Temer mexeu na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que deveria fazer jornalismo público, com foco no e do cidadão como reza o “Manual de Jornalismo” da empresa. A parte legal fica para os especialistas, mas, da prática, sei bem, estive lá, testemunhei parte do processo de aparelhamento (fui expelido, pois entre as minhas funções estava a de apontar matérias tendenciosas e tentar impedir que fossem publicadas ou que, pelo menos, fossem reescritas). Alegaram acordo com sindicatos para extinção de cargos comissionados – também chamados de função – mas era mentira, quem quiser comprovar pode entrar no site da empresa, clicar em Portarias 2014 e verá que ao redor de 50 pessoas foram contratadas como função depois de que fui demitido – meu nome “oficial” é Luis Carlos Amaral Kfouri). E não é para desconfiar da intenção de quem, a poucos dias de ser afastada, nomeia alguém para um cargo que estava desocupado há três meses se não a de garantir as boquinhas dos apaniguados? Mais abaixo estão manifestações em relação às mudanças na EBC. Minha curiosidade reside no fato de que nenhum dos críticos se manifestou quando do total aparelhamento da empresa, com preposto do Palácio na redação da Agência Brasil censurando matérias, a ponto de repórteres pedirem para que seus textos não fossem creditados de tanto que foram alterados. E é curioso que um dos que protestam, Nelson Breve, dizer que lamenta o fim de um projeto, justo ele, um dos responsáveis pelo começo do fim do projeto: 

