Ah!, esses juízes… Coluna Mário Marinho

Ah!, esses juízes…

COLUNA MÁRIO MARINHO

No meu tempo de menino e de adolescente (vixi!!! Lá se vai tanto tempo…) também já fiz parte daquele coro que gritava “juiz ladrão” cada vez que era marcada uma infração contra o meu time.

Nunca participei de agressões contra juiz, mas, claro, ficava na bronca.

Naquela época, na várzea e no futebol, havia uma máxima, repetida como se fosse um mantra: “Dentro da pequena área o goleiro é intocável”. Quantos e quantos gols foram anulados, quantos e quantos times foram prejudicados por conta desse mantra.

Hoje, sabe-se que não existe essa regra. Aliás, nunca existiu.

Só que alguns juízes resolveram ampliá-la e o goleiro parece intocável em qualquer lugar.

No jogo Boca 2 x 0 Cruzeiro aconteceu o lance em que o zagueiro Dedé choca-se com o goleiro Andrada, do Boca.

Foi um choque feio, porém, absolutamente normal em um esporte onde o choque de corpos faz parte do jogo.

Além de feio, foi grave, provocando fratura na mandíbula do goleiro.

O juiz paraguaio, Eber Aquino, botou pra fora o zagueirão cruzeirense.

Se já era um jogo difícil, tornou-se missão impossível e o Cruzeiro saiu derrotado não só por 1 a 0, placar do momento, mas por 2 a 0. Reverter o placar e alcançar a classificação no jogo de volta, no Mineirão, ficou mais difícil, muito mais difícil.

Vi e revi o lance; ouvi opiniões de especialistas em arbitragem e a conclusão é a mesma: expulsão injusta.

Além do erro primário, há o agravante de que o VAR foi consultado. O juiz também viu e reviu o lance diversas vezes.

Fica claro que os dois jogadores – goleiro e zagueiro – vão ao encontro da bola e acabam dando de encontro um contra o outro. Não há que se dizer força desmedida, intenção, irresponsabilidade – nada, nada disso.

Um erro crasso. E caro.

Veja o lance.

Há duas semanas, no jogo contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, o Cruzeiro se viu envolvido em um lance parecido, mas, daquela vez, foi beneficiado.

Naquele jogo, o goleiro Fábio saiu para cortar um lance, trombou com seu próprio companheiro e com o zagueiro palmeirense O juiz apitou falta no Fábio, interrompendo o lance.

No que seria a sequência do lance, o Palmeiras marcou o gol que poderia ter sido do empate.

Duas observações.

1 – O Palmeiras reclamou de gol anulado. Não houve gol anulado porque a jogada já estava parada.

2 – O juiz errou porque não houve a falta. Se não tivesse interrompido o jogo, o Palmeiras poderia ter chegado ao empate.

Veja o lance.

Lá, como cá,
mazelas há.

Erros de arbitragem não são privilégios brasileiros, nem sul-americanos.

Em jogo da Champions, ontem, Cristiano Ronaldo que fazia sua estreia na competição defendendo a Juventus, foi expulso em um lance chocho, sem graça, que não levava perigo a ninguém.

Um simples tapinha na cabeça, talvez um puxão de cabelos… sei lá.

Veja o lance:

Enfim,
Corinthians campeão.

A final do Campeonato Paulista de 2018 foi no dia 8 de abril passado. Portanto, terminou o Paulistão.

Terminou, mas, não oficialmente.

Inconformado com a derrota (nos pênaltis) em um jogo disputado em sua casa, o Palmeiras entrou com recursos para anular o jogo, alegando interferência externa na arbitragem.

Perdeu no Tribunal da Federação Paulista e recorreu ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que negou o pedido por unanimidade, ontem, no Rio de Janeiro.

Diante da derrota por goleada, o Palmeiras anunciou que aceita a decisão e não vai mais recorrer.

Por tanto, fica determinado o resultado obtido em campo, com devem ser os jogos de futebol: Corinthians campeão paulista de 2018.

Veja os gols da Champions League:

https://youtu.be/Hgt033l1pxU

Um dos jogos no vídeo acima foi a derrota do Young Boys para o Manchester United, 3 a 0.

Fiquei curioso, pois nunca tinha ouvido falar no tal de Young Boys.

Pois trata-se de um time suíço, cujo nome completo é Berner Sport Club Young Boys 1898 (sendo que 1898 é sua data de fundação). A sede é na cidade de Berna e já foi campeão suíço por 12 vezes.

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FOTO SOFIA MARINHOMário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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