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O terrível e assustador personagem do nosso futebol. Blog do Mário Marinho

O TERRÍVEL E ASSUSTADOR PERSONAGEM DO NOSSO FUTEBOL

BLOG DO MÁRIO MARINHO

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Tivemos o fim de semana com alguns bons jogos pelo brasileirão.

Ainda estamos longe daquela época, que parece tão longínqua, mas tem apenas um ano, em que os jogos recheavam nosso fim de semana com bons espetáculos.

O normal, hoje, é o futebol de baixa qualidade. Assim, um joguinho que merece nota 5,5 já nos alegra.

Mas, além do mau futebol, um personagem assustou neste fim de semana: o coronavírus.

Ele, que nos assusta em todos os lugares do País, adentrou o gramado, como diriam antigos narradores, e faz suas vitimas entre times pequenos, médios e grandes.

O Corinthians, por exemplo, chegou nesse fim de semana a 23 jogadores infectados em seu elenco.

Atualmente, são 61 os infectados, incluindo aí alguns membros de Comissão Técnica.

Esse alto número permite duas leituras.

1 – Ele se deve ao número maior de testagem que os Clubes fazem.

2 – Os jogadores não estão se cuidando.

É difícil num problema tão complexo, ainda muito desconhecido, cravar qualquer uma das duas opções.

Provavelmente é a somatória das duas.

De todo jeito cabe às autoridades esportivas a procura das respostas.

Teoricamente, a situação dentro do esporte, futebol em particular, está sob controle.

Os estádios onde são realizados os jogos, são cercados de cuidados minuciosos: há muita limpeza (higiene) e poucas pessoas envolvidas (distanciamento).

Assim, os dois princípios basilares (higiene e distanciamento) estão sendo observados e seguidos.

Claro que existem exceções, como torcedores do São Paulo que foram, verdadeira multidão, aos portões do Morumbi levar apoio ao seu time no jogo contra o Flamengo na semana passada.

Lamentável.

Mas, nada comparável às imagens das festas públicas ou particulares do fim de semana, mostradas pela televisão.

Uma barbárie.

De todo jeito, fica o apelo (que, espero, seja endossado por outros seres viventes e preocupados como eu), o apelo, repito, para que a CBF procure formas mais eficazes de prevenção.

Bola

rolando

Como disse linhas atrás, jogo nota 5,5 já nos enche de alegria.

Foi assim o empate entre São Paulo e Vasco, ontem, no Morumbi.

De positivo, a entrega dos jogadores procurando seguir os esquemas táticos estabelecidos por seus treinadores.

De um lado, o Vasco que entrou no Morumbi à procura do empate.

Fechou-se na defesa e deixou no ataque o solitário Cano à procura de uma bola, de uma chance.

E ela veio.

Como bom artilheiro, o argentino não perdeu a chance e marcou o gol.

Do outro lado, o São Paulo foi à luta, procurou o gol adversário.

O esquema Fernando Diniz funcionou: foram várias, seguidas e bonitas as trocas de passes, principalmente passes curtos, como e os jogadores estivessem naqueles treinos de um toque só na bola.

Com isso, o Tricolor do Morumbi chegou a ter 70% do tempo de posse da bola.

Um domínio de jogo incontestável, mas que só levou ao empate.

De todo jeito, o futuro do São Paulo parece promissor: além de estar jogando bem, tem três jogos a menos que seus adversários e, se alcançar bons resultados, assumirá liderança com folga.

Para isso, claro, é preciso além do domínio do tempo de bola, dos passes curtos, rápidos e certeiros, também de chegar ao gol adversário.

Ensina a história que quem não faz, toma. Ou fica no empate.

Empate que foi de bom tamanho para o Corinthians, mesmo jogando em casa.

Com um time improvisado e dois jogadores a menos (o zagueiro Marllon, aos 29 do 1º tempo, e Otero aos 20 do 2º foram expulsos), segurou o Grêmio e levou um festejado pontinho.

Ao fim da 22ª rodada, o Galo, do jornalista Gilberto Mansur, continua liderando o Brasileirão, com o mesmo número de pontos do Flamengo (39), porém com uma vitória mais.

São Paulo, Internacional e Fluminense completam a lista dos cinco primeiros.

No pé da tabela, habitando a escorregadia Zona do Rebaixamento, está com Atlético-Go, 24; Coritiba, 20; Botafogo, 20; e, isolado e sem contestação, o Goiás com 15 (três pontos dos quais conseguiu com a vitória sobre o Palmeiras, neste fim de semana)

Veja os gols do Fantástico:

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Dia de luz,

dia de sol…

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Pois é. Esse pandêmico fim de ano marca os 60 anos de Barquinho, música de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli.

Música suave e na suave voz de Nara Leão fica ainda mais suave. É impossível ouvir sem criar na cabeça a imagem de um barquinho a deslizar por um mar azul.

Menescal elegeu a gravação de Nara Leão, que você ouve abaixo, como a melhor e mais perfeita de todas.

Confira:

Abaixo, Fernanda Katay nos brinda com o Barquinho em japonês e português, num ritmo de mar mais turbulento do que azul…

Mas Barquinho teve contabilizadas 41 gravações por artistas diferentes. Desde Nara, Maysa, João Gilberto, Altamiro Carrilho, Jair Rodrigues, Peggy Lee, RitaReys…

Ou então nesta homenagem espetacular de um grupo de cantores japoneses – alguns dos quais aprenderam o português com o Barquinho – que fizeram o clipe abaixo, do qual participa também Roberto Menescal.

Esse vídeo foi produzido pelo baterista Kazuo Yoshida que demorou três meses para chegar a essa versão, onde cada cantor gravou sua parte separadamente. Depois, Yoshida juntou tudo, contando com a ajuda de Menescal que fez um arranjo especial.

Belíssimo.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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