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	Comentários sobre: O &#8220;pintou um clima&#8221; de Jair Bolsonaro&#8230;Por Fernando Gabeira	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		<title>
		Por: Varlice Ramos		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Varlice Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2022 17:34:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Costumo concordar com seus textos, Gabeira, que, aliás, admiro pela coerência e lucidez. 
Mas este não seguiu tal regra.
Pode-se dizer que Bolsonaro é hipócrita? Com certeza! E machista também: não é justificativa, é uma constatação, foi a educação italiana que recebeu onde o desejo de boa sorte nos casamentos se traduzia com &quot;auguri e figli maschi&quot;.
Parece que para o articulista o presidente é, porém, o único a merecer de fato tal adjetivo.
Não haverá em toda a santa Brasília outro hipócrita, que horror! - (circunscrevo o perímetro para a capital federal para fins meramente didático-políticos, já que o epíteto encontraria exemplos a mancheia por todo o país e em todas as áreas: atire a primeira pedra, Gabeira).
Enviar carta aos líderes evangélicos na tentativa de se aproximar de um nicho que cresce todos os dias - e, portanto, com possibilidade de milhares de votos (é disso que se trata) seria exatamente o quê para o articulista? Ato de boa vontade? Nem uma pontinha aí de hipocrisia?
Ironicamente o texto foi lido por ninguém menos do que Gilberto Carvalho, aquele cujo nome também esteve envolvido - para citar somente um escândalo - no assassinato de Celso Daniel (não foi tentativa de, menos ainda plano que só ficou no nível das ideias: foi a sua consecução) cujo desfecho até hoje carece de esclarecimentos devidos e varrido para baixo do tapete, já que todas as testemunhas convenientemente morreram, assim como também o primeiro médico legista do caso que apareceu &#039;suicidado&#039; e a mídia... ora, a mídia.
Como comentei em resposta a artigo de Alexandre Henrique Santos neste blog - que entendeu que agora pensamento é crime (já pensou?) - mostre-me o defeito de um dos candidatos à presidência e encontrarei similar no outro.
A citada linguagem de vestiário masculino de um encontra eco na linguagem de sindicalista de outro (aqui, Jandira Feghali em 2016 enquanto diz que Lula está &#039;tranquilo&#039; ele, atrás, vocifera impropérios ao telefone: https://www.youtube.com/watch?v=Y9e_YaoxAD8  / aqui, em 24/08/2017 na Bahia, destratando subordinado num linguajar fino e educado: https://www.youtube.com/watch?v=WfwHCa0AzIM).
Já a também citada complacência de adversários tanto quanto do mundo político com os &quot;olhares libidinosos&quot; do presidente para pobres meninas venezuelanas também encontrou equivalência num certo evento de 1980, quando Lula tentou assediar sexualmente um &#039;cumpanhêro&#039; - o que ali houve foi bem mais do que um mero &quot;pintou um clima&quot; e, no meu entender, bem mais grave do que um pensamento; de fato, foi a tentativa de estupro que veio à tona em 2009 e prontamente rechaçada por Gilberto Carvalho (olha ele aí de novo) e todo o PT. A vítima até hoje prefere não falar sobre o assunto e inclusive se desfiliou do partido (aqui: https://www.dn.pt/globo/cplp/lula-acusado-de-sevicias-sexuais-nos-anos-1980-1440250.html); jogou-se mais uma vez para baixo do tapete um evento desabonador sobre esse torneiro-mecânico, milagre da política brasileira. Imagino que argumentos foram usados para que Benjamin nunca confirmasse tal história.
Encontrou também complacência naquela situação para lá de vergonhosa para a primeira dama, dona Marisa Letícia, de ter de dividir o marido com a &#039;amiga íntima&#039; dele, Rose Noronha, inclusive em viagens oficiais (aqui: https://jfolharegional.com.br/mostra.asp?noticias=38482). E aqui mais uma equivalência: a educação machista de Lula ainda tão presente em todo norte e nordeste do país.
Ambos são fruto da natureza particular de cada um associada ao meio em que viveram e foram criados - assim como todos nós - e até poderiam mudar caso vontade houvesse para isso, coisa que não há. 
São o que são e entre esses dois senhores a espada de Dâmocles pendula num vai e vem tenebroso sobre a cabeça do Brasil. Uma ironia ter de escolher entre um e outro.
Os exemplos poderiam continuar: Bolsonaro e Lula se EQUIVALEM na letalidade que carregam consigo, cada um a seu modo, para o país.
Nem um, nem outro.
Porém só se lembrar dos pecados (tristes e infames) de um deles se esquecendo convenientemente de tudo o que o outro foi, fez e é, para mim não é honesto, principalmente em se tratando de profissionais de jornalismo (que deveriam fornecer notícias através dos fatos tendo sempre a lembrança de eventos anteriores como subsídio a esclarecer o público) e cuja memória ultimamente parece ter entrado em estado de proposital esquecimento, uma esclerose mental sabe-se lá o por quê - ou pior, em conivente stand by.
Um dia saberemos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo concordar com seus textos, Gabeira, que, aliás, admiro pela coerência e lucidez.<br />
Mas este não seguiu tal regra.<br />
Pode-se dizer que Bolsonaro é hipócrita? Com certeza! E machista também: não é justificativa, é uma constatação, foi a educação italiana que recebeu onde o desejo de boa sorte nos casamentos se traduzia com &#8220;auguri e figli maschi&#8221;.<br />
Parece que para o articulista o presidente é, porém, o único a merecer de fato tal adjetivo.<br />
Não haverá em toda a santa Brasília outro hipócrita, que horror! &#8211; (circunscrevo o perímetro para a capital federal para fins meramente didático-políticos, já que o epíteto encontraria exemplos a mancheia por todo o país e em todas as áreas: atire a primeira pedra, Gabeira).<br />
Enviar carta aos líderes evangélicos na tentativa de se aproximar de um nicho que cresce todos os dias &#8211; e, portanto, com possibilidade de milhares de votos (é disso que se trata) seria exatamente o quê para o articulista? Ato de boa vontade? Nem uma pontinha aí de hipocrisia?<br />
Ironicamente o texto foi lido por ninguém menos do que Gilberto Carvalho, aquele cujo nome também esteve envolvido &#8211; para citar somente um escândalo &#8211; no assassinato de Celso Daniel (não foi tentativa de, menos ainda plano que só ficou no nível das ideias: foi a sua consecução) cujo desfecho até hoje carece de esclarecimentos devidos e varrido para baixo do tapete, já que todas as testemunhas convenientemente morreram, assim como também o primeiro médico legista do caso que apareceu &#8216;suicidado&#8217; e a mídia&#8230; ora, a mídia.<br />
Como comentei em resposta a artigo de Alexandre Henrique Santos neste blog &#8211; que entendeu que agora pensamento é crime (já pensou?) &#8211; mostre-me o defeito de um dos candidatos à presidência e encontrarei similar no outro.<br />
A citada linguagem de vestiário masculino de um encontra eco na linguagem de sindicalista de outro (aqui, Jandira Feghali em 2016 enquanto diz que Lula está &#8216;tranquilo&#8217; ele, atrás, vocifera impropérios ao telefone: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y9e_YaoxAD8" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=Y9e_YaoxAD8</a>  / aqui, em 24/08/2017 na Bahia, destratando subordinado num linguajar fino e educado: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WfwHCa0AzIM" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=WfwHCa0AzIM</a>).<br />
Já a também citada complacência de adversários tanto quanto do mundo político com os &#8220;olhares libidinosos&#8221; do presidente para pobres meninas venezuelanas também encontrou equivalência num certo evento de 1980, quando Lula tentou assediar sexualmente um &#8216;cumpanhêro&#8217; &#8211; o que ali houve foi bem mais do que um mero &#8220;pintou um clima&#8221; e, no meu entender, bem mais grave do que um pensamento; de fato, foi a tentativa de estupro que veio à tona em 2009 e prontamente rechaçada por Gilberto Carvalho (olha ele aí de novo) e todo o PT. A vítima até hoje prefere não falar sobre o assunto e inclusive se desfiliou do partido (aqui: <a href="https://www.dn.pt/globo/cplp/lula-acusado-de-sevicias-sexuais-nos-anos-1980-1440250.html" rel="nofollow ugc">https://www.dn.pt/globo/cplp/lula-acusado-de-sevicias-sexuais-nos-anos-1980-1440250.html</a>); jogou-se mais uma vez para baixo do tapete um evento desabonador sobre esse torneiro-mecânico, milagre da política brasileira. Imagino que argumentos foram usados para que Benjamin nunca confirmasse tal história.<br />
Encontrou também complacência naquela situação para lá de vergonhosa para a primeira dama, dona Marisa Letícia, de ter de dividir o marido com a &#8216;amiga íntima&#8217; dele, Rose Noronha, inclusive em viagens oficiais (aqui: <a href="https://jfolharegional.com.br/mostra.asp?noticias=38482" rel="nofollow ugc">https://jfolharegional.com.br/mostra.asp?noticias=38482</a>). E aqui mais uma equivalência: a educação machista de Lula ainda tão presente em todo norte e nordeste do país.<br />
Ambos são fruto da natureza particular de cada um associada ao meio em que viveram e foram criados &#8211; assim como todos nós &#8211; e até poderiam mudar caso vontade houvesse para isso, coisa que não há.<br />
São o que são e entre esses dois senhores a espada de Dâmocles pendula num vai e vem tenebroso sobre a cabeça do Brasil. Uma ironia ter de escolher entre um e outro.<br />
Os exemplos poderiam continuar: Bolsonaro e Lula se EQUIVALEM na letalidade que carregam consigo, cada um a seu modo, para o país.<br />
Nem um, nem outro.<br />
Porém só se lembrar dos pecados (tristes e infames) de um deles se esquecendo convenientemente de tudo o que o outro foi, fez e é, para mim não é honesto, principalmente em se tratando de profissionais de jornalismo (que deveriam fornecer notícias através dos fatos tendo sempre a lembrança de eventos anteriores como subsídio a esclarecer o público) e cuja memória ultimamente parece ter entrado em estado de proposital esquecimento, uma esclerose mental sabe-se lá o por quê &#8211; ou pior, em conivente stand by.<br />
Um dia saberemos.</p>
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