BEM BOLADA

Fluminense e São Paulo

Procuro meu lugar preferido em minha poltrona. Coloco-me confortavelmente frente à televisão.

Na tela, as imagens iniciais da transmissão mostram jogadores do Fluminense e do São Paulo trocando faixas.

Nas arquibancadas, quase 50 mil torcedores do Fluminense – maior público que o Flu alcançou até hoje no Brasileirão – fazem barulhenta e gostosa festa.

Vai ser um jogão, penso eu.

Afinal, os dois Tricolores já não almejam nada nessa competição.

O Flu está garantido na fase final do Mundial, no mês que vem, na Arábia Saudita.

O Tricolor de São Paulo está garantido na Libertadores do ano que vem por ser campeão da Copa do Brasil.

Na troca de faixas, os jogadores do São Paulo colocaram a faixa de campeões da Libertadores nos jogadores do Fluminense e receberam as faixas de campeões da Copa do Brasil.

Então, vamos à festa.

Com alguns minutos de bola rolando já se vê que não haverá festa no gramado.

Jogadores de um e de outro time trocam jogadas ríspidas, até mesmo violentas.

Por um lance ====à toa, o árbitro mineiro André Luiz Policarpo é cercado por jogadores do Fluminense com reclamações agressivas.

O elegante e ótimo Ganso deixa de lado sua costumeira calma e parte para cima do juiz. Temi que o craque do Flu fosse esganar o mineirinho.

Pouco depois, Gabriel Neves, volante do São Paulo, recebe o cartão amarelo por jogada violenta. Entretanto, o VAR alerta o juiz e pede que ele reveja o lance.

Não deu outra e o amarelo do Gabriel Neves vira vermelho.

Somente no segundo tempo o jogo se acalmou. Parece que todos tomaram banho frio no vestiário e voltaram mais almos. Ou foi um Rivotril? Não sei, mas, fez efeito.

Mas os lances em que o juiz foi cercado e ameaçado ficaram na minha memória.

Aí, eu me lembro que em um campeonato de juniores da Inglaterra, estão sendo estudadas duas medidas que, me parece, podem colocar fim a essas cenas grotescas.

Trata-se da expulsão temporária.

Nesse caso, o jogador seria expulso por um determinado tempo de jogo, talvez 10 minutos. É o tempo suficiente para ele esfriar a cabeça e ter a consciência do prejuízo que seu time pode ter por sua atitude.

A outra medida é a proibição de jogadores se dirigirem ao árbitro.

Somente o capitão da equipe pode falar com o juiz.

Essa medida é aplicada no futebol americano e acabou com os problemas de pressões em cima dos juízes.

Portanto, dona Fifa, agilize esses estudos para colocar em prática o mais rápido possível.

Outra coisa que incomoda pra burro é o mau humor do Fernando Diniz.

Ele passa o tempo todo de cara fechada e em gritos, verdadeiros esporros, com seus jogadores.

Os repórteres de campo que, por força da profissão, estão às margens do gramado, contam que o rosário de palavrões expelidos pela boca de Fernando Diniz é incrível.

Ou seja: ele sofre o tempo todo e não se diverte nem um minuto com o jogo. Quando deixa o campo rumo ao vestiário, sai com aquela mesma expressão inimiga.

Aí, lembro-me de Bernardinho, um dos maiores e mais vitoriosas técnicos do vôlei brasileiro, que era conhecido, também, por seu mau humor ao lado da quadra.

Assisti a uma palestra do Bernardinho e, ao final, ele abriu para as perguntas da plateia. Achei esta pergunta interessante:

– Bernardinho, Você passa o tempo todo de cara amarrada, preocupado com o jogo. Você não teme ter um troço, passar mal?

Bernardinho:

– Quando eu não estou preocupado, fico preocupado…

Veja os gols da quarta-feira:

https://youtu.be/-KvADS4PRSo?si=sn_8Hy011xhQINb0

Cruzeiro,

escapando?

E sua dura luta contra o rebaixamento, o Cruzeiro empatou com o Vasco, ontem, 2 a 2, no vazio e silencioso Mineirão. Vazio porque o time foi punido por casa da invasão de campo no jogo contra o Coritiba.

O empate não foi ruim, já que o Vasco também luta com todas as forças para fugir do rebaixamento, mas, claro, a vitória teria dado mais fôlego para a luta cruzeirense.

Novidade na praça

para o mundo esportivo.

Eu e o parceiro e amigo Silvio Natacci lançamos ontem a revista mensal Bem Bolada.

Trata-se de uma revista eletrônica recheada de matérias interessantes sobre o futebol.

São abordagens exclusivas.

Nesse número um, temos reveladora entrevista com o irreverente Casagrande.

Temos também saborosa entrevista com a Ana Thais Mattos, comentarista de respeito que vai ganhando cada dia mais espaço no machista mundo dos comentaristas.

Abaixo, a reprodução da Capa e abaixo o link para Você acessar.

https://online.fliphtml5.com/hzcka/qizr/#p=1

 

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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