Ilustração: Benjamim Cafalli
Google vs IA no Google. Erros se perpetuam.

Google vs IA no Google
No dia 1º o “Estadãozinho” publicou um artigo escrito por três filhos do jornalista franco-brasileiro especializado em Economia Robert Appy em comemoração aos 100 anos de nascimento dele. Lembrei-me de mais um filho que foi um dos chefes da Fotografia do então “Estadão” quando nele trabalhei como repórter fotográfico nos anos 1970. O primeiro nome não me veio à memória.
Fui pesquisar. Abri o Google e a primeira aba que apareceu foi a de IA. Perguntei o nome dos três chefes da Fotografia do jornal. Veio uma resposta estapafúrdia, “não se tem notícia de nenhum chefe de fotografia do jornal” e vieram uns nomes de fotógrafos dos quais nunca ouvi falar, sendo que havia muitos da mais alta qualidade com nomes ultraconhecidos.
Mudei a pergunta, pois lembrava do nome de dois deles, seu Oswaldo Palermo e seu Bento. Vieram informações a respeito de seu Oswaldo e as fotos que fez de Emerson Fittipaldi, e de Bernard Appy, o filho economista e jornalista.
Desisti e comecei a percorrer a tela do Google puro até que achei o link do “Observatório da Imprensa” em cuja linha fina estava o que procurava. Abri e para minha felicidade tratava-se de uma publicação de autoria do nosso Gordo feita em 2014:
Perdendo amigos – Robert Appy
(…). Um dos filhos de Appy, Bernard, trabalhou por sete anos no Ministério da Fazenda, como secretário executivo, secretário de Política Econômica e secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais. Um de seus irmãos, Jean-Pierre, foi por muitos anos importante funcionário da Fotografia do Estadão.
Viva o Gordo! Jean-Pierre Appy!
Já contei aqui tempo atrás que resolvi saber quem sou. Descobri na mesma ferramenta que “é engenheiro eletrônico, mas não se formou” …
Encontrei outra barbaridade quando tentava lembrar-me da data em que fotografei a entrevista de Boris Casoy feita por Ruy Castro para a Playboy. Descobri que meu nome é Thomas Susemihl. Meus pais me enganaram a vida inteira!
Enviei correção, mas de nada adiantou, continua errado.
Na edição de ontem do “Estadãozinho” há um artigo do engenheiro eletricista Demi Getschko – sim engenheiro, ele é formado! – em que ele escreve que “Usamos IA no nosso dia a dia, mas sem nenhuma certeza se estamos livres de riscos. IA já é uma realidade, enquanto o entendimento de seu alcance e efeitos colaterais ainda é bastante obscuro. Um dos pontos que trazem preocupação é o quanto ela pode ser “desviada” da realidade a partir da leitura de textos que a alimentou. Sem métricas ou curadoria do que ela recebe, o resultado produzido pode estar errado. Um antigo axioma na área de computação reza: “Garbage in, garbage out” – se o que entra é lixo, o que sairá também será.”.
É exatamente o que vem ocorrendo.
Se forem levados em conta os meios pelos quais as pessoas vêm se (des)informando – grupos fechados de WhatsApp, IA, falas de políticos que apreciam sem verificar a veracidade do conteúdo – a parcialidade, a falta de isenção ao analisar os fatos, é possível ter uma pálida ideia da catástrofe que a IA pode causar na campanha eleitoral que se aproxima.
Vai entender o governo deztpaiz…
O Ministério da Fazenda acaba de bloquear R$ 8,3 bilhões das verbas destinadas a ministérios e agências reguladoras, entre elas Anvisa e Anac, essenciais no quesito segurança da população.
Mas continua a pôr dinheiro no saco sem fundos de nome Correios. A empresa teve um prejuízo de R$ 3,2 bi no primeiro semestre deste ano.
Não tem sentido investir nos Correios, uma empresa mal administrada que não se adaptou às mudanças óbvias que os meios digitais causaram na entrega de correspondência.
Deveria ter investido no aperfeiçoamento do Sedex para agilizar as entregas do comércio eletrônico. Dormiu no ponto, as empresas criaram seus próprios meios.
O Mercado Livre faz entrega no mesmo dia em que o produto foi comprado. Quando demora, é no máximo por três dias, o prazo da entrega “rápida” do Sedex.
Fez 20 dias que houve entrega de correspondência aqui, um monte de boletos com data de pagamento vencida. Ainda bem que as empresas mandam o valor direto pro banco…
Privatiza logo!
Abaixo do fiofó da cobra
Quando se pensa que a falta de caráter levou alguém a negar tudo o que um diploma de Direito lhe proporcionou vem a surpresa. Conseguiu ir mais baixo ainda.
Trata-se do ex-tudo e atual senador Sergio Moro, que depois de desmoralizar-se aceitando ser ministro da Justiça de alguém que sabia ser um criminoso, agora, no afã de eleger-se governador do Paraná, trocou carinhosos elogios com 01. E se mostrou ser mais um traidor da Pátria. Aplaudiu o filho de dark nag pelo fato de haver convencido o ogro a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas: “Foi extraordinário. Ele conseguiu convencer o governo norte-americano a dar esse passo importante.”
Demonstrou também ser esquecido, sabe que o elogiado não é flor que se cheire, que tem muitas culpas no cartório.
O motivo que alegou para abandonar o ministério que jamais deveria ter assumido foi que o Bozo aparelhou a PF para que não investigasse a familícia: “Tem lá investigação da família dele, rachadinha, ele tem medo também que a investigação chegue nele. E aí ele chegou a partir de determinado momento do mandato dele e começou: ‘Olha, tem que enfraquecer o combate à corrupção’.”. Disse em outra entrevista que “Teve uma decisão do Supremo que beneficiou o filho do presidente. (…). O problema é que essa liminar parava todas as investigações de lavagem de dinheiro no país. Parava tudo. E o presidente não queria que a gente mexesse nisso. Ele me falou assim: ‘Moro, se você não vai ajudar, não atrapalhe’.”.
Não duvidem, vai ter um monte de votos, afinal é um estado governado por Ratinho Júnior…
A familícia está em festa!
O secretário de Estado lamentável do amigão de 01, o agente laranja, declarou em audiência no Senado – no Capitólio que foi invadido por ogronianos – que o Brasil não é alinhado aos interesses dos EUA, assim como a Venezuela (a de Maduro).
Lula, cuidado!
Para completar felicidade da trairagem bozista, o ogro postou em sua rede antissocial que “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil! Presidente DONALD J. TRUMP”.
O dicionário do ogro deve ser mesmo que a turma do “socorrido ao” tem. Nele, ama significa trai.
A pergunta inevitável: o gado continuará a mugir ou ficará rubio de vergonha ou laranja de satisfação?
Não é linguajar adequado para um presidente da República
Mas que acertou, acertou!
“Lula associa tarifaço dos EUA a Flávio Bolsonaro e o chama de imbecil e traidor da pátria”.
Há que mudar o nome do filme
“Dark Nag” não serve mais. Todo dia surge mais uma “otoridade”envolvida em financiamento escuso do pastelão. Depois do onguineiro prefeitim de SP a novidade é o ex-desgovernador do DF, Ibaneis Lama. A Secretaria de Educação do Distrito Federal na indigestão dele firmou contrato de prestação de serviço no valor de R$ 5 milhões com a mesma ONG com a qual Ricardim Nunes fechou contrato. A da dona da produtora do pastelão. Cinco milhõezinhos.
“Dark Business” é mais adequado, não?
Fora do congresso quem vai chorar é o doente…
“A pílula para câncer que alcançou ‘o impossível’ fez médicos chorarem no maior congresso de oncologia do mundo”.
É para tratamento de câncer no pâncreas que não responde à quimioterapia. Chega a prolongar a vida em 13 meses em alguns casos.
O tratamento com a pílula custa US$ 10 mil por mês nos States… Já pensaram quanto custaria aqui?
Sinceramente, chefia, se fosse comigo, preferiria bater com as dez sem dor, rapidamente. Pra que viver sem qualidade de vida, abrindo mão de tudo que dá prazer? E, principalmente, prolongando a agonia dos “familiares” – imitando os coleguinhas sofisticados… – e amigos?
Aforamente que, a menos que o plano de saúde seja obrigado a pagar, quem tem condições de arcar com o custo?
Pra mim, quero pá pumba!
(CACALO KFOURI)
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Recado ao Flávio:
Perdoa-me por me traíres (Nelson Rodrigues) – ou será “Te perdoo por ti trair” (Chico Buarque)?