faça esporte não a guerra

Faça esporte, não a guerra. Blog do Mário Marinho

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Ao longo da história, o esporte tem sido usado como ferramenta política para diversos fins.

No Brasil de anos atrás, era comum ouvir a frase: o futebol é o ópio do povo.

Carreiras políticas foram construídas usando principalmente o futebol.

Diversos líderes políticos tiveram suas eleições garantidas por anos a fio graças ao envolvimento político de dirigentes.

Antigamente era comum a visita de políticos demagogos a campos de futebol de várzea, levando bola de futebol ou uniformes para times em troca da promessa de voto.

Em termos internacionais, os Jogos Olímpicos são alvos preferenciais para manifestações e até mesmo para assassinatos.

Em 1972, a Olimpíada foi disputada em Berlim, numa época em que a Alemanha ainda era dividida em Ocidental e Oriental.

Um grupo de terroristas palestinos chamado Setembro Negro invadiu a Cidade Olímpica para tentar sequestrar atletas judeus.

Houve o confronto que terminou com a morte de 17 pessoas, entre atletas, terroristas e um policial alemão.

Os Jogos Olímpicos de Moscou-1980 foram os que sofreram com o maior entre todos os boicotes da história. Os Estados Unidos lideraram 62 países, todos capitalistas, que se recusaram a participar da Olimpíada em protesto à invasão do Afeganistão pela União Soviética, ocorrida em 1979. O presidente americano da época, Jimmy Carter, chegou a ameaçar cassar o passaporte de algum atleta do país que ousasse desafiar o boicote.

Quatro anos depois, os russos deram o troco nos Estados Unidos, promovendo boicote da Olimpíada de Los Angeles: 14 países ficaram de fora.

Mas o esporte também aproxima, como aconteceu em 1971, no episódio conhecido como “Diplomacia do Pingue-Pongue”.

Em 10 de abril de 1971, depois de participar do Campeonato Mundial de tênis de mesa em Nagoya (Japão) e a convite dos chineses, a equipe dos Estados Unidos tornou-se a primeira delegação americana a visitar a China desde 1949.

Este evento abriu a porta para uma relação que estava interrompida há 22 anos entre os dois países. No ano seguinte (1972), foi a vez do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, fazer uma visita oficial à China.

Agora, as manifestações esportivas estão voltadas para a desumana e desproporcional invasão da Ucrânia pelo todo poderoso exército russo.

Enquanto alguns dirigentes, como, por exemplo, o presidente do Brasil, se escondem covardemente atrás de tímida diplomacia, pipocam pelo mundo inteiro exemplo e mais exemplos de solidariedade ao povo ucraniano.

Países europeus abrem suas fronteiras para refugiados que fogem dos horrores da guerra na Ucrânia.

Inclusive, cerca de 500 brasileiros que moram no País, entre eles algumas dezenas de jogadores de futebol.

A União Europeia de Futebol, a UEFA, já transferiu para Paris a final da Liga dos Campeões que seria disputada no dia 28 de maio em São Petersburgo.

A Copa do Mundo do Catar, do final deste ano, também está sendo afetada.

A Polônia, Suécia e República Checa estão contra a repescagem que seria disputada na Rússia.

No fim de semana, em diversos jogos na Europa (e até mesmo um no Brasil, em Brusque) jogadores entraram em campo ostentando uma faixa preta de luto.

Foi emocionante, muito emocionante a entrada do jogador ucraniano, do Benfica, no jogo Benfica 3 x 0 Vitória de Guimarães. O atacante Yaremchuk foi aplaudido de pé e se emocionou.

Veja as imagens:

https://youtu.be/cxvxLkakD0Y

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) cancelou o GP da Rússia que seria em setembro, na cidade de Sochi.

Muitos desses cancelamentos acabam atingindo em cheio o esporte e esportistas russos, muitos deles contrários à invasão comandada pelo ditador Putin.

É triste que assim seja.

Mas é o caso claro que os fins justificam os meios.

Вперед Україно!

Força, Ucrânia!

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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