EXTRA – Arbitragens, seleção e as bolas das Copas. Coluna Mário Marinho

Arbitragens, seleção e as bolas das Copas

Extra! COLUNA MÁRIO MARINHO

Disse Zaratustra que mil anos passarão e as arbitragens continuarão a ser polêmicas.

Dificilmente acontecerá uma rodada de futebol em que o juiz não ocupará senão o principal, mas, pelo menos um dos principais assuntos dominantes na manhã seguinte das padarias.

Ou nos sôfregos debates do FaceBook que muitas vezes lembram os balcões das padarias em apaixonantes e intermináveis discussões.

No jogo do São Paulo contra a Chapecoense, nesta quinta-feira, o primeiro gol do São Paulo, marcado pelo centroavante Gilberto, foi em desbragado e indecoroso impedimento.

Alguém há de dizer: é preciso a tecnologia.

Então vamos para campos da Europa, mais precisamente na doce e perfumada França, onde o Brasil venceu o Japão por 3 a 1.

Mais do que um treino, foi diversão para nossos jogadores que precisaram apenas de meia hora de futebol sério. O resto, foi um passeio. Não quer dizer que tenha sido inútil.

Pois bem, lá o juiz se divertiu com a tecnologia, o tal de árbitro de vídeo.

Como uma criança, que antigamente ganhava um trenzinho no Natal, ele logo experimentou o brinquedinho, gostou e depois o usou num lance sem a menor importância: um cartão amarelo para Neymar.

E vamos e venhamos: parar o jogo, fazer o gesto teatral do vídeo para toda a plateia requer lance de importância, com pompa e circunstância.

Depois, como a criança que enjoa do brinquedo, não deu a menor bola para o puxão de camisa do zagueiro brasileiro no gol da seleção japonesa.

Ou seja: a tecnologia vai continuar dependendo dos humores e dos olhares agudos ou não dos humanos.

Assim sendo, não faltarão assuntos para as manhãs nas padocas da vida.

Бола да

Копа да Россия

Claro que Você não entendeu nada do que está escrito acima.

Então, eis aí: A bola da Copa da Rússia.

Ela foi apresentada em Moscou e tem seus desenhos inspirados nas bolas usadas nas Copas de 1970 e 1974.

Ei-la:

As bolas de futebol de antigamente eram de couro natural, de cor marrom e revestidas por 12 ou mais gomos costurados.

Os fornecedores eram do país onde se disputava a Copa.

Normalmente, começava-se o jogo com a bola em seu peso normal, entre 500 e 600 gramas, mas ela chegava ao final bem mais pesada, se chovesse, e totalmente disforme, longe do circulo perfeito do começo do jogo.

A Copa do Mundo de 1930 foi a única a usar duas bolas diferentes.

O jogo final foi Uruguai contra a Argentina que protestou contra o uso da bola uruguaia. Como solução salomônica, jogou-se um tempo com a bola de cada país. Com todos sabem o Uruguai venceu e se tornou o primeiro campeão do mundo.

A grande evolução da bola de futebol veio a partir de 1970, quando o fornecedor passou a ser a Adidas que, a cada Copa do Mundo, sempre apresenta novidades ou estéticas ou mesmo tecnológica.

Às vezes, não agrada a todo mundo.

Em 2010 na África do Sul, por exemplo, a tal de Jabulani foi execrada e amaldiçoada por todos os goleiros

No painel acima, as duas primeiras bolas são da Copa do Uruguai. E a última, da África do Sul.

Em 2014, aqui no Brasil, a bola usada foi a Brazuca. Abaixo a imagem dela, a imagem que nossos jogadores não viram naquele fatídico 7 a 1.

A estreia

Do goleiro

Assisti ao jogo do Brasil contra o Japão ao lado do meu neto, o Vinicius histórico corintiano de 14 anos.

Ele achou muito legal o técnico Tite ter promovido a estreia do goleiro Cássio na Seleção, mas fez esta observação:

– Ô Vô, camisa verde não fica bem no Cássio.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, nas rádios 9 de Julho, Atual e Capital. Foi duas vezes presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). Também é escritor. Tem publicados Velórios Inusitados e O Padre e a Partilha, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

 (DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

 

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