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	Comentários sobre: Exterminadores do futuro. Coluna Carlos Brickmann	</title>
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		Por: RedFox		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[RedFox]]></dc:creator>
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					<description><![CDATA[A adoção do chamado Imposto de Renda Negativo, ou Renda Mínima na versão suplicyana, é a única medida capaz de reverter universalmente, e mais rapidamente, o problema da miséria à qual a atual pandemia conduzirá a maior parte da população, provavelmente ainda neste semestre - ou, no mais tardar, até o fim do ano. Onde conseguir o dinheiro para tanto não deveria ser o problema. Há muito disponível por aí (inclusive o que já mencionado no artigo), e basta decisão política para realizar a coisa. O maior problema, porém, é esse mesmo: vontade política. Falar de Imposto Negativo quando o governo, por meio da Receita Federal, mantém-se firme em sua voracidade arrecadadora, soa como miragem verbal. Noves fora o atendimento médico, tudo neste país já parou ou está parando, menos uma coisa: o prazo para enviar à Receita as declarações do Imposto de Renda continua inalterado e, pelo jeito, o governo não o alterará, na esperança de aliviar nossos bolsos já rasos para, supostamente, depois, muito depois, cogitar a possibilidade de nos devolver parcialmente em outras formas o que até agora apenas quer nos subtrair. Paulo Guedes, o liberal, pensa apenas em arrecadar. Não é liberal, e não é hora para isso. O momento é de distribuir renda, não de arrecadar. Se o país não acabar, a despeito das vontades e dos atos do capitão, haverá tempo de sobra para que a Receita Federal possa praticar sua voracidade sobre a classe média num futuro não muito distante. É hora de pensar na vida e nos custos de sua manutenção. A reconstrução fiscal deve vir depois. Só os vivos pagam impostos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A adoção do chamado Imposto de Renda Negativo, ou Renda Mínima na versão suplicyana, é a única medida capaz de reverter universalmente, e mais rapidamente, o problema da miséria à qual a atual pandemia conduzirá a maior parte da população, provavelmente ainda neste semestre &#8211; ou, no mais tardar, até o fim do ano. Onde conseguir o dinheiro para tanto não deveria ser o problema. Há muito disponível por aí (inclusive o que já mencionado no artigo), e basta decisão política para realizar a coisa. O maior problema, porém, é esse mesmo: vontade política. Falar de Imposto Negativo quando o governo, por meio da Receita Federal, mantém-se firme em sua voracidade arrecadadora, soa como miragem verbal. Noves fora o atendimento médico, tudo neste país já parou ou está parando, menos uma coisa: o prazo para enviar à Receita as declarações do Imposto de Renda continua inalterado e, pelo jeito, o governo não o alterará, na esperança de aliviar nossos bolsos já rasos para, supostamente, depois, muito depois, cogitar a possibilidade de nos devolver parcialmente em outras formas o que até agora apenas quer nos subtrair. Paulo Guedes, o liberal, pensa apenas em arrecadar. Não é liberal, e não é hora para isso. O momento é de distribuir renda, não de arrecadar. Se o país não acabar, a despeito das vontades e dos atos do capitão, haverá tempo de sobra para que a Receita Federal possa praticar sua voracidade sobre a classe média num futuro não muito distante. É hora de pensar na vida e nos custos de sua manutenção. A reconstrução fiscal deve vir depois. Só os vivos pagam impostos.</p>
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