Energia e IA. Por Arnaldo Niskier
Energia…Quantidades imensas de eletricidade são custeadas pelos projetos, como é o caso da Meta, que está construindo três novas usinas termelétricas nos Estados Unidos…

Hoje em dia pode ser anotado que a inteligência artificial cresce de maneira clara, no mundo desenvolvido. Quantidades imensas de eletricidade são custeadas pelos projetos, como é o caso da Meta, que está construindo três novas usinas termelétricas nos Estados Unidos.
Esse caminho é também registrado pelas empresas Microsoft Corp. e Alphabet Inc. Anota-se uma grande procura, valorizando-se o lado dos compradores de eletricidade. Se os data centers consumirem menos do que o esperado, há um belo mercado ligado aos compradores de eletricidade.
Em artigo no jornal “O Globo”, de 26/11/25, o especialista Sydney Sanches, meu colega do Conselho de Notáveis da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo anota sua preocupação com a delicada questão dos direitos autorais. Reclama que a matéria foi esquecida em Berna, onde deveria ser tratada. Considera grave esse fato, pois a Convenção de Berna foi silenciada no debate público sobre IA. Afirma Sanches que a adoção de sistemas de Inteligência Artificial Generativa (IAGen), treinados com volumes colossais de obras e produções protegidas, desafia esse conjunto de princípios que teve origem em 1886. E protesta na defesa dessas salvaguardas. O objetivo primordial é proteger a dignidade dos autores. Ter esses cuidados constitui um ato de responsabilidade democrática.
Deve-se proteger as obras intelectuais, para garantir o respeito à criação. Devemos sempre estar atentos a esse procedimento.
O novo Plano Nacional de Educação, instrumento que abrigará metas objetivas de qualidade, deverá contemplar uma atenção especial à IA, com todos os seus indispensáveis complementos. Se hoje em dia somente 10% dos concluintes de ensino médio têm a aprendizagem adequada, deve-se realizar um super esforço para melhorar esse índice, se possível chegando aos 80 ou 90% de aproveitamento. Menos do que isso é sacrificar os níveis qualitativos da educação brasileira, com reflexos no quadro do nosso desenvolvimento. E devemos discutir, cuidadosamente, o que se entende por aprendizagem adequada, de que tanto se fala, mas sem explicitar o seu real significado.
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Arnaldo Niskier – Imortal. Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Professor, escritor, filósofo, historiador e pedagogo. Licenciado em Matemática e Pedagogia pela UERJ. Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Presidente Emérito do CIEE/RJ. Honoris Causa da Universidade Santa Úrsula.Comendador do Superior Tribunal do Trabalho.
