Chumbo Gordo

Enfim, temos uma vacina. Blog do Mário Marinho

ENFIM, TEMOS UMA VACINA

BLOG DO MÁRIO MARINHO

Como todos sabem, o espaço desse Blog é ocupado com o esporte. Na maioria das vezes, com o futebol.

Mas o momento que o Brasil vive, pede e exige que voltemos nossa atenção para essa notícia alvissareira que foi a aprovação da Anvisa para as duas vacinas que se candidataram: Oxford e CoronaVac.

Centena de países no mundo já começaram o processo de vacinação de sua população.

O Brasil, até domingo, estava no compasso de espera.

E o povo perdido entre o número de mortos, estamos chegando a 220 mil, a ineficiência do governo federal que abraçou para não mais largar o negativismo.

Enfim ontem, domingo, dia 17-01-2021, a Anvisa aprovou as duas vacinas em caráter emergencial.

E não só aprovou: explicitou sua posição de que não há tratamento preventivo, de que não existem remédios milagrosos.

O governador João Doria que, desde o princípio da pandemia, vem se pautando pelos ensinamentos da ciência e vem sendo atacado pelo desatinado presidente da República, para dar resposta as insanas provocações e acusações de que vem sendo alvo.

Essa briga passa. Tem até data para acabar: eleições do na que vem.

Como disse uma cientista ouvida ontem pelo Fantástico, a aprovação da vacina é um passo. Importante, porém, um passo.

Agora, vem a fase mais difícil: fazer a vacina chegar no braço do povo.

Primeiro, é preciso de uma logística muito grande e, pelo que se tem visto até agora, o general-ministro da Saúde não tem competência para tanto.

É mais um obstáculo a ser vencido.

É necessário também convencer o povo de que a vacina, segura como já está provado pela Anvisa, é o único remédio que temos até agora.

Nesse momento, seria de grande valia se o País tivesse um líder para levar essa mensagem ao povo.

Mas, como o atual chefe de Estado vai fazer isso se passou o ano todo desdenhando da pandemia?

Vai fazer um mea culpa? Não, claro que não.

Então, meu amigo, use os espaços que você tem para convencer mais recalcitrantes a se vacinarem.

A opção da vacina não é uma opção pessoal, mas, sim coletiva.

Se uma parte da população se vacinar e outra não, o vírus continuará circulando e nos ameaçando.

Vamos todos à vacina.

Sim, tem

também futebol

O líder São Paulo ficou novamente sem vencer. Empatou como Athletico PR, em Curitiba.

Normalmente, poderia até ser considerado um resultado razoável. Até mesmo bom.

Mas não no momento.

Há três semanas, o Tricolor via seus adversários a uma distância quilométrica de sete pontos. Parecia inatingível.

Mas, desde a desclassificação da Copa do Brasil para o Grêmio, o Tricolor parece se encontrar em um plano inclinado.

É uma situação assim: começa a cair e, se não se levanta rápido, vai embalando e tomando velocidade na queda até lá quando não se sabe.

Ontem, assistia ao jogo pela tevê.

Veio a informação no vídeo que o São Paulo tinha 66% de posse de bola contra 34 do Athletico.

Domínio absoluto, não?

Pois foi nesse momento que o Athletico tomou a posse de bola, arrancou num contra-ataque e marcou o seu gol, com o centroavante Kaiser.

Justamente naquele momento.

Ou seja: o São Paulo até domina o adversário, mas não chega ao gol.

Acabou chegando, numa jogada meio acidental de Tchê-Tchê.

Ficou no 1 a 1.

Hoje, 18, tem Corinthians e Palmeiras.

A próxima rodada do Brasileirão, colocará os seis primeiros colocados frente a frente.

O São Paulo recebe o vice-líder Internacional; o terceiro colocado, o Atlético Mineiro, visita o Grêmio; o Flamengo, em quinto, terá como adversário o Palmeiras, sexto colocado.

É uma decisão em cada jogo.

Com se dizia lá em Minas, um Deus nos acuda.

Veja os gols do Fantástico

Chamo sua atenção para o golaço do pequeno Grande Soteldo na vitória do Santos contra o Botafogo do meu saudoso amigo José Márcio Mendonça tempos chegou, e com o líder sem vencer um jogo desde 2020. A maré vai mudar ou o time de Fernando Diniz vai reencontrar seu caminho na reta final? Faltam oito jogos e, a essa altura, cada um deles vai ficando mais pesado.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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