Copa

Ilustração: Benjamim Cafalli

Copa
Ilustração: Benjamim Cafalli

Na semana  vi na GloboNews uma publicidade tratando da Copa do Mundo. Foi com Fábio Porchat brincando com o fato de ser considerado pé-frio. Infelizmente não consegui fotografar a tela. Todas as vezes em que pé-frio surgiu no texto do filmim estava sem o devido hífen. Acho que alguém percebeu o erro, habitual no “Estadãozinho”, e tirou a publicidade do ar. Não ressurgiu até agora.

 Eles, pra não perder o costume: “A avaliação é de que o apoio ao presidente Lula é necessário por ser o mais competitivo para derrotar a extrema-direita,”. Mesquitianozinho, é que ou é a de que. Extrema direita com hífen só quando se tratar de Garrincha, Claúdio, Julinho, Dorval…

Outra que eles não aprendem:  “A partir de 2020, quando a emissora passou a cortar custos, frente à inflação dos direitos,”. A partir de quando vão abrir uma Gramática para aprender que é ante a, diante da, em razão da…? 

Hummm… “Dos 84 comentaristas que foram atletas com quem trabalhei, ele era um dos que mais estudava.”. Dos que mais estudavam ele era um, cara-pálida. 

Fonfon (Pausa para meditação. O vernáculo é chacriniano. Existe o verbo fonfonar, tocar buzina, e não existe fonfon! Pode isto, ABL?!)“Na Casa Hario, no Itaim-Bibi,”. Na Casa Eu Rio, no “Intol”, é sem hífen, viste?

Traduttore traditori: “Reconheço que Nastassja deveria ter sido melhor protegida”, declarou o cineasta em um comunicado.”. Mais um comunicado: deve ser escrito mais bem protegida, viste?

Só a primeira entrada deles já dá um terço de “Intol”…

 Agora um de outro tipo, o “estadônico.com.br”:“Araújo foi condenado em ação movida por Zambelli por dizer, em publicação no portal Diário do Centro do Mundo, que a ex-deputada é “seguida por uma seita de doentes de extrema-direita” e “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.”.Opa, quando seguida é de extrema-direita, quando faz parte é de sem hífen! Ruim que nem os zinhos… Que maleável… É como quando faz parte, viste? Outra de um deles. Não  perdoam, pode ser no impresso ou no portal: “Liminar concedida a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro pode ser votada no plenário do tribunal neta terça-feira;”. A liminar de sobrinha segunda-feira? Esseia lá, viste?

Epa, opa, serviu feito uma luva! ““O Estado é a grande ficção por meio da qual todos buscam viver às custas de todos”. A frase é do economista liberal francês Frédéric Bastiat, escrita há quase dois séculos, e poderia ser usada para descrever e explicar com precisão o que se passou nesta semana no mercado brasileiro de combustíveis.”.A frase, escrita há quase dois séculos, pode ser usada para mostrar com precisão um ‘às custas’ considerado erro há mais de duzentos anos e ainda assim é cometido com frequência no real  “Estadãozinho”.

Não, cara-palidônicozinho: “Meses depois, foi suspenso após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) negar licença alegando a necessidade de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima).”. Ei, é EIA, viste? 

Outra mancadadônicacozinha constante: “o clã Bolsonaro valida frente aos apoiadores a tese de que os levantamentos possuem viés prejudicial ao grupo.”. Nem frente ao nem atrás ao, insistente, isso não existe na lingua pátria – você trai com p, eles com P. E o melhor é usar para os, viste?

Uau, folhal!!! “Amanda Maria Souza de Oliveira enganou outras pessoas afirmando ser uma criança, sempre utilizando diferentes nomes ao seu.”. Deve ser do time do socorrido ao… Do, carambíssimolhal! “Ela afirmou à polícia que os pais a obrigavam a trabalhar a trabalhar em casas de prostituição desde os seis anos,”. Em dobro, folhal? “O Ministério Público propôs um acordo de não-persecução penal.”. Sem hífen desde janeiro de 2009, informadérrimo… 

 A “Falha de S.Paulo” e a pisada na bola do ano!

Assino a versão digital, nela não houve erro, mas amigos adeptos da impressa não me deixaram na mão! A revisão por lá anda tão eficaz que foi publicado um “Lorem ipsum”, texto falso em latim para reservar espaço para um que não está definido ainda. A mancada seria menor se tivessem publicado no lugar dos Irmãos Metralha…

Vixi santa, este é de doer: “Um deles poderia ficar dentro da baía da Guanabara.”. É de um veterano folhístico. É de, caramba. 

Uólica, uólica… “Em um jogo da Liga dos Campeões contra o Stutgard, ele fez o gol em vez de passar para companheiros melhor colocados”. Barrabás, que mais mal colocado… mais bem, viste?

 Geniuólico! “Presidente da Colômbia responde James Rodríguez e retoma polêmica pré-Copa”. “Que dia é hoje? James Rodrigues!”. Responde a, desconhecente.

 Uólico, deixe a correria só pra eles: “Antonelli chegou a abrir 25 segundos para o segundo colocado antes da corrida ter dois Safety Car e uma bandeira vermelha,”. Dois não é mais plural? Cars, viste? “o companheiro Charles Leclerc mais próximo do que isso com 20 voltas par ao final, até que tudo mudou”. Ou ímpar? Ganhei, é para o!

Incrível, a uólica também é folhal! “Segundo apuração da coluna ‘Outro Canal’, da Folha de S. Paulo,”. E ainda assim erra o nome do jornal! É de S.Paulo, atenta!

Mein Gott, será que o g1 recruta os reprovados no Enem??? “Câmeras de segurança dacidade registraram que ela andou pelas ruas de Candiba por volta das 1h30 da madrugada.”. Senhor, da cidade. E uma passou a ser plural, geúnico? Da!!!

 Gebummmniúnico! “Na época, a motorista do caso admitiu que tinha ingerido bebida alcoólica.”; “Ao g1, a Polícia Civil confirmou que a mulher foi presa em flagrante à época, um inquérito foi aberto e a suspeita responde a um processo na Justiça da Paraíba sobre o caso.”. Não entendeu o que escreveu? Confessou, foi presa em flagra e ainda assim, para você, é suspeita?

Hein? 

Agessão usa quando aqueba uma apena? Deixa por agressão, geúnico?

Deu tilt na matéria do “Tilt”: “ANPD abre processo contra Claro por repasse de dados à Serasa”. A sigla aparece oito vezes no texto sem que em nenhuma delas é explicado o que significa. Se fosse ONU, por exemplo, nenhum problema, todos sabem o que é, mas esta??? É Associação Nacional de Proteção de Dados. O tíltico protegeu mesmo…

Ihhh, no SP1: No começo da reportagem a reportera chama os criminosos – três – de criminosos. De repente, mudou de ideia, disse que “Se trataM de três suspeitos…”. Logo depois voltaram a ser criminosos. Deve ter sido por causa do eme… Mais uma lá: “Mutirão para deixar a dívida menos cara.”. Mais baixa, menos alta, falante.

 Agora é na GloboNews:

 Uau, pela três vezes é tão lindo como o 20 DP... Ah, e o locutante à direita na tela falou em transmissão “a” cores…

 Blog do Ancelmo

 Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto

 Errador, atente: “A partir de agora, a AXIA Energia será responsável,”. A partir de agora escreva Axia e acerte.

Não, vaselinosorrador: “Na petição, o grupo alega que a escola estaria há anos sem um Conselho Deliberativo efetivamente atuante. Eles também reclamam que a Caprichosos teria sido “tomada” por um grupo restrito, que estaria dificultando a participação de membros tradicionais e fundadores da agremiação.”. Eles alegam que tudo está acontecendo, as suposições são suas. O que eles dizem pode não corresponder à realidade, mas é o que alegam, viste?

Errador, use um acento: “Ela pedia R$ 100 mil após o ex-secretário coloca-la em cargo administrativo para ficar “longe das escolas”.”. É para colocá-lo em colocá-la, viste?

Ô, escorregante… “Ao ministro Alexandre de Moraes, Cid afirmou que Bolsonaro editou uma minuta golpista e que também teria interferido em um relatório sobre as urnas eletrônicas.”. Afirmou que teria e água e óleo são a mesma coisa, viste? Interferiu, caramba.

Hein, mistake??? “A gente quer que o governo do estado faça como o de São Paulo e nos ajude nessa luta. Porque a Enel já mostrou ser incapaz de prestar um serviço minimamente decente. Como lá, onde tiveram a concessão cassada, aqui precisa acontecer o mesmo. É uma vergonha essa empresa”, protesta o aposentado João de Oliveira, morador da localidade de Nogueira.”.

 Não vai pôr uma observação contando que a concessão não foi cassada como obriga o bom Jornalismo?

 Mistake, mistake… “A letra surge como uma espécie de anti-romance,”. Ela é antiacerto. Antirromance, insensível.

 Com a duplinha estática não tem erro, é erro na certa. Jefe e mistake: “no Rio de Janeiro, mas exatamente na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ),”. Mas que coisa, é mais, caramba!

Mistake, atualize-se se quer informar: “No terreno será construído o mini-condomínio Estância Pernambuco.”. Não ouviu falar na reforma ortográfica de 2009 até hoje??? Minicondomínio, mini-informada.

O jefe tá mals… “que tinha jogado a toalha, aposentou o nome Supervia e adotou TrensRJ.”. Não é possível a aposentadoria assim, o nome sempre foi SuperVia… Quem mandou deixar que um daquela dupla assine por ele?

Jefe, traduza, por favor: “ Dia dos Namorados: compras digitais ganham cada força entre os apaixonados”. Cada força? Cada erro…

Xiii… “Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança chama atenção para um dado estarrecedor”. Que tal chama a atenção, jefe? Errado no texto também.

 Quebrou a tecla do “o”, jefe? “O ideal para o prefeito do Rio é uma solução de mercad”. Deu só pra sete vezes?

Jefe, também tosqueou: “O tosco do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, incluiu o Brasil ao lado da Nicarágua, Venezuela e Cuba como países não amigos dos americanos.”.  E de Cuba…

Jefe, pelamordedeus: “A medida que deve gerar uma economia de R$ 33,7 milhões ao longo de 12 meses”. Tira o que daí, caramba.

Mein Gott, o anônimo embananou-se todo! “O empresário Humberto Mota foi durante a 25th Convenção Anual da Associação Latino-Americana de Lojas Francas- Asutil, em Punta Cana, República Dominicana, o homenageado do evento, recebendo uma Comenda de Prata.”. Uau, que bagunça textal. Serve “O empresário Humberto Mota foi homenageado durante a 25th Convenção Anual da Associação Latino-Americana de Lojas Francas-Asutil, em Punta Cana, República Dominicana, com uma Comenda de Prata”?

 O “Intol” ficou intolerante com ele mesmo de tanto apontar alguns erros que se repetem e repetem e continuarão a ser cometidos: Assembleia-Geral da ONU, Sérgio [Moro], Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Teatro Municipal, PIX, Itaim-Bibi – em vez dos corretos Assembleia Geral da ONU,  Sergio, da Segurança, Theatro, Pix, Itaim Bibi. Por uns tempos não serão apontados, serão apontados somente se houver outros erros no texto. Já os daquele brogue voltarão a ser com força total.
 Brasileiros e brasileiras, não adianta, é martelar em ferro frio. Como já disse um grande filósofo, “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é uma coisa diferente”. Se juridicamente se deve tratar como suspeito alguém que evidentemente não é até que seja condenado, para nós, simples mortais ainda não assassinados por um deles, uma figura presa em flagrante, gravada em vídeo cometendo um crime, não é suspeito, é um criminoso, foi ele!!! O “Intol”, nesta edição, lidará com o assunto pela última vez por um longo tempo, o tema faz mal para o meu coraçãozinho cheio de maldades – como se refere a mim um amigo.

 (CACALO KFOURI)

intolerâncias - Copa

 

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