O domingo de quarentena. Blog do Mário Marinho

O DOMINGO DE QUARENTENA

BLOG DO MÁRIO MARINHO

Mário e Vera Marinho

Domingo, todos sabemos, é um dia especial.

Para os cristãos, principalmente os católicos, é o Dia do Senhor. Dia de ir à Missa.

Antigamente, os pais vestiam seus filhos com as melhores roupas e eles mesmos caprichavam na indumentária. Afinal, era Dia de Ver Deus.

Hoje é comum as pessoal mais à vontade, roupas leves no verão, bermudas, bem à vontade assistindo às missas.

E o domingo da Quarentena.

Ah!, eu gosto de fazer esse domingo especial.

Assim, vou compartilhar com vocês como foi esse domingo último, 19 de abril.

Começa, evidentemente, com um café da manhã simples, porém substancial.

Vejam aí na foto: pãozinho francês bem fresquinho, torradinho; ovo cozido; copo de leite; quejim mineirinho; frutas. Completa a mesa a parte da minha caríssima metade, a Vera que eu chamo de Sofia: garrafa de café, bolo, suco de uva; um belo bolo além do pão francês.

Ao fim do café, as notícias ainda frescas do Estadão.

Termina o café e é hora de ir à Missa. Se Moisés não pode ir à montanha, a montanha vem a Moisés. Assim, como não posso sair, ligo na TV Cultura e assisto à Missa diretamente do Santuário de Nossa Senhora Aparecida.

Feito isso, vamos à caminhada pelas áreas comuns aqui do aconchegante condomínio vila Dellacqua.

Tracei uma pista de cerca de 15 metros, onde percorro 15 voltas, num total de 2.250 metros. São 30 minutos. Tá bom, né? Veja a foto.

 

Aí, lanço mão dos apetrechos da nossa Academia e vou me exercitar sob o sol.

Aí nesse aparelho, faço abdominais. São 5 séries de 100 abdominais cada.

O aparelho ajuda e dá firmeza ao pescoço.

Depois, coloco tornozeleiras de dois quilos cada e faço exercício para as pernas.

Finalmente, um halteres de cinco quilos para cuidar do bíceps e do tríceps.

Bem, as partes física e espiritual já estão devidamente cuidadas.

Agora, vamos curtir o domingo.

Corto a picanha em três pedaços generosos, o bastante para mim e a Sofia; cerco de abobrinhas e levo à churrasqueira elétrica, colocada na varanda.

Enquanto a churrasqueira vai trabalhando, eu abro uma cerveja, pego a pinguinha mineirinha curtida na canela. A Sofia está ao meu lado, pega uma taça de suco de uva, e vamos levando um bom papo até que a churrasqueira emite aquele cheirinho de churrasco anunciando que a picanha já está no ponto.

Confiram aí comigo na foto: está perfeita a picanha.

Voltamos à mesa e continuamos nosso papo que se estende até por volta das 14 horas, quando ligo a TV e revejo na Bandeirantes a conquista do primeiro título mundial do São Paulo, aquele que o Raí marcou os dois gols: um de falta outro de barriga.

Termina esse jogo e começa na Globo o chocolate que o Brasil aplicou na Argentina, em 2005, na conquista da Copa das Confederações, na Alemanha: 4 a 1.

Atuação primorosa da Seleção, destaques para Adriano e Ronaldinho, logo eles que hoje não estão na melhor. Pelo contrário: estão na pior.

Termina o jogo e vou a um pequeno cochilo.

Volto a tempo de um Roberto Carlos assim pouco à vontade apresentando duas músicas no Faustão. Mas, o Rei é sempre o Rei.

Pouco depois, Netflix para relaxar no fim de domingo.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

12 thoughts on “O domingo de quarentena. Blog do Mário Marinho

  1. Mário, breve e convincente relato.Perguntar não ofende(?!?!):
    Lá em Minas Gerais, quando ia para a procissão,sua mãe botava roupinha de anjinho em você?

  2. Não achei você e o Carlinhos no Google. Devem chegar mais tarde. Mas li aqui. Isso que é se cuidar. O espírito, o corpo, o copo, a picanha, o esporte na televisão. Da minha parte, a academia do prédio está fechada, por causa do vírus. Há espaço para caminhada, mas nada muito grande. Quadras de Esporte. Não pratico esporte. Piscina: coberta com uma lona. Tevê: o sujeito (que vos fala) se dá mal com ela; só liga para à noite, para o noticiário. O que faz, então? Fica escrevendo resposta arrastada no artigo dos outros!

  3. Olá, meu amigo Joel.
    Não Joel, não colocava.
    Aliás, pelo que me lembro, nunca vesti de anjinho.
    Acho, também, que nunca fui um…
    Mas, acompanhei algumas procissões do Senhor Morto, na Sexta-feira da paixão, vestido de coroinha.
    Abração,
    Mário Marinho

  4. Querido Mário Marinho: o teu domingo é o melhor depoimento que já li para desmoralizar o Coronavírus.
    Assim é que se faz. Grande abraço.
    Antônio Contente

  5. Luiz Carlos,

    Temos que encarar as adversidades com ânimo e, se possível, com galhardia aliada à jovialidade…
    Obrigado por ser um leitor.
    Abração,
    Marinho

    1. Alô Mario,
      Inspirado em sua última coluna, tenho lido todas, vou deixar a preguiça de lado e também fazer caminhadas aqui no Condomínio. Também vou ver se a síndica autoriza churrasqueira na sacada. A gente se fala, Grande abraço
      Ailton Fernandes

  6. Alô Mario,
    Inspirado em sua última coluna, vou deixar a preguiça de lado e também fazer caminhadas aqui no Condomínio. Também vou ver se a síndica autoriza churrasqueira na sacada. Grande abraço
    Ailton Fernandes

  7. COstumo ler a coluna do Carlos Brickman que quase sempre acrescenta algo às minhas observações sobre o atual período que acompanhamos e sofremos. Deparo-me, procurando ler outros blogs ou crônicas (e ainda prefiro essa palavra pouco ou quase nada citada,) com um relato. Como numa pequena redação em que a professora determina: ” escreva em 10 linhas como foi seu último domingo,” o sr Mario relata sem nenhum interesse ao leitor comum como foi seu último domingo.Agradou a seus conhecidos e amigos a quem fez um aceno, mas a mim, leitora comum, me fez pensar com meus botões : que coisa chata ! e o que eu tenho a ver com isso?Dentro desta quarentena meu e outros cotidianos são tão mais interessantes ! A palavra escrita é terrível, um libelo pró ou contra quem escreve.

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