Tem coisas que trazem lembranças da infância, algumas boas, outras más. Sou leitor do jornal O Estado de S. Paulo desde os 8 anos de idade (não vou contar quanto tempo faz, eh eh eh). Meu pai recomendava a leitura, mais pelo português escorreito do que pelo conteúdo, quanto a este alertava para que tivéssemos espírito bastante crítico. A Folha de então não merecia ser levada a sério, acendia uma vela para Deus e cinco pro Diabo. Uma coisa que nos agradava no Estadão era a edição de domingo, quando o jornaleiro a jogava no quintal, a casa tremia tal era o peso. Naquele tempo, havia a figura do garrafeiro, que comprava jornais, revistas e garrafas. A cada semana, a grana ficava para um de nós, irmãos. Atualmente, a edição de domingo é tão levinha que, receio, um dia destes, não vai chegar ao chão, vai flutuar ao vento… E, pior, não sobrou o bom português de outrora (leiam algumas das barbaridades mais abaixo).