AMÉRICA MG

Mata América, mata! Blog do Mário Marinho

MATA AMÉRICA, MATA!

BLOG DO MÁRIO MARINHO

AMÉRICA MG

Está certo que a torcida do meu América é grande e jovem.

Dizem as más línguas que nós cabemos numa Kombi. Bobagem. A começar pelo fato que americano não anda de Kombi: nós andamos de SUV. Das grandes.

Mas, não dá pra fazer a gente passar o aperto que passamos todos nós na noite desta quarta-feira.

AMÉRICA - COELHOJá disse aqui que, como todo americano, passei apertado quando vi que iríamos enfrentar o todo poderoso Corinthians. Mas, passamos, de passagem, pelo Timão: vitória na casa deles e empate em nossa casa, o Independência.

Veio o Inter e mantivemos nossa fama de visitantes mal-educados e ganhamos deles lá em Porto Alegre.

Bom, para passar às semifinais, bastava o empate.

Foi o que mantivemos até os 49 minutos e 40 segundos do segundo tempo: um bravo 0 a 0.

Aí, tomamos um gol.

E eu pergunto: isso é hora de tomar gol?

Como terminou com vitória dos gaúchos, a decisão foi para os pênaltis.

O Coelho cobrou primeiro e marcou. Legal!

O Inter cobrou o seu primeiro pênalti e jogou pra fora.

Beleza!

Mantivemos a vantagem e eu já nos via classificados.

Mas, não.

Tínhamos que chutar um pênalti para fora e voltar ao velho e conhecido sofrimento.

Foram necessárias mais três cobranças até que um bem-aventurado gaúcho resolveu chutar pra fora.

Foi nossa classificação.

Mas, precisava tudo isso?

Aos 49 minutos e 40 segundos não se toma gol.

Mas, enfim, estamos nas semifinais, na qualidade de único representante do futebol mineiro na competição.

Próximo adversário a ser batido: o Palmeiras.

Hoje, pela manhã, meu neto, o Vinicius, corintianos desde tempos imemoriais, me passos uma mensagem:

“Vô, o América tem camisa verde e o Palmeiras também. Sabe qual outra coincidência dos dois? Nenhum deles tem mundial…”

AMÉRICA

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Tricolor

Deu show de bola

Para quem pensou que a vitória do São Paulo sobre o Flamengo, semana passada no Maracanã, foi resultado apenas daquele lance absurdo do goleiro Hugo, o São Paulo mostrou que não é nada disso.

Meteu logo 3 a 0 nos cariocas hoje dirigidos pelo ex-mito tricolor, Rogério Ceni.

Tecnicamente, o jogo não foi lá essas coisas, principalmente o primeiro tempo.

Mas, um jogo com três gols é sempre bom de assistir.

Veja os gols da quarta-feira:

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O velho e

malvado pênalti.

Dia desses recebi e-mail do jornalista Zancopé Simões, companheiro de velhas batalhas, com questionamento a respeito do pênalti.

– Marinho, porque nossos companheiros a se referirem a um pênalti defendido pelo goleiro falam sempre que o atacante perdeu o pênalti? E nunca que o goleiro defendeu?

Zancopé, como sempre acontece, está carregado de razão.

Há o pênalti perdido e o pênalti defendido.

O pênalti parece ser o castigo maior para um goleiro. O que poucos saem é que ele foi inventado por um goleiro.

O responsável por essa criação foi o goleiro irlandês William McCrum, do modesto Milford FC, em 1890.

Naquela época, as faltas eram cobradas exatamente no lugar onde foram cometidas, não importando se dentro da área ou não.

Em um jogo que o Milford por 1 a 0, aconteceu uma falta quase em cima da linha de gol. A bola chutada pelo atacante do time inglês, já havia passado pelo goleiro e, fatalmente, seria o gol de empate, mas foi interceptada por um jogador adversário.

O juiz assinalou a irregularidade e colocou a bola no local, poucos centímetros da linha fatal do gol.

O time adversário todo se colocou em cima da linha e não sobrou espaço para a bola entrar após a cobrança.

Sir McCrum ficou indignado e achou que o lance, ao invés de punir, favoreceu o adversário.

Enviou um ofício aos dirigentes do futebol inglês e, como consequência, foi criada a regra do pênalti.

Assim nasceu o lance que é quase como uma pena de morte. Aliás, muitos companheiros do rádio ainda costumam chamar o pênalti de falta capital ou de penalidade máxima.

Por fim, concordo plenamente com o Zancopé.

Pra mim, o pênalti perdido é aquele que o cobrador chuta para fora ou para o alto.

Se o goleiro defendeu, deve-se dar a ele o crédito da defesa.

Não é pênalti perdido, é pênalti defendido.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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1 thought on “Mata América, mata! Blog do Mário Marinho

  1. O Liska na seleção brasileira. Seria uma solução para atrair publico, fazer a Globo voltar a transmitir e evitar que a gente durma antes do fim do primeiro tempo. Abs

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