Crime e castigo. Coluna Mário Marinho

Crime e Castigo

COLUNA MÁRIO MARINHO

O técnico Tite e o craque Neymar não entraram na lista da Fifa para a escolha dos melhores do ano.

Trata-se, evidentemente, de uma punição, e um castigo.

Vamos tentar conhecer o Crime para entender o Castigo.

Sem dúvida alguma, Tite é um grande técnico.

Tirou a Seleção Brasileira de um quadro grave de septicemia futebolística, oriunda de infecções causadas pela incompetência com a qual nossa Seleção era dirigida.

Não fosse um rápido remédio chamado Tite (Adenoris Bachis, em latim) fatalmente o quadro evoluiria para a internação compulsória da não classificação para a Copa do Mundo. Um fato que seria tragicamente histórico.

Mais do que recobrar a saúde, Tite neutralizou o desamor que tomava conta do brasileiro em relação a um dos mais amados símbolos do brasileiro – a nossa Seleção.

Chegamos a Europa merecendo respeito e reverência. E despertando inveja.

Tudo fruto do meticuloso e sério trabalho do sr. Tite.

Lembro-me de ter publicado aqui a opinião de um crítico europeu que classificava a nossa seleção de imarcável.

Só que começou a Copa e, como se fosse a meia noite de Cinderela, nossa carruagem futebolística virou abóbora.

Cadê o futebol maravilhoso, envolvente, produtivo?

O que aconteceu para não brilharmos em uma Copa que, apesar da bonita festa, não mostrou nenhum time imbatível, nenhum time definitivo?

Comparem nossa eliminada Seleção com a campeã Seleção Francesa.

Não tem muito diferença.

Eles têm Mbappe – nós temos Neymar.

Eles tem Griezmann – nós temos Philippe Coutinho.

Eles têm Progbá – nós temos Jesus.

Só que na terra de Brigitte Bardot deu liga. Na terra de Marta Rocha não deu.

Tite foi mal, muito mal na Copa.

Isso não invalida nem torna discutível a renovação de seu contrato pela CBF.

Inteligente como é, Tite já tirou suas conclusões, sua lições da Copa. Sabe onde errou.

Onde, esperamos, que não erre mais.

Se não brilhou na Copa, na maior vitrine do futebol, não pode mesmo estar entre os melhores.

Neymar é, indiscutivelmente, um craque.

Foi o jogador mais acionado da Seleção Brasileira, o mais caçado em campo, o que mais sofreu faltas, o que mais chutou a gol.

Então, ele foi bem?

Foi nada.

Aqueles mergulhos, aquelas quedas, aqueles tombos, aqueles desmoronamentos, aqueles soçobrares trágicos, com gritos lancinantes, aflitivos, pungentes – quanto fingimento – fizeram ruir a imagem dele.

Aos 26 anos de idade, Neymar é o mesmo menino mimado e irresponsável dos 17 anos, jogador do Santos, quando desrespeitava técnicos e companheiros em campo.

Aprendeu nada.

Tem futebol garantido para mais uma Copa, talvez até duas.

Mas é preciso mudar.

E a mudança de Neymar começa pelo deslumbrado pai que muito atrapalha e nada ajuda. Pode ser até que ele seja bom no trato dos negócios do filho. Mas não é um bom conselheiro.

Que dizer então dos parcas, aquela súcia, bando de sanguessugas que passam a vida a vadiar, a embromar, a aplaudir Neymar por qualquer coisa, a rir de suas piadas sem graça, prontos para encarar quem ouse falar mal do sustentáculo, de quem lhes dá o suporte e garante a boa vida.

É, Neymar, vai ter que mudar.

Queda & Gols

Balançou, balançou até que caiu.

Roger já não é mais o técnico do Palmeiras. Já não dava mais, não tinha ambiente nem com os jogadores e muito menos com a torcida.

Os números, isoladamente, não foram tão ruins: 27 vitórias,  8 derrotas, 10 empates. Mas perdeu jogos importantes – como para o Corinthians, por exemplo.

Dois senhores foram vistos tomando um pingado numa padaria perto da antiga rua Turiaçu logo na manhã de hoje.

Um é gaúcho e o outro, carioca.

Veja os gols da quarta-feira:

https://youtu.be/UtDf6ZNrCoI

_____________________________

FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

2 thoughts on “Crime e castigo. Coluna Mário Marinho

  1. Pois é. Houve técnicos que mudaram em até quatro jogadores de uma só vez, de um jogo para outro. Jogo de mundial não é treino . Dentro desse tipo de competição não se pode ficar na expectativa de que o jogador vai encontrar o seu melhor ritmo durante o torneio. Jogador não correspondeu, fora. Para isso existem os reservas para cada posição. Tite errou e errou feio. Falar que aprendeu com erros cometidos tb não podemos aceitar. Técnico com a sua envergadura, experiente não devia estar “lá” para aprender e sim dar lições de bom futebol.

  2. Prezado Marinho, o fato é que o Neymar (sou de Santos, conheço a figurinha) sempre foi o “Tulius Detritus” da história do Asterix. Ou seja, ele sempre foi o pomo da discórdia, o futriqueiro, o disseminador de conflitos por ser mimado, paparicado e protegido desde a tenra idade, sem freios de educação e respeito. Lembre-se que o Dorival Jr levou um pé na bunda do Santos por causa dele e ficou tão aliviado que nem quis receber indenização do clube que violou o contrato. O Neymar e o pai deram pedalada no Santos pra ir pro Barça , repetiram a mesma farsa e receita contra o Barça pra ir pro PSG e vão repetir de novo contra o PSG pra ir pro Real. Só que, na razão inversa dos milhões, ele perde imagem. Eu, como publicitário experiente na área, te digo: investir patrocínio no Neymar hoje é como embarcar num avião lotado de seguidores da Al Qaeda e Isis. O Neymar já virou um tiozão, futebolisticamente falando, ao lado de um Mbappé. Passou do tempo. Não vai ser melhor do mundo, nunca. O Real vai ter que convencer a torcida a contratá-lo que viu a cagada que ele fez no Barça.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter