Ilustração: Benjamim Cafalli
Intolerâncias |23: maldição da Gramática e muito mais, olha só

Atentos escrevinhadores, o nome do cúmplice da familícia é Mario Frias, desonesticado e desacentuado. A prova: Mario Frias TITULAR em exercício 2023 – 2027. Assim está no Portal da Câmara dos Deputados. Mas no dia em que os inertes coleguinhas conferirem alguma grafia antes de publicar é capaz de chover canivete.
Nos impressos não há como, se errado conserto só no dia seguinte – menos se for no “Estadãozinho”, nem sabem que erraram – mas em portais e blogs não há justificativa, o “caiu na rede é peixe” vale como brincadeira, no Jornalismo, nunca!
Tudo como dantes no quartel de Abrantes, estadônicozinhos inaugurando o #23 e com o habitual transtorno hifênico: “Em fevereiro houve um encontro entre o prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé e o superior geral da Fraternidade São Pio X”. Tire o errado que costumam usar em Assembleia Geral da ONU e põe em superior-geral, dificultoso. Agora na área esportiva: “disse Rui Costa, diretor executivo de futebol do clube, na coletiva de imprensa depois do jogo.”. Execute o que manda a norma e agracie o diretor com um tracinho, dificultoso 2.
Já não sei mais se é inhorância ou se é a Gramática própria. Afinal, eles usam câmpus, que não existe em nenhum léxico ou ortográfico… “A principal cobrança dos torcedores foi pela demissão de Rui Costa, diretor executivo de futebol.”. Dir.-exec., estadônicozinho.
Ih, Einstein vai ficar uma fera, estadônicozinhonista: “Não existe o imprevisível em uma fórmula. E = mc2 é isso mesmo e não cabem interpretações.”. Não é vezes 2, é ao quadrado: c².
O crime e a prova dele:

Chegou a vez de um estadônicozinhoticulista: “destaquei o elevado crescimento do número de idosos registrado no País em 2000 frente a 1987 (+62%), sendo de 264% e 679% as taxas análogas projetadas para 2024 e 2050, frente à mesma base de comparação.”. Pois não é que o “Intol” também fará uns destaques que não serão nem “frente ou frente à” coisa alguma, pois isso não existe na língua pátria? Destacoso, 2000 ante 1987; usando a mesma base de comparação.
Mein Gott, é um poço sem fundo, China à vista! Estaria errado até se fosse uma. Imaginaram “levou ao quatro reuniões”? Fecharam a “Eldorado FM”, quando tempo levará pra… deixa pra lá…
Mais bomba pela frente! O estadônicozinho, o que mexeu no texto de Ignácio de Loyola Brandão, não quis deixar os dicionários sozinhos: “São 318 páginas comentando aforismos ou sentenças, observações, palpites, chistes (chistes?), ideias, verdades, ápodos, absurdos, disparates, segundo os dicionários analógicos.”. Resolveu absurdar e disparatear também! Cortou os pés do apelido! É apodo, escriba, ápodo (a forma preferencial é ápode) é sem pés!
De uma colaboradônicazinha: “A maioria desses estupros acontece em dias úteis, entre 6 horas e 18 horas.”. As e as, cara-pálida, é mandatório…
Não é só naquele brogue que tem gente que não consegue somar dois com dois… “A declaração do líder cubano foi dada um dia depois de o site americano Axios afirmar que Cuba teria adquirido drones militares com o objetivo de atacar o território americano”. Dificultosodônicozinho, afirmar e teria são como água e óleo, imiscíveis. Meu Deus, que falta de tática gramatical! “Tática eleitoral dos adversários é concentrar críticas na área em que o partido é mal avaliado para romper o domínio petista no Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia”. No Bahia, escriba? Ou é “em” no início ou é na Bahia, caramba.
É fuego en la ruepa… “abre suas portas gratuitamente entre 10h e 18h e o Instituto Ricardo Brennand, no Recife, das 10h às 17h.”. Escrevinhante, o fato de existir às e às não tocou uma buzina avisando que tem de haver as e as nos horários anteriores?
Ih, um colaborantedônicozinho falhante: “o que não falta são bolas pretas e cruzes que sinalizam “pas du tout” (de jeito nenhum) e “insignificante”.”. O que não falta é erro, já as bolas pretas não faltam, viste?
Fechando a semana sem o hífen de ouro… “O corpo da jovem seria transferido ontem a São Paulo após ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) do Rio.”. Pra ficar legal, Médico-Legal…
Uma folhística pra não deixar a concorrência sozinha: “O valor do negócio acertado chama atenção e exige explicações do Flávio sobre o real destino dos recursos”. Chama a atenção o fato de a escriba não saber que é chama a atenção.
Nananinanão, folhal, sua conta tá errada: “o recenseamento demográfico de 1872 apontou que a província de Mato Grosso possuía 60.417 habitantes, sendo 6.667 escravizados, enquanto somente o município do Rio de Janeiro possuía 274.972 habitantes, sendo 48.939 escravizados.”. Se a província de MT e o município do RJ “possuiam” os habitantes o número deles deve ser somado ao dos escravizados. Gente possuída só de dois jeitos, pelo Demo ou pelo dono. Se tem dono, é escravo. Tem, cara-pálida, tem. As palavras têm força, devem ser usadas no contexto devido. Sem esquecer o significado bíblico…
Pressa dá nisto, folhal: “não pagou os direitos autorias e nem tinha autorização do fotógrafo para usar a imagem.”. Põe o “a” no lugar do “i”, aí as duas letras ficarão bem acomodadas, viste?
Mancadas no “O Globo”, com os flagras ao vivo:

Não, sr. confuso. Primeiro, os valores foram detalhados, viste? E eles não foram detalhados em conversa com o “irmão” de Vorcaro, o 01, foi com primo “pastor” Felipe Zettel. A PF conseguiu também a confissão de um dos recebentes.

O capista deixou-se influenciar pela lambe-botice de Tarcínico tal o ardor com que tentou tapar o Sol com uma peneira. É governador, para ruína dos paulistas.
Lá não vige: “O Rio Grande do Sul, minha terra natal, possui uma população negra significativa (22%, pelo IBGE), com destaque para as cidades de Pelotas e Porto Alegre, a capital.”. No último 1º de maio a Abolição da Escravatura completou 138 anos, mas não chegou ao RS, a população negra continua a ser propriedade. Tem, cara-pálida, tem!
No portal d’“O Globo”: “O núcleo da campanha do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao governo do Rio, celebrou discretamente a operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-governador Cláudio Castro (PL) no âmbito das investigações da Refit, comandada por Ricardo Magro, o maior sonegador fiscal do estado e do Brasil.”. Tem uma virguleta traidora aí, a depois de Refit. A operação foi comandada pela PF ou por Magro?
A crise hifênica é geral… “Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML).”. I.M-L, geúnico.
No “Estadãozinho”, sem dúvida, seria crise-geral…
Ninguém consulta nada. No caso, não é o médico… “O médico cirurgião Gustavo Patricio,”. In dubio volpeie: falta o bisturi, geentrevários. “Por volta de meio-dia,”. Não sabem o básico do basicão… Do meio-dia.
Um poetaúnico!!! “A vítima seria dono da empresa na qual pertence o avião pilotado por João Vitor de Lima Franco,”. Na qual pertence é das frases mais lindas que li desde que fui alfabetizado em 1952! À qual, erudito escriba! E é dona! Agora, vamos ao “seria” desmentindo o título: “Empresário colombiano dono de avião desaparecido com piloto de SP é assassinado a tiros no PA”. É dono ou seria, irracional? Tem mais erudição: “Desde então, não respondeu ligações e mensagens de telefone.”. A ligs e msgs, escriba nobélico de Literatura. E falta celular depois de telefone, viste?
A pergunta falante: como é possível que tenha deproma de uma profissão cuja ferramenta elementar é o vernáculo??? O texto é zero no Enem.
ólico, não falta nada? “O esultado garantiu a classificação alvinegra às oitavas de final da Copa do Brasil.”. Pra mim, foi o “u”, procê foi o erre…
Não falei que o “Estadãozinho” tá fazendo escola? “”Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse e nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme””. Uólico, é sem o tracinho atrapalhativo, viste?
Noussuólico! “Localizado a cerca de 600 metros da praia do Embaré, em Santos, tem 187 metros quadrados de área útil e possui três dormitórios e duas vagas de garagem.”. Em que cartório o apto terá registrado a sua propriedade???
Epa, opa! “Zero expectativas com Ancelotti, acabou”. Nem umazinha “expectativas”, cara-paliduólico?
O uólico mudou o status de Pernambuco! “Após quatro anos de disputa, a Justiça Federal de Pernambuco determinou a derrubada”. Não é mais um estado, é um país. Tem JF só dele.
Epa, opa, que splash!!!

E acertou o útero implantado nele em cheio! É menino ou menina que Paulinho vai ter?
Uau, na chamada para o Jornal Hoje: “Na fronteira entre o Pará e o Amapá”. Cara-pálida, divisa!
Tá tudo dominado! No SP1: “Foi socorrido ao hospital…”. Mancada do nobre apresentante!
Info infame! Faz uma semana que o SporTV 3 está reprisando um torneio se surfe na Austrália e os infames infomáticos desinformam que é ao vivo na Nova Zelândia. Na NZ está tudo parado por falta de ondas. Apesar de a volta da transmissão ter sido anunciada no “O MELHOR DA TV” do “Estadãozinho” a partir de ontem (20) isso não aconteceu. Por incrível que pareça, o Info passou a mostrar que eram reprises que estavam no ar. Mas eles não são os únicos infames, nenhum canal de nenhuma operadora de TV por assinatura toma uma atitude, dane-se o assinante.
Blog do Ancelmo
Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
Começando por MsCr, o que não é novidade: “é destinado à família Silva Porto desde os tempos que a região pertencia a sesmaria.”. À sesmaria, cismada no erro.
Mistake é incurável! “É a primeira vez que esse animal é flagrado no trecho do Parque estadual da Pedra Branca, historicamente impactada por incêndios e desmatamentos”.
Estadual e este, dificultosa. No texto ela acertou. “Chamam atenção ainda espécies raras na área, como o tapiti (Sylvilagus brasiliensis)”. Peraí, é tapiti ou atenção? Chamam “a” atenção, repetitiva.
Quem? Quem? Quem? “A Secretaria municipal de Transportes avisa:”. “O pato vinha cantando alegremente…”… Municipal, MsC!!!
Ele não falha, o anônimo errante: “Lei de Incentivo à Reciclagem, Fundo da Infância e Adolescência (FIA), Fundo do Idoso, PRONAS e PRONON.”. As digitais são do MrC… Pronas e Pronon, viste? Sem dúvida, é ele: “Obra reúne aprendizados de três décadas como Executiva e trata de transição de carreira e os caminhos para chegar aos Conselhos de Administração.”. Pra que executiva em alta, anônimo identificado?
Mistake, atenção: “Último texto de Domingos de Oliveira chega ao palco pela primeira vez”. O texto é dele, mas o Oliveira não é de Domingos, é Domingos Oliveira… Errado no texto também. Quer a prova? Apesar de ido, o perfil no Instagram está ativo: https://www.instagram.com/domingosoliveiraoficial/?hl=pt
Que poético… “Segundo ela, a tendência é de vitória para uma equipe que vem “batendo na trave”, nunca ganhou ou está há muito tempo sem título”. Caganhou é lindo! Jamais, caramba! “Outro ponto chamou sua atenção ao analisar o cenário da Copa do Mundo de 2026:”. A atenção…
Errador quer vaga no “Estadãozinho”… “a montagem reúne elementos da cultura tropeira e do trovadorismo ibérico a uma estética neo-barroca.”. Neobarroca, escriba. Aproveitar tropeira e trocar por toupeira é ruindade d+, né?
“Preocupação é com as chamadas ‘chamadas rampas de carga’”. Errador, duas vezes para serem bem escutadas?
Voltou a ser o errador com tudo! “Em um dos tópicos do pedido de recuperação judicial feito na noite desta quinta-feira,”. Errador, neste hoje é sexta, dessa. ““(…) a FIFA comunicou que a cautelar preparatória não seria suficiente para a reversão das punições,”. Fifa, como está em outras partes do texto, desatento. Há também o trágico junto à, mas não lido mais com isso, é incurável em geral.
Errador em ação: “Todas irregularidades foram retiradas pela Enel, a concessionária”.
Todas as, semi… Errado no texto também.
Errador e sua “Cartilha de Disconcordância Gramatical”… “Entidade apresentou recurso à Justiça, após ser cobrado em mais de R$ 700 mil”. Cobrada, dificultoso.
Ínclito, releia, releia e releia e veja se consegue perceber: “O senador Jorge Kajuru sofreu uma derrota na Justiça do DF em ação movida contra o deputado federal Gustavo Gayer por supostos ataques nas redes sociais.”. (…). “O juiz responsável pelo caso, porém, considerou que, apesar de “ácidas e contundentes”, as manifestações não ultrapassaram os limites da crítica política.”.
O juiz ora nenhuma nega a existência dos ataques para que pudessem ser considerados supostos, viste? Ao contrario, confirma a existência deles, mas somente não os considerou merecedores de punição. Difícil de entender, não…?
Mesmo, errador??? “Na Zona Norte do Rio, alguém casou um vazamento de esgoto com um… pneu”. Foi só no civil ou teve na igreja também? Causou, caramba!
“Mensalmente, em média, 32 toneladas de lixo das redes de esgoto de parte do Rio de Janeiro”. Diariamente há, em média, 10 erros nos textos do errador… Nas redes, claudicante.
Erra sempre! “O conteúdo foi divulgado no canal “Minutos News TV” no Youtube,”. Quando You vai continuar a entrar pelo tube e descobrir que é YouTube, atento escriba?
Por falar em erra sempre, não foram apontados dezenas de usos errados de demonstrativos…
Fato inédito, em vez de o jefe corrigir os comandados, eles o contaminaram: “Gabriel O Pensador quer mais de R$ 60 mil de indenização após sumirem com suas malas”. Jefe, o “o” é pequeninho, viste? Errado no texto também. “O processo é contra a Gol e a Ita Airways.”. Trave, jefe, é GOL. Ih, uma digital! “No próximo dia 6 de junho, às 12h20m,”. Da mistake! É min, caramba!
Jefe, respeite a propriedade alheia: “Magro, em entrevista para a Folha de S. Paulo, do dia 6 de setembro, defendeu Ciro.”. Folha de S.Paulo, sem espaço entre o ponto e Paulo, viste?
What a disaster, boss! “Um dos alvos dessa operação da PF contra o ex-governador Cláudio Castro e outras 16 pessoas foi o ex-procurador-geral do Estado Renan Miguel Saad,”. Desta operação… “Em março 2021 houve uma decisão totalmente equivocada e controversa que previa redução de – 84% para a Ceg Rio e – 13% para a Ceg e nunca vigorou,”. CEG Rio, CEG… “Tal fato levou a judicialização por parte das concessionárias e o posterior acordo entre as partes veio corrigir”. Veio a… “Por fim, buscando equilíbrio entre os diversos interesses, as concessionárias Ceg e Ceg Rio”. CEG e CEG Rio… “A Naturgy esclarece ainda que o Acordo foi homologado na Justiça,”. Por que acordo em alta, boss?
Jefe, tenha dó, vá? “O biógrafo Leonencio Nossa — esse do livro sobre Guimarães Rosa — vai concluir o 3º volume da biografia sobre Roberto Marinho e mergulhar na vida de José Luiz de Magalhães Lins (1929-2023),”. Esse, não, aquele, caramba. E biografia sobre??? Biografia de, caramba duas vezes!
Jefe, não! “reconheceu que a conduta da LaMia beirava a dolo e que a Chapecoense assumiu o risco ao escolher a empresa mais barata mesmo diante de alternativas mais seguras.”. Opções, jefe, alternativa é a escolha de duas delas e nada mais.
Que lastimicidade, jefe: “.Nesta segunda-feira, dia 18, as 14h,”. Às, jefe. De novo! “Nesta segunda-feira, as 19h,”. Às! Quem terá assinado por ele, Mr ou Ms?… Não acaba: “à frente da Sempre Livre, primeiro grupo de rock formado só por mulheres.”. Do, jefe, grupo. Uau! “dia 19, as 19 h,”. Nem precisa, né? Uau, uau! , “as 19h,”. … Erro novo: “.Já está em pré-venda O Preço da Paz,”. Faltam as aspas no nome do livro… Mein Gott! “se o Projeto de Lei 5978/2025, do deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), for aprovada.” . Reprovado, jefe, for aprovado.
Suspeito insuspeitosamente segundo minha intuição que mistake e errador sentaram-se lado a lado e combinaram: “Vamos desmoralizar o jefe!”.
Preconceito, jefe? “Um dos investigados era chefe da Receita estadual”. Por que em bx se a Fed é em alta?
O “Intol” ficou intolerante com ele mesmo de tanto apontar alguns erros que se repetem e repetem e continuarão a ser cometidos: Assembleia-Geral da ONU, Sérgio [Moro], Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Teatro Municipal, PIX, Itaim-Bibi – em vez dos corretos Assembleia Geral da ONU, Sergio, da Segurança, Theatro, Pix, Itaim Bibi. Por uns tempos não serão apontados, serão apontados somente se houver outros erros no texto. Já os daquele brogue voltarão a ser com força total.
Brasileiros e brasileiras, não adianta, é martelar em ferro frio. Como já disse um grande filósofo, “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é uma coisa diferente”. Se juridicamente se deve tratar como suspeito alguém que evidentemente não é até que seja condenado, para nós, simples mortais ainda não assassinados por um deles, uma figura presa em flagrante, gravada em vídeo cometendo um crime, não é suspeito, é um criminoso, foi ele!!! O “Intol”, nesta edição, lidará com o assunto pela última vez por um longo tempo, o tema faz mal para o meu coraçãozinho cheio de maldades – como se refere a mim um amigo.
(CACALO KFOURI)
