intolerâncias|17

Ilustração: Benjamim Cafalli

intolerâncias|17
Ilustração: Benjamim Cafalli

 Abrindo o #17 com a maior intolerância entre todas, pois não dá para esperar pelo “Mirando” de sexta. Trata-se da inação mundial diante dos crimes de guerra que vêm sendo cometidos por Israel com apoio dos EUA. É inadmissível!

 Ambos os desumanos chefes dos dois países declararam que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo. Israel, sob a desculpa de atacar o Hezbollah, assassinou, ontem, mais centenas de inocentes, entre elas um jornalista da Al Jazeera, e fez mais de mil feridos. Assim como ocorre em Gaza, eles são considerados meros “danos colaterais”.

 O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, o que deu origem a uma das mais lamentáveis asneiras saídas da boca de uma autoridade ogrística, “É inadmissível o novo fechamento de Ormuz.”.

 Em relação aos crimes cometidos por Netanyahu, com apoio do chefe dele, silêncio ensurdecedor. Ele é um genocida e não se trata de antissemitismo, é a realidade! Se Hitler era antissemita, Netanyahu ampliou a contrariedade, é antimuçulmanos, anti-inocentes, sejam palestinos, libaneses e persas. É um criminoso de guerra!

 Seguindo por “migo” mesmo, duas pisadas feias na bola diagnosticadas por uma atenta leitora. A minha sorte é que se trata de uma psicóloga, entende bem das escorregadas humanas. A primeira: “tradição que vige a séculos dando início à Semana Santa.”. Estou careca (quase) de saber que é , caramba, faz, passado, mas bobeei! A segunda: “Reconheço que há excessões.”. Cara-pálida, trata-se de uma exceção à escrita certa. Excessões, se existissem, seriam sobejões… Que “distrassão”…     

  O “Intol” ficou intolerante com ele mesmo de tanto apontar alguns erros que se repetem e repetem e continuarão a ser cometidos: Sérgio [Moro], Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Teatro Municipal, PIX – Sergio, da Segurança, Theatro, Pix. Por uns tempos esta será a última edição em que eles serão apontados. Já os daquele brogue voltarão a ser com força total.

Não é perseguição, é que meu dia, melhor dizendo, minha madrugada começa pela leitura do “Estadãozinho”. E o pessoal de lá é consistente, sempre os mesmos erros:  Estadônicozinhos desprezam a grafia correta de nomes, não respeitam nem colegas: “Foram algumas as viagens xandônicas nas asas da Prime, conforme levantara Monica Bergamo na Folha.”. Mônica, cara-pálida. Das siglas, então, apanham quase sempre: “O levantamento foi feito a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, do Ministério do Trabalho.”. Se fizer um levantamento no “Volp” descobrirá que é Rais, quatro letras e leitura direta. Os municípios também não escapam: “um apartamento e uma vaga de barco no Guarujá, no litoral sul de São Paulo, por R$ 1,4 milhão.”. Mas em Guarujá não tem vaga para artigo antes de seu nome…

Que ironia!  “• ERROS. A Controladoria-Geral da União apontou falhas da estatal Eletronuclear na avaliação de riscos em relação à retomada da usina nuclear de Angra 3.”.  A Intolerância-Geral da Erração aponta falha na escrita do estadônicozinho: não tem de, é usina nuclear Angra 3, viste? Quer a prova? Tá na página da Eletronuclear, acredita na empresa? Usina Nuclear Angra 3.

 Não, folhal:  “Era por volta de 13h27.”. Das 13h27, viste?                                               

O geúnico inaugurante acertou no título e no texto inteiro!!! “EUA dizem que Pix cria ‘desvantagem’ para gigantes de cartão de crédito”. Devem pedir apoio pro bananinha e 01 para acabar com ele. A esperança durou um dia… Lula não esqueceu, falou: “’Não esqueça de falar do PIX’, orienta Sidônio a Lula antes de presidente citar relatório do governo Trump”. Mas o geúnico, sim. Esqueceu que no dia anterior um colega acertou.

O geúnico tem de levar uma também! “O Procon Carioca multou, neste sábado (4), um bar na Lapa, região central do Rio de Janeiro, em R$ 9.520. De acordo com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, o bar possuía um aviso afirmando cidadãos americanos e israelenses não eram bem-vindos.”. O bar possuia um aviso… Pelamordedeus, aviso com posse… “O Procon considerou que o bar estaria restringindo o acesso de consumidores ao exibir a mensagem de que “cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos” em uma placa em inglês na entrada.”. Ah, considerou que estaria e multou ou considerou que ESTAVA, possuidor de dificuldade interpretativa? Este não deixa a desejar também: “Ele contou que parou o caminhão no acostamento logo à frente e acionou a polícia após ser informado por testemunhas de que havia vítimas fatais.”. Quantas pessoas as vítimas mataram pra serem fatais, ilustre vitimizador do vernáculo?

Uau, geúnico! “Rede nega perseguição à mandatários e diz ser vítima de lawfare”. Com esta crase tem lugar garantido naquele brogue! MrCr e MsCr estão entusiasmados! Dois erros, cara-pálida, mandatários são homis e plurais, jamais em Gramática alguma cabe uma crase. Ele não para! “citando “compromisso com a democrácia, a justiça social, o combate à crise climática e a soberania nacional”.”. Tá em que idioma, escriba?

Não, geniuólico! “Fonseca evita Sinner e Alcaraz no início de Monte Carlo e enfrentará Diallo”. Ele não evitou, escapou por causa do sorteio, caramba. Tá cada vez mais baixo o nível de intelecção. A inhorância sem limites: “Outras duas ficaram feridas e foram socorridas para hospitais da região”; “segundo o Instituto Médico Legal.”. Caramba, a turma tá tão descerebrada que não nota que levado e socorrido são fenômenos diferentes??? E falta hífen em Médico-Legal, tá legal? Como é que conseguem se depromar? Nos meus tempos nem no ginásio…

 Uólico não vê Brasil… “Jovem vê tutorial de direção e furta carro dos pais na Bahia para ver garota no Mato Grosso”… e escreve errado. É em, caprichoso profissional. Que uólico preciso! “Cerca de cinco pessoas entraram no White Hart Hotel, em Launceston, e atacaram frequentadores por volta de 22h30.”. Tem certeza que não foram cerca de quatro? Ou, quem sabe, cerca de dois?

 Não é so o Ibama que lida com pacas… “Janja esclarece que a carne de paca pode ser comercializada no Brasil se vier de criadouros autorizados pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)”. Nem isso sabe, …., bom, deixa pra lá… Ibama, caramba!

Que gente ligadona, preocupada com o bem informar“Luís Roberto é afastado para tratamento médico e está fora da Copa do Mundo”; “Luis Roberto, narrador esportivo da TV Globo,”. O plantão da Globo informa, é Luis, sem acento. Este digitador de bem traçadas linhas sofre a vida inteira com a mesma desatenção. Sou Luis, mas os atentos desatentos em todas as áreas escrevem Luís e Luiz. Um cartório, prova da futilidade deles, em um reconhecimento de firma, atestou “Reconheço a firma de Luiz Carlos…”. Quase fechei a porcaria. C’est la vie, messieurs “Louises”.

No Jornalistas&Cia: “Jornalista da Comunicação do Psol denuncia ameaças”. Não, cara-pálida, é do PSOL, o partido não respeita a regra. Tá errado no texto todim.

No SP1: “Agora são meio-dia e 48 minutos”. Não, falante, agora é. Agora no Jornal Hoje. Declaração de um causídico: “Faltam campanhas de seguridade”. Uau, fenomenal, confundiu segurança com seguro… Feche o código, abra um dicionário, cara-pálida.

Uma solerte falante descrevendo um acidente que envolveu um motorista e uma idem: “O motorista foi preso em flagrante. Agora, a polícia procura a outra motorista envolvida no acidente.”. Ilustre, outra por que se o “outro” é homi? Na próxima, tira o outra daí, caramba.

Festival na TV Bandeirantes. No Jornal da Band, ao ser noticiado o acidente com um helicóptero que fez um pouso forçado no mar no RJ, a locutante disse que ele transportava três tripulantes. Que confa, zifía, dos três ocupantes, dois eram passageiros, viste? Tempo depois, outra falou de “eventos beneficientes”… Beneficentes serve?

 No Record News foi apresentada uma reportagem mostrando uma descoberta: o chapéu de Napoleão Bonaparte. Os descobridores afirmaram o tempo todo que era dele, mas o falante fez uso do trágico teria sido várias vezes. Pelo jeitão, ninguém mais sabe o significado das palavras.

 Blog do Ancelmo
Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto

Uma coletânea inaugurativa de demonstrativos com uso indevido: “na noite desta quarta-feira.” – mistake; “nesta terça-feira, a prisão preventiva do modelo e influenciador Bruno Krupp denunciado,” – jefe. Tudo neste hoje, quinta… dessa e nessa, né? O jefe fez pior: “Mesmo não participando diretamente das agressões, Krupp teria incentivado os demais ao gritar: “Mata ele” e “Tem que matar”.”. Tá preso, mas só teria, né?

Mistake, tá sobrando e faltando:  “Estudo da Prefeitura prevê a espaço fixo para o desembarque vans, táxis e carros de aplicativo”. “A” sobrativo, “de” faltativo, viste? Mais absência: “Um projeto da Prefeitura do Rio pode finalmente amenizar um problema que arrasta há anos na cidade”. Se arrasta, viste? 

Ela não tem conserto: “Parceria com a Secretaria municipal de Cultura leva estudantes, docentes e técnicos a museus e bibliotecas; inscrições vão até 22 de abril”. Secr. Municipal, MsC! Claro que repete  no texto. Repetindo, não tem: “Em 1969, ela foi presa e torturada por agentes do DOI-CODI,”. Nem a História do Brasil conhece: DOI-Codi, desconhecente. Muito, né, mistake? “sso vai mudar.”. Isso sem “i” é uma baita mudança mesmo! Mistake, atenção: “o prédio comercial de 16 andares chama atenção por um detalhe raro na via: os apartamentos possuem varanda”. “Possui” mais coisa que chama A atenção, um prédio que tem posses!!! 

Miracolo! Miracolo, ela acertou!  “A Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro”. Três vivas pra MsC! Municipal! 

Sra.: “Mansões em alto mar: Rio Boat Show exibe os iates favoritos de celebridades como Cristiano Ronaldo na Marina da Glória”. Cadê o hífen em alto-mar, afundou? Xiii, teve companhia: “Algumas das lanchas preferidas de celebridades da música e do futebol ão atracar na Marina da Glória durante o Rio Boat Show 2026,”. O vê foi junto. Barrabás, quanto naufrágio: “Outro modelo que chama atenção é a Schaefer V44,”. Aqui foi o “a” depois de chama. 

Não, mistake! “incluindo o recebimento dos valores de aluguel, o que, segundo ele, não teria ocorrido.”. Segundo ele, não ocorreu! Se é verdade ou não é outra questã, mas segundo ele, não ocorreu, caramba. A turma não sabe o que quer dizer segundo! “Segundo Mantovani, o imóvel estaria sendo ocupado pela ex-mulher do ator, Clarice Jacy Piovesan, há quase três anos.”. Está, vaselinista!

Ele é infaltável: “Atacante que atua na Inglaterra é pouco conhecido da maior parte dos torcedore”. Errador, não falta nada? Mais uma faltação: “também chamaram atenção durante a vitória por 3 a 1 sobre os europeus.”. Seus erros sempre chamam a atenção, escriba. Que desânimo… “Eduardo Cavaliere é esperado, nessa quinta-feira, na Cidade do Samba, à convite da Liesa”… Nesta, errador sem conserto.

 Um que não aparecia há tempos, o anônimo: “Um levantamento do Departamento Nacional do SESI, com base em dados do INEP”“Um dos destaques do estudo é a rede Firjan SESI”. Sesi, Inep, Firjan Sesi, inapto. 

 Um anônimo com digital: “ .”Retiro – A casa dos Artistas”, da TvZero, será exibido neste domingo dia 12 na Estação NET Rio, às 20h30m.”. Tradicional marcação da mistake. É min! Segue o “anonimato” identificado: “promovendo ações voltadas à valorização da memória, da história e das contribuições afro-diaspóricas,”. Afrodiaspóricas, mist… ops! quem será? Mais um: “seguido por bate papo mediado por Matheus Baldi.”. Põe o hífen lá de cima em bate-papo, põe?

 Jefe e Cecilia, estadônicozinhos e Sergio e todos, Theatro Muncipal sem agá: “O espetáculo seria realizado ontem na Sala Cecília Meireles, na Lapa”. O triste espetáculo dos acentos inexistentes, em Cecilia e em Sergio do ex-tudo com muita dor Moro. Tá feia a situação… “Pois o comentário é de que Janja esteve,”. O comentário é que errou de novo, jefe! 

O jefe fiel ao g1: “Alvo de crítica de Donald Trump, o PIX também já foi condenado por importante economista do PT”. Pix enviado errado várias vezes ao longo do texto. “postou em seu perfil do Twitter uma crítica à nova modalidade.”. Jefe, aqui vai o xis do problema, faz tempo que é X, não soube ainda? Barrabás, jefe, respeite Guimarães Rosa: “Bruna Lombardi vai reeditar livro que conta os bastidores da série ‘Grande sertão: veredas’”. Grande Sertão: Veredas! Errado no texto também.

 Peraí, jefe, que confa: “Sua residência na Espanha, entre os meses de setembro e outubro, tem 11 shows confirmados e cerca de 600 mil ingressos vendidos.”. Os shows vão ser na casa em que ela mora??? Que casarão! Jefe, Residente na Espanha, viste? 

(CACALO KFOURI)

PERPLEXOS 

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