O explosivo começo do Verdão. Coluna Mário Marinho

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O explosivo começo do Verdão

Coluna Mário Marinho

Na maioria das vezes, quando um time muda de técnico, há forte mudança no comportamento dos jogadores.

Alguns jogadores que, por um motivo ou outro, se sentiam encostados, marginalizados, tendem a um esforço maior; quem está bem continua e, de repente, o ambiente melhora todo mundo passa a acreditar e o resultado da soma dessas parcelas é que o time cresce de produção.

Foi o que aconteceu com o Palmeiras em sua estreia no Brasileirão.

O elenco é muito bom, mas, não fez um bom campeonato paulista sob a direção do técnico Eduardo Batista.

O novo presidente, Maurício Galiotte, sentiu que o elenco precisava de um comandante à altura e promoveu a volta do técnico Cuca.

Técnico desde que encerrou a carreira de jogador de futebol em 1998, Alexi Stival, de 63 anos, já passou por 25 times, entre idas e vindas. O Palmeiras é o 26º.

Tem três títulos estaduais (Flamengo, Cruzeiro e Atlético-MG); Copa Libertadores (Atlético MG); Brasileirão (Palmeiras 2016) e dois títulos no futebol chinês.

Não chega a ser bagagem que pague excesso de peso, mas a história recente no Palmeiras é ótima e está muito fresca na cabeça do torcedor.

A sua volta se deu no momento certo, início do Brasileirão. O time é quase o mesmo que ele dirigiu há cinco meses – na verdade, foi até melhorado.

Mas, é preciso levar-se em conta que a vitória por 4 a 0, contra o Vasco, apesar de explosiva, não foi assim tão fácil, já que os cariocas criaram e desperdiçaram ótimas chances de gol.

Outro que se de bem na primeira rodada foi a Ponte Preta que também lascou 4 a 0. Seu adversário foi o Sport Recife.

A Ponte mostra que não foi a toa que chegou à disputa do título paulista: o time é bom.

Há que se destacar a atuação do goleador Clayson, com dois gols, já com destino certo: o Corinthians.

A Ponte já perdeu outro goleador, Pokter que foi para o Internacional, e pode perder mais um atacante, o Lucas, que deve voltar para o Corinthians no meio do ano.

Mas ninguém se deu tão bem quanto o Bahia que aplicou escandalosa vitória em cima do Atlético PR: 6 a 2. E é bom que se leve em conta ainda que o primeiro gol foi marcado pelo Atlético.

A partir daí, os baianos foram avassaladores. Fizeram quatro gols em sete minutos e conquistaram a maior goleada da abertura (a maior goleada do Brasileirão do no passado foram os 5 a 0 aplicados pelo São Paulo sobre o Santa Cruz, na última rodada).

Derrotas
a lamentar

Não existe derrota a comemorar. Pensando bem, existe sim: aquela em que o time é derrotado, mas, mesmo assim, conquista o título.

Mas, algumas parecem ser mais pesadas.

Duas derrotas em destaque.

Primeira – Fluminense 3 x Santos 2. Um jogão. Resultado absolutamente normal entre dois times grandes.

O Fluminense foi fulminante e marcou o primeiro logo aos 3 minutos de jogo.

O último gol saiu aos 42 minutos do segundo tempo. E entre eles, muita emoção para o discreto público que compareceu ao Maracanã: cerca de 11.000 torcedores.

Segunda – Perder para o Cruzeiro no Mineirão não chega a ser um vexame. Os dois, Cruzeiro e São Paulo, vinham de eliminação.

Os mineiros, eliminados da Copa do Brasil e os paulistas da Copa Sul-Americana.

O jogo, na verdade, foi mesmo de times eliminados: muito fraco.

O gol saiu de uma falha do zagueiro do Tricolor que ficou reclamando alguma coisa de alguém e não viu que o lateral (ele mesmo havia colocado a bola para fora) estava sendo cobrado. Jogada rápida e o gol da vitória.

O que certamente mais faz doer a cabeça dos tricolores não é a derrota em si: todos sabem que perderam para um grande time. O problema é a série de maus resultados que o São Paulo vem colhendo sob a orientação do técnico Rogério Ceni.

O time está jogando mal, não se encontra dentro de campo, comete erros infantis.

O Brasileirão está apenas começando, não é hora de desespero, de demissão.

Rogério Ceni precisa de um pouco mais de tempo.

No sábado, o Corinthians fez sua estreia jogando em casa, casa que o corintiano adora (quase 33 mil pagantes). O adversário foi a simpática a simpática Chapecoense, a Chape que está em todos os nossos corações.

Ao contrário de suas últimas atuações, o Corinthians demorou a se encontrar em campo e até levou sufoco. Fez o seu gol, mas, acabou levando o empate: 1 a 1 que não estava nos planos de nenhum corintiano.

Principais
números

– O melhor público da rodada foi entre Flamengo 1 x Atlético MG 1, no Maracanã: 42.575 pagantes.

– O menor público foi de Ponte Preta 4 x Sport PE 0: 3.104 pagantes.

– A média de público por jogo foi de 17.592 pagantes.

– A média de gols foi de 3,1 gols nos nove jogos da primeira rodada (hoje ainda jogam Coritiba e Atlético Goianiense).

Vejam os gols do Fantástico:

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FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, nas rádios 9 de Julho, Atual e Capital. Foi duas vezes presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). Também é escritor. Tem publicados Velórios Inusitados e O Padre e a Partilha, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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