Copa - Seleção - Neymar - hexa

O Brasil tem chances na Copa? Blog do Mário Marinho

Copa - Seleção - Neymar - hexa

Volta e meia a pergunta acima é dirigida a mim.

Ouço a pergunta com um certo otimismo.

Para mim, essa preocupação é sinal de interesse.

Até pouco tempo atrás, as expressões envolvendo a Seleção eram do tipo: “Tô nem aí pra Seleção”; “Se a seleção tiver Neymar, vou torcer contra” e outras demonstrando desalento com a Seleção.

Agora, respondendo à pergunta do título.

Eu vejo a Seleção de Tite como um time muito bom e que deve ficar entre as quatro primeiras colocadas.

Isso, sem Neymar.

Com Neymar – e, se possível inspirado – a Seleção cresce. Ela passa de um bom time para chegar ao nível de ótimo time para levantar o caneco e nos trazer o hexa.

Eu sei que os jogos da Seleção não têm sido lá essas coisas. Principalmente pela pouca qualidade dos adversários.

Faz tempo, muito tempo que o Brasil não enfrenta uma Seleção europeia.

E a última lembrança que temos, não é das mais agradáveis: derrota para a Bélgica, 2 a 1, e eliminação da Copa da Rússia em 2018.

De 2018 para cá, a Seleção fez mais de 50 jogos, contando amistosos, Copa América, Eliminatórias da Copa.

De lá para cá, só enfrentamos um adversário de peso: a Argentina, que pesa mais por sua capacidade de causar turbulências do que pela técnica.

Este mês, o Brasil fecha o calendário de amistosos até à Copa. Gana e Tunísia serão os adversários que não acrescentarão nada em termos de técnica, de dificuldade.

Nessa reta final, é explicável que isso aconteça, afinal, ninguém quer algum jogador machucado, ameaçado de não ir à Copa por causa de uma contusão – problemas que um encontro com times de patamar superior pode ocasionar, pela tensão e dificuldades.

Uma olhada nas atuais seleções europeias mostra que não há, no momento, nem um bicho papão.

Então, para deixar bem claro, acredito em um bom desempenho da Seleção, principalmente se tiver Neymar.

Por falar nisso, vejo aqui a página de esportes do Estadão de hoje a matéria com o título; “Campeões mundiais veem hexa sob o comando de Neymar. São entrevistados Pepe (o Canhão da Vila), Edu (ponta esquerda do Santos), Mengálvio e Ricardo Rocha (Copa de 94).

Todos eles passaram por Seleção Brasileira e disputaram Copa do Mundo.

Acho que eu estou em boa companhia.

Chama o

Pedro, Tite.

É incrível a facilidade que tem o Pedro para fazer gols.

Ontem na espetacular vitória do Flamengo sobre o Velez Sarsfield, na casa do inimigo, o Flamengo venceu por 4 a 0, e foi pouco, com três gols de Pedro (Everton Ribeiro completou o placar).

Está certo que o Velez não anda bem das pernas no Campeonato Argentino: ele é o penúltimo colocado numa competição de 28 times (o Lanus é o último).

Mas o Mengão parece jogar com alegria. E lembra muito os dois maiores times que o futebol brasileiro já produziu: Santos e Botafogo.

Quando o Rubro Negro parte para o ataque, a impressão que se tem é que se trata de um arrastão que vai levando tudo de roldão.

Com a vitória de ontem, o Flamengo praticamente se classificou para a final da Libertadores, que será no mês que vem, em Guayaquil.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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