Duelo de Titãs. Blog Mário Marinho

Os mais antigos e apreciadores do velho e bom faroeste certamente se lembram deste filmaço – Duelo de Titãs – de 1959, exibido aqui no Brasil por volta de 1961.
Kirk Douglas de um lado e Anthony Quinn de outro se enfrentam neste filme dirigido por John Sturges.
É um duelo desses dois monstros sagrados do cinema num roteiro de suspense que deixa você sem saber quem vencerá.
É assim que vejo o duelo de Palmeiras e Flamengo pela Libertadores, na tarde de amanhã, 28, 18 h, em Lima, capital do Peru.
Assim como no filme com atores que duelaram e se destacaram o tempo todo, o Palmeiras tem Victor Roque o seu artilheiro com 16 gols.
Do outro lado, o Flamengo tem o clássico Arrascaeta como artilheiro com 18 gols (o artilheiro do Brasileirão é Caio Jorge, do Cruzeiro, com 21 gols).
O Palmeiras é comandado pelo vencedor Abel Ferreira, que desde sua chegada ao Verdão, em novembro de 2020, conquistou:
- Copa Libertadores: 2020 e 2021
- Copa do Brasil: 2020
- Recopa Sul-Americana: 2022
- Campeonato Paulista: 2022, 2023 e 2024
- Campeonato Brasileiro: 2022 e 2023
- Supercopa do Brasil: 2023
São, nada mais, nada menos, que 10 título em cinco anos.
A lista de títulos conquistados por Filipe Luis desde que assumiu como técnico do Mengo, em outubro de 2024 é menor porque ele teve menos tempo:
- Copa do Brasil – 2024
- Supercopa do Brasil – 2025
- Taça Guanabara – 2025
- Campeonato Carioca – 2025
São dois técnicos vencedores.
Nesse nosso futebol, tão desorganizado, Palmeiras e Flamengo são exemplos de organização e sucesso.
Segundo informa o jornalista Rodrigo Capelo, colunista do Estadão, o Flamengo partiu de uma receita de R$ 208 milhões em 2012, para R$ 1,3 bilhão em 2024.
Já o Palmeiras passou de R$ 183 milhões em 2012 para R$ 1,1 bilhão em 2024.
Nesse mesmo período, vemos outros times grandes, famosos, até com título mundial, chafurdando em crises administrativas e financeiras.
Não dá para apontar um favorito.
Mas qualquer um dos dois que conquistar a Libertadores, com certeza tem os méritos para honrar e até fazer bonito na disputa do título Mundial.
Se der tempo, assista:
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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