileiros estão agora entre Jean-Jacques Rousseau e Thomas Hobbes. Desejem-no ou não, terão de optar pela força-da-lei ou pela lei-da-força. Quem diria... o cavaleiro brazuca do apocalipse foi profético.

Você prefere a lei ou a pistola?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Myrthes. Que bom, enfim, ter um pouco de tempo fazer uma visita por aqui e ler algo tão bem elaborado. Bem, de meu ponto de vista, não é difícil entender o mecanismo fundante do &#8211; vá lá &#8211; ‘pensamento’ do energúmeno. Para ele, ainda que colateralmente, tudo tem a ver com o valor conferido à morte (fenômeno natural e naturalmente seletivo), não à vida (que as sociedades humanas tentam preservar, com leis e costumes culturais, não naturais). Sua paixão pelas armas de fogo apenas evidencia a compulsão tanatológica. Por outro lado, a mulher, ou o gênero feminino &#8211; fenomenologicamente, a origem de toda vida &#8211; não devem ser muito apreciados por quem parece ter tentado matar um país inteiro durante uma pandemia, e já defendeu publicamente laqueadura obrigatória para mulheres pobres como condição para que recebessem Bolsa-Família (sim, é verdade).</p>
<p>É significativo que esse boçalão tenha oposto uma arma de fogo a uma lei. Sua sugestão &#8211; de que se prefira o recurso às armas às garantias oferecidas pela lei &#8211; tem um significado óbvio: valoriza-se aqui o império de outra Lei, a da natureza, ou seja, a do mais forte que vence, por seus méritos naturais, o mais fraco, que é fraco também por natureza. Deus fez assim, e assim deve ser. Torna-se mais fácil então entender a oposição entre a força-da-lei dos humanos (que o ogro quer apenas destruir) e a Lei-da-Força daqueles que, armados, praticam um tipo muito particular de retorno à natureza: o justiceiro natural, que é estranho às convenções sociais igualitárias projetadas para eliminar vantagens naturais de uns sobre outros, enfim vai à forra contra a civilização das leis, eliminando estas em favor do uso da força. Isso repõe as coisas em seu lugar. A natureza vence o humano. Cá e lá, o animal prevaleceu&#8230; Nem é, pois, questão de apontar a opacidade mental de quem menciona a lei Maria da Penha (nascida para proteger mulheres de seus parceiros estúpidos, não para que elas os matem) e a opõe a uma pistola (objeto inventado apenas para matar, não proteger). Ao sugerir que mulheres disponham de pistolas para enfrentar gente estranha, o mentecapto apenas reforça sua fé no seu modelo de mundo perfeito: aquele em que pessoas se respeitam não pela intermediação do fato social (institucional, legal, pedagógico), mas pela força natural bruta livre de todas as convenções humanas (reparadoras, igualitárias, protetivas). É a selva, enfim, na qual ele e seus comparsas vivem seu estado de natureza. (Repare que o capitão, de fato, não fala: nos melhores momentos, quando quase parece inteligível, ele grunhe. Até pela linguagem signicamente articulada, invenção puramente humana, ele alimenta ódio. Sua dicção mais parece a de um urso mastigando um salmão.)</p>
<p>A notar que as próximas eleições, de um modo ou de outro, ou reporão o país num caminho civilizatório e &#8211; se possível &#8211; pacificador, ou o remeterão de vez rumo à barbárie e à guerra de todos contra todos. Saibam ou não, os brasileiros estão agora entre Jean-Jacques Rousseau e Thomas Hobbes. Desejem-no ou não, terão de optar pela força-da-lei ou pela lei-da-força. Quem diria&#8230; o cavaleiro brazuca do apocalipse foi profético.</p>
<p>Você prefere a lei ou a pistola?</p>
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		Por: José Alves Ferreira		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Alves Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2022 17:26:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Impossível acrescentar algo!
Texto fantástico, absolutamente irrepreensível e contundente!
Inté!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Impossível acrescentar algo!<br />
Texto fantástico, absolutamente irrepreensível e contundente!<br />
Inté!</p>
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