Essas meninas… Coluna Mário Marinho

Essas Meninas…

COLUNA MÁRIO MARINHO

Estava tudo correndo bem.

Vencemos o primeiro jogo, 3 a 0, com três gols da artilheira Cristiane. Ah!, mas foi contra a Jamaica que é muito fraca, disseram alguns céticos e muitos incrédulos.

Pois contra a forte Austrália, as Meninas abriram 2 a 0 e todos, até mesmo os Incrédulos de Plantão, consideraram que a vaga já estava assegurada para a as oitavas de final.

Foi aí que nos demos mal. Todos nós.

As fortes e brava australianas reagiram e viraram o placar.

Agora, a situação ficou bastante confusa.

Classificam-se os dois primeiros colocados da chave.

Neste momento, Brasil, Itália e Austrália tem três pontos ganhos.

O próximo adversário da Itália é a Jamaica. Daí, pode-se dizer que as meninas da pátria amada da Sophia Loren vão vencer com facilidade, somando seis pontos.

E o próximo adversário do Brasil será exatamente a Itália, jogo que decidirá nossa classificação.

Não vai ser fácil.

Mas, o que deu nas meninas? Segundo o técnico Vadão, houve falta de concentração no segundo tempo.

Eu concordo.

O Brasil abriu 2 a 0 (gols de Marta e Cristiane), mas sofreu o primeiro gol ainda no primeiro tempo.

Depois, levou empate e o terceiro gol, este sim, mostrou total falta de concentração.

Agora, é partir para o sofrimento que não estava previsto.

Veja os gols:

Por falar
em sofrimento…

Começa nesta sexta-feira a Copa América.

O adversário do Brasil no primeiro jogo é a Bolívia, velha freguesa de tantos carnavais.

As duas seleções já se enfrentaram 29 vezes, com um total de 20 vitórias do Brasil, 5 vitórias da Bolívia e 4 empates.

Pelos números, a tarefa não é das mais difíceis.

Porém, em se tratando de Seleção Brasileira, é bom não levar muita confiança.

Veja os gols da quarta-feira

55 ANOS DE NAMORO

Ontem dia 12 de junho, foi o dia dos Namorados.

Eu e a Vera estamos comemorando 55 anos de namoro.

Começamos em 1964.

No ano seguinte, dei a ela a primeira flor do Dia dos Namorados. De um modo geral, com algumas variações, a cena se repetiu anualmente.

Mas teve um ano que a cena quase não se repetiu.

Foi em 1985.

Naquela época, trabalhava no Jornal da Tarde. Por volta das duas da manhã, fechávamos a edição do dia e nos mandávamos para o Alemão, na Avenida Antártica, perto do estádio do Palmeiras, onde jantávamos depois de generosos copos de chope.

Uma madrugada, por volta das cinco da manhã, alguém lembrou que já era Dia dos Namorados.

– Alguém comprou alguma coisa?

Claro que não.

Resolvemos então, os quatro jornalistas com alto teor etílico, nos dirigir ao Largo do Arouche para comprar flores.

Como se sabe, todo bêbado é generoso.

E lá estávamos nós à cata das mais belas, dos mais sofisticados arranjos, quando o florista, timidamente nos interpelou.

– Desculpe a má pergunta, mas as flores são para esposa ou amante?

– Esposa!, respondemos em coral.

– Então, vou dar um conselho. Levem flores mais baratas. Se vocês chegarem em casa a essa hora, de fogo e com essas flores caras, ela vai desconfiar. Vai achar que vocês estão com a consciência culpada. Em vez de comemoração, vai ter crise.

Foi assim que naquele ano de 1985 minha caríssima metade ganhou um singelo vasinho de violetas.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

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