Pega que o emprego é teu

Há várias lutas simultâneas: a da oposição para provar que a família de Lula foi beneficiada por algum tipo de pixuleco – o que o levaria ao centro da guerra do impeachment; a do Governo para que as acusações contra Eduardo Cunha se formalizem logo e o inabilitem politicamente para conduzir o processo (tanto o Governo quanto a oposição aceitam numa boa que Cunha é mais eficiente que os demais parlamentares, e que sem ele o impeachment fica difícil). Há as batalhas judiciais (até o momento, o Governo está ganhando) para discutir os ritos do impeachment. Há as tentativas de acordo, me deixa em paz que te deixo em paz, para que Eduardo Cunha vá devagar com o impeachment e, em troca, o Governo não dramatize as inexplicadas contas na Suíça. E há aquela briga em que muitos ganham e todos nós pagamos: a farta distribuição de cargos oficiais. Feita a lambança do Ministério – que, além de imoral, foi ineficiente – abriu-se a porteira para nomeações a rodo nos escalões inferiores. Vale tudo para que o Governo Federal consiga número suficiente de parlamentares para barrar o impeachment.

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