o tri merecido

O Tri merecido. Blog do Mário Marinho

o tri merecido

Antes da final da Libertadores, postei o seguinte comentário: “Se Flamengo e Palmeiras jogarem, cada um 100% de seu futebol, o Flamengo ganha”.

É inegável que o Mengão tem, no papel, o melhor time do Brasil.

Há tempos, ninguém reuniu em um mesmo time, jogadores do quilate de David Luís, Bruno Henrique, Arrascaeta, Gabigol e Everton Ribeiro. Sem contar que lá no banco estavam Pedro e Vitinho, atacantes perigosíssimos.

Além disso, o time vem jogando junto, com poucas modificações, há algum tempo. Some-se, portanto, o fator força de conjunto.

Mas o futebol é feito de dribles e dribles acontecem até mesmo para driblar possíveis lógicas.

Assim, quando se esperava um Palmeiras defensivo para jogar no contra-ataque, como tem sido sua característica, eis que aos 5 minutos numa jogada linda, um lançamento perfeito de Gomez para o lateral Mike e daí para a entrada e o arremate certeiro de Raphael Veiga para fazer 1 a 0.

A partir daí, o Flamengo desandou.

Suas grandes estrelas eclipsaram-se e o Verdão tomou conta do pedaço.

No segundo tempo, o Flamengo melhorou e conseguiu o seu gol, com Gabigol levando o jogo para a prorrogação.

Quem não está bem em campo fica mais sujeito a errar por conta do nervosismo do que aquele que está melhor.

Por isso, aos 4 minutos da prorrogação, o volante Andreas Pereira se enroscou com a bola e acabou entregando o ouro para o veloz e irreverente Deyverson que não perdoou e fez 2 a 1.

Voltando àquela comparação que fiz antes do jogo, o que se tornou concreto dentro de campo é que o Palmeiras foi 110% de seu futebol, enquanto o Mengão ficou ali por volta dos 65%.

Daí torna-se incontestável a vitória do Palmeiras, o título conquistado com méritos de sobra.

Uma secular verdade do futebol foi mais uma vez provada: não se ganha jogo na véspera, não se ganha jogo na escalação.

Vencedor e vencido têm agora pela frente caminhos opostos.

Embriagado pela vitória, o Palmeiras continua comemorando, cumpre tabela na reta final do Brasileirão e vai se preparando para a conquista do tão sonhado mundial, em fevereiro.

Terá a necessária paz para cuidar do futuro do técnico Abel Ferreira: ele fica? Ele volta para Portugal?

Lá no Rio de janeiro, embriagado pelo porre da derrota, que traz a pior das ressacas, o Flamengo ainda tem quatro jogos pelo Brasileirão e faz contas desesperado à espera de um quase impossível tropeço do Atlético.

Nesse turbilhão, o Mengo tem eleições presidenciais na próxima semana e, sabe-se, mudanças serão inevitáveis.

A primeira e mais radical delas diz respeito ao futuro do técnico Renato Gaúcho: ele sai? Ele fica?

Vale a advertência: é melhor não fazer nenhuma compra a prestação…

O merecido bi

O Galo, tão forte quanto seu artilheiro Hulk, pode ser campeão brasileiro, aliás, bicampeão, amanhã, pela televisão.

Basta, para tanto, que o machucado e quebrado Flamengo não vença o Ceará, jogo no Maracanã.

Atualmente, a diferença entre o Atlético e o Mengo é de 11 pontos: o Galo tem 78 contra 67.

São 12 pontos em disputa.

Se o Flamengo empatar, somará um ponto e chegará a 68. E serão apenas 9 os pontos em disputa até o final.

Portanto, o Grito que se ouviu ontem no Mineirão, “É campeão!”, poderá se tornar realidade.

E ninguém fez campanha tão forte, tão bonita quanto a do Galo.

Até agora, são 78 pontos ganhos, 24 vitórias, 6 empates, 5 derrotas. Seu ataque marcou 57 gols e a defesa tomou 25 – saldo positivo de 32 gols.

O artilheiro do Brasileirão é Hulk, com 17 gols, dois a mais que Dario que, com 15 gols, foi o artilheiro de 1971, quando o Galo ganhou seu primeiro e único título.

Portanto, merecidíssimo o bi – que venha amanhã ou no fim de semana. Mas, virá.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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