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	Comentários sobre: Eleições. Coluna Mário Marinho	</title>
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	<description>Informação. Opinião. Pensamento.</description>
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		<title>
		Por: Torinho Portela		</title>
		<link>https://www.chumbogordo.com.br/9509-eleicoes-coluna-mario-marinho/#comment-28912</link>

		<dc:creator><![CDATA[Torinho Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2016 12:25:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.chumbogordo.com.br/9509-eleicoes-coluna-mario-marinho/#comment-28911&quot;&gt;Torinho Portela&lt;/a&gt;.

Toinho,
Às vezes, esse sentimento bate à minha porta também.
Acredito, porém, que a saudade é mais daquele tempo que vivemos do que do futebol em si.
Por exemplo, lembro-me das mangas que chupava quando criança, muitas vezes, a maioria delas, roubadas do quintal do vizinho.
Era um tipo de manga que se chamava &quot;comum&quot;. Era gostosa de danar. Escorria o caldo pelo braço, indo até o cotovelo.
Os dentes ficavam cheios de fiapos.
Há uns tempos atrás, tentei chupar uma manga dessas, mas, não deu.
Preferi buscar a boa e cara manga Palmer, sem fiapos, cortada na faca e consumida mais civilizadamente.
Tenho saudades da Rural que meu pai tinha e que me serviu de meio de transporte e lazer em ruas escuras de Belo Horizonte. 
Mas a Rural é um carro duro, muito duro.
O que leva a crer que a saudade não é bem da Rural.
Assim é com a manga.
Tanto a manga, como a Rural, como o velho Estádio Sete de Setembro, onde vi o meu América campeão, vi Zagalo jogar no gol, tomei sol e tomei chuva - tudo isso, é saudade de uma época.
Não troco o conforto das Arenas de hoje pelas duras arquibancadas do Sete de Setembro.
Nem o meu Fiesta de hoje, pela Rural do meu pai.
Mas reviveria tudo aquilo outra vez - se fosse possível.
Abração,
Mário Marinho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.chumbogordo.com.br/9509-eleicoes-coluna-mario-marinho/#comment-28911">Torinho Portela</a>.</p>
<p>Toinho,<br />
Às vezes, esse sentimento bate à minha porta também.<br />
Acredito, porém, que a saudade é mais daquele tempo que vivemos do que do futebol em si.<br />
Por exemplo, lembro-me das mangas que chupava quando criança, muitas vezes, a maioria delas, roubadas do quintal do vizinho.<br />
Era um tipo de manga que se chamava &#8220;comum&#8221;. Era gostosa de danar. Escorria o caldo pelo braço, indo até o cotovelo.<br />
Os dentes ficavam cheios de fiapos.<br />
Há uns tempos atrás, tentei chupar uma manga dessas, mas, não deu.<br />
Preferi buscar a boa e cara manga Palmer, sem fiapos, cortada na faca e consumida mais civilizadamente.<br />
Tenho saudades da Rural que meu pai tinha e que me serviu de meio de transporte e lazer em ruas escuras de Belo Horizonte.<br />
Mas a Rural é um carro duro, muito duro.<br />
O que leva a crer que a saudade não é bem da Rural.<br />
Assim é com a manga.<br />
Tanto a manga, como a Rural, como o velho Estádio Sete de Setembro, onde vi o meu América campeão, vi Zagalo jogar no gol, tomei sol e tomei chuva &#8211; tudo isso, é saudade de uma época.<br />
Não troco o conforto das Arenas de hoje pelas duras arquibancadas do Sete de Setembro.<br />
Nem o meu Fiesta de hoje, pela Rural do meu pai.<br />
Mas reviveria tudo aquilo outra vez &#8211; se fosse possível.<br />
Abração,<br />
Mário Marinho.</p>
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		<title>
		Por: Torinho Portela		</title>
		<link>https://www.chumbogordo.com.br/9509-eleicoes-coluna-mario-marinho/#comment-28911</link>

		<dc:creator><![CDATA[Torinho Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2016 12:14:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Marinho, amigo,
gostei muito de suas lembranças do primeiro voto, para mim nunca esquecível também.
Remeteram-me a algo que anteontem me veio à memória, ao votar numa escola municipal aqui perto, na minha cidade de Camaragibe.
Lembrei-me, ao premer o botão da urna no qual, quatro anos antes, outra vez a escolher o prefeito e os vereadores do município que adotei (sou recifense de nascença), havia votado &quot;nulo&quot;.
Nunca vou me esquecer de que, naquele momento, tinha 70 anos de idade, e estremeci ao recordar que, há exato meio século (1962), havia depositado (enfiado na urna, sim, num papelzinho) meu primeiro voto, este para governador de Pernambuco, sufragando o candidato Miguel Arraes de Alencar. Compadecido, naquele momento me dei conta da enorme desesperança que nós, que éramos jovens naquela época, não tínhamos então. Acho que sonhávamos.
Não sei se sonhávamos apenas porque certos sonhos têm muito a ver com a idade. Mas, entre revoltado e desiludido, agora verifico que certas fantasias vêm começando a se esvair a cada dia, por causa de tantas mudanças rápidas ocorridas em nossas cabeças despreparadas.
Sobre coisas mais sérias, como o futebol, igualmente me espanta (a este homem da caverna, definição que não me desagrada) essa história das novas regras da Copa Libertadores, da Copa Sul-Americana et. al.
Lhe digo que esses tantos certames (campeonatos estaduais, nacionais, continentais, europeus, mundiais) embaralham a cabeça de qualquer torcedor normal, do doutor ao analfabeto.
Terão os mentores dessas competições de ensinar ao público, o real (nos estádios) e o virtual (na TV, &quot;a própria&quot; ou nos tablets, smartphones ou algo mais novo que surja amanhã), uma série de operações matemáticas necessárias a fazer que ele torça por seu time.
Devo estar mesmo defasado, mas fico pasmado ao assistir a alguns programas da SporTV (obviamente sudestina, de costas para o &quot;resto&quot; do país) a discutir o assunto. Tive a pachorra de ver, há pouco, um Bem, amigos, e notar que a conotação geral da conversa se dirigia às vantagens financeiras (ou econômicas) que as modificações feitas nas competições haverão de trazer. Falou-se também, claro, de velhas e novas táticas do jogo, para mim não mais que inúteis deblaterações.
(Vanderlei Luxemburgo empatou com todos, comandados por Galvão.)
Por fim, e aqui não me furto de lhe dizer, caro amigo e brilhante comentador esportivo, que entendo ter se transformado hoje o futebol no mesmíssimo espetaculoso basquetebol norte-americano, nos mesmíssimos automobilismo, tênis, rúgbi e tantos mais esportes que perderam seu sentido que (eu diria) humano para virar mero produto de consumo.
Torça e compre!
Tenho saudade tanto do primeiro voto quanto da primeira ida ao Estádio dos Aflitos, aos 12 ou 13 anos, quando vi a Seleção Pernambucana ganhar da Seleção Sergipana  por 4 a 1!
Éramos menos globais, mais locais...
Do fundo da morna caverna, Marinho,
meu abraço, sempre positivo,
e venerado,
Toinho Portela]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marinho, amigo,<br />
gostei muito de suas lembranças do primeiro voto, para mim nunca esquecível também.<br />
Remeteram-me a algo que anteontem me veio à memória, ao votar numa escola municipal aqui perto, na minha cidade de Camaragibe.<br />
Lembrei-me, ao premer o botão da urna no qual, quatro anos antes, outra vez a escolher o prefeito e os vereadores do município que adotei (sou recifense de nascença), havia votado &#8220;nulo&#8221;.<br />
Nunca vou me esquecer de que, naquele momento, tinha 70 anos de idade, e estremeci ao recordar que, há exato meio século (1962), havia depositado (enfiado na urna, sim, num papelzinho) meu primeiro voto, este para governador de Pernambuco, sufragando o candidato Miguel Arraes de Alencar. Compadecido, naquele momento me dei conta da enorme desesperança que nós, que éramos jovens naquela época, não tínhamos então. Acho que sonhávamos.<br />
Não sei se sonhávamos apenas porque certos sonhos têm muito a ver com a idade. Mas, entre revoltado e desiludido, agora verifico que certas fantasias vêm começando a se esvair a cada dia, por causa de tantas mudanças rápidas ocorridas em nossas cabeças despreparadas.<br />
Sobre coisas mais sérias, como o futebol, igualmente me espanta (a este homem da caverna, definição que não me desagrada) essa história das novas regras da Copa Libertadores, da Copa Sul-Americana et. al.<br />
Lhe digo que esses tantos certames (campeonatos estaduais, nacionais, continentais, europeus, mundiais) embaralham a cabeça de qualquer torcedor normal, do doutor ao analfabeto.<br />
Terão os mentores dessas competições de ensinar ao público, o real (nos estádios) e o virtual (na TV, &#8220;a própria&#8221; ou nos tablets, smartphones ou algo mais novo que surja amanhã), uma série de operações matemáticas necessárias a fazer que ele torça por seu time.<br />
Devo estar mesmo defasado, mas fico pasmado ao assistir a alguns programas da SporTV (obviamente sudestina, de costas para o &#8220;resto&#8221; do país) a discutir o assunto. Tive a pachorra de ver, há pouco, um Bem, amigos, e notar que a conotação geral da conversa se dirigia às vantagens financeiras (ou econômicas) que as modificações feitas nas competições haverão de trazer. Falou-se também, claro, de velhas e novas táticas do jogo, para mim não mais que inúteis deblaterações.<br />
(Vanderlei Luxemburgo empatou com todos, comandados por Galvão.)<br />
Por fim, e aqui não me furto de lhe dizer, caro amigo e brilhante comentador esportivo, que entendo ter se transformado hoje o futebol no mesmíssimo espetaculoso basquetebol norte-americano, nos mesmíssimos automobilismo, tênis, rúgbi e tantos mais esportes que perderam seu sentido que (eu diria) humano para virar mero produto de consumo.<br />
Torça e compre!<br />
Tenho saudade tanto do primeiro voto quanto da primeira ida ao Estádio dos Aflitos, aos 12 ou 13 anos, quando vi a Seleção Pernambucana ganhar da Seleção Sergipana  por 4 a 1!<br />
Éramos menos globais, mais locais&#8230;<br />
Do fundo da morna caverna, Marinho,<br />
meu abraço, sempre positivo,<br />
e venerado,<br />
Toinho Portela</p>
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